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"O Líbano está a desaparecer"

Foi uma terra de vida fulgurante. Hoje, aos poucos, o Líbano está a transformar-se num país fantasma, onde a vida é quase impossível, onde o dinheiro deixou de ter valor, onde falta quase tudo a começar, tantas vezes, pelo pão. Quem pode, parte. Os que ficam são os mais pobres ou os que ainda sonham com um Líbano renascido. Como a Irmã Hounda, da congregação de Nossa Senhora do Bom Serviço.

Hounda Tannoury ainda não se resignou à ideia de que não há futuro para o Líbano. Mas tudo parece dizer o contrário. A moeda desvalorizou-se ao ponto de os bancos fecharem portas, o desemprego passou a ser algo normal e afecta cada vez mais famílias, e a outrora robusta classe média engrossa agora a fila dos pobres, dos que, tantas vezes, têm de recorrer a instituições de solidariedade, à própria Igreja para conseguirem ter um pouco de pão na mesa. Falta tudo no Líbano. Os combustíveis, a electricidade, os medicamentos… Até a esperança.

E agora, com a guerra mesmo ao lado, entre o Hamas e Israel, todos têm medo de que o conflito galgue fronteiras e atinja também o Líbano. O país está a esvair-se e nada parece conseguir inverter este rumo suicida. Sem electricidade, nem água corrente, a situação está a piorar de dia para dia.

Os Cristãos do Líbano contam consigo para sobreviver!

Os Cristãos do Líbano contam consigo para sobreviver!

Apoio ao Orfanato das Irmãs Maronitas da Sagrada Família, em Jezzine, na sua subsistência e na aquisição de painéis solares para terem electricidade

32.727€

Ajuda de emergência para 2 escolas da congregação Nossa Senhora do Bom Serviço, em Jabboule, bolsas de estudo para 100 alunos e apoio para 71 professores

17.800€

A Igreja está a viver tempos particularmente duros. A área do ensino é um exemplo trágico do que está a acontecer. Cerca de 300 escolas são geridas pela Igreja Católica. Isto significa uma responsabilidade directa pela educação de milhares de crianças e jovens, mas também pelos salários de milhares de professores.

Como o Estado está sem recursos, todos os subsídios que normalmente eram atribuídos ao ensino deixaram de ser pagos. Mas a Igreja não quer fechar escolas, não quer enviar os alunos para casa, não quer despedir os professores. É um dilema que tira o sono à Irmã Hounda Tannoury, directora de uma escola em Jabboule.

O Líbano está a atravessar uma crise económica sem precedentes. As escolas estão a ficar sem fundos, com dificuldades em pagar aos professores.”

As palavras são duras, mas a realidade é cruel. “Muitos dos pais dos nossos alunos não têm dinheiro sequer para comprar pão para os seus filhos. É muito humilhante”, confessa-nos a responsável pela escola de Jabboule.

A situação é dramática. Falta água, falta electricidade, falta já, tantas vezes, às próprias pessoas a energia vital para se enfrentar o destino. Parece que os Libaneses estão a desistir.

Cada vez é maior o número dos que fazem as malas à procura de um país onde possam viver com dignidade, onde possam ver crescer os filhos sem a angústia de não terem nada para lhes dar de comer, ou onde possam cuidar dos mais velhos, dos idosos e dos doentes, sem sobressaltos.

Muitos arriscam tudo numa viagem que poderá não ter regresso. Mas o Líbano é essencial para a presença dos Cristãos no Médio Oriente. Se a comunidade cristã partir, ficará um vazio que dificilmente será preenchido.

Tudo isto atormenta também a Irmã, que faz o que pode e o que não pode para contrariar os sinais de tempestade que se acumulam nos céus libaneses.

 

É triste ver que as pessoas estão a pensar em abandonar esta terra. Nestas regiões, os Cristãos são cerca de 10% e nós encorajamo-los muito a ficar, porque eles são um símbolo do Cristianismo. Gostamos de ter um país, mas estamos a perdê-lo. O Líbano está a desaparecer…”

A Irmã Hounda Tannoury sabe que ter uma escola é como gerir um tesouro. Um tesouro feito também dos sonhos dos alunos, rapazes e raparigas como Joseph.

“Esta escola fez-me amar mais Jesus Cristo. Agradeço sempre a Deus por me ter dado esta oportunidade. Agradeço sempre a Deus pelos meus pais, pelos meus amigos. Ele deu-me esta escola maravilhosa e eu tenho muitos planos. O meu sonho é ser médico.”

É para jovens assim que a Irmã Hounda nos pede ajuda. Ela precisa de manter a sua escola de portas abertas. A Igreja precisa de manter todas as suas escolas a funcionar, os seus hospitais a funcionar, para que a comunidade cristã possa continuar a viver no Líbano. A Igreja procura ajudar os que ainda não desistiram deste país essencial para a presença do Cristianismo no Médio Oriente…

Foi uma terra que já conheceu a abundância. Hoje, aos poucos, o Líbano está a transformar-se num país fantasma, onde falta quase tudo em todas as casas, a começar, tantas vezes, pelo pão. Quem pode, parte. Agora, com a ameaça da guerra, o medo ainda é maior… A outrora robusta classe média engrossa agora a fila dos pobres, dos que, tantas vezes, têm de recorrer à própria Igreja para conseguirem ter um pouco de pão na mesa. Falta tudo no Líbano. Os combustíveis, a electricidade, os medicamentos… Até a esperança. Calcula-se que mais de 70% de toda a população vive já quase na miséria. Uma situação que se agravou com a pandemia da COVID-19 e com a brutal explosão acidental que destruiu o porto de Beirute e alguns dos bairros da capital libanesa no dia 4 de Agosto de 2020.

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