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"Vivo num cemitério"

John Susany é um rosto da tragédia em que se encontra a Síria. Antes da guerra, tinha uma oficina de alumínios. Um dia, perdeu tudo a ponto de, agora, viver com a família num cemitério. Era isso ou ser sem-abrigo. Mas a sua vida está a mudar. Os projectos de microcrédito apoiados pela Fundação AIS permitiram-lhe já ter uma nova oficina, algum equipamento e até os primeiros clientes. John Susany é o rosto vivo também de como com muito pouco se podem fazer autênticos milagres.

As ruas estão nos mesmos lugares, mas a maioria dos prédios parecem apenas esqueletos, como se tivessem sido esventrados. Há uma desolação enorme em muitas ruas de Damasco, ainda com memórias da guerra impressas nas paredes, no lixo que ainda não foi retirado, nos escombros das casas que ruíram. As guerras são assim. Perduram sempre muito tempo como cicatrizes. Basta olhar para John Susany para se perceber que a sua vida esconde alguma tragédia. Susany vive com a mulher e os filhos num cemitério.

Os Cristãos da Síria contam consigo para sobreviver!

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Ajuda para alimentar 300 pessoas carenciadas em Damasco, durante um ano, através do projecto “refeições solidárias”

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Apoio a 93 famílias necessitadas para abrirem o seu próprio negócio, em Damasco, a fim de garantirem a sua subsistência

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Seria provavelmente o último sítio onde alguma vez imaginaria viver, mas foi o único sítio onde se conseguiu abrigar juntamente com a família. A sua história demonstra que ninguém pode ter certezas no meio de uma guerra. A vida corria-lhe bem. Era mestre na arte do alumínio, um ofício que aprendera em jovem e que o tornara numa referência. Tinha uma oficina, bastante trabalho, muitos clientes. Sentado ao lado da sua mulher, rosto magro, barbas brancas, vai desembrulhando as mágoas da sua vida. Mágoas que começaram no dia em que a guerra bateu à sua porta com estrondo. “Perdi a minha oficina, tudo se foi. Por isso, fugimos.”

John Susany é o rosto de uma tragédia. Tal como ele há milhões de outros sírios que tiveram de fugir, que perderam tudo o que tinham, que foram forçados a recomeçar a vida noutro lugar ou mesmo noutro país. A guerra, que dura já há mais de 12 anos, já provocou uma crise humanitária brutal. Calcula-se que haverá, neste momento, cerca de 5,5 milhões de sírios a viver como refugiados em países da região, enquanto outros 6,7 milhões estão como deslocados internos, no próprio país.

John Susany, a mulher e os dois filhos, um rapaz e uma rapariga, fazem parte deste número. Depois de terem perdido tudo, tiveram de procurar abrigo. A única porta aberta que encontraram foi a do cemitério. É lá que estão, é lá que dormem, que comem, que lavam a roupa. É lá que vivem. “Vivo num cemitério”, diz, sem se atrever sequer a olhar-nos nos olhos. É ele que abre a porta do cemitério, que enterra as pessoas.

Vivo num cemitério. Ninguém me visita, só as pessoas que estão a chorar e a sofrer, mas não posso deixar os meus filhos dormir na rua…”

Tudo na sua vida parecia ser apenas um pesadelo até que surgiu a possibilidade de participar no projecto de microcrédito da Fundação AIS. Um projecto que tem vindo a mudar a vida de muitas famílias.

O programa de microcrédito foi um ponto de viragem na minha vida. Compraram-me o equipamento e depois trouxe-o para a minha oficina. Comecei a receber algumas encomendas e já não me preocupo tanto com o que vou comer amanhã.”

John é um cristão que reaprendeu também a olhar para Deus na provação da guerra. As suas orações tornaram-se mais fortes, mais sentidas, mais profundas. “Jesus está sempre comigo, Jesus protege-me sempre”, diz, antes de agradecer à Fundação AIS ter-lhe devolvido a esperança através de um simples microprojecto.

John Susany, que ainda vive num cemitério, é um dos rostos vivos de como, com muito pouco, se podem fazer autênticos milagres… Milagres que dependem apenas de nós, da nossa generosidade.

A situação na Síria é muito grave. Pelo menos 90% da população vive abaixo do limiar da pobreza. A maioria das famílias não consegue comprar alimentos, nem roupas para os seus filhos. Como se não bastasse tudo isto, vastas regiões do norte da Síria foram brutalmente atingidas pelo violentíssimo sismo de 20 de Fevereiro, que ceifou a vida a milhares de pessoas e destruiu centenas de casas.

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