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Folha de Oração Mensal

oração é um dos pilares fundamentais da nossa missão. Sem a força que nos vem de Deus, não seríamos capazes de ajudar os Cristãos perseguidos e que sofrem por causa da sua fé. Para os ajudar, criámos uma grande corrente de oração e distribuímos gratuitamente a Folha de Oração Sementes de Esperança, precisamente porque queremos que este movimento de oração seja cada vez maior. Por favor, ajude-nos a divulgá-la na sua paróquia, grupo de oração, família, amigos e vizinhos.

Papa Francisco
JUNHO
Intenção de Oração do Santo Padre: Pelos que fogem do próprio país.
 
Rezemos para que os migrantes que fogem da guerra ou da fome, forçados a viagens cheias de perigo e violência, encontrem acolhimento e novas oportunidades de vida nos países que os recebem.

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A Sinfonia Sacramental

A partir do Concílio Vaticano II, tem vindo a impor-se a ideia de que a diversidade das formas de existência cristã e os diversos carismas e ministérios na Igreja têm como base o Baptismo, como pode ver-se no relatório síntese da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), relativo à fase actual do sínodo iniciado em 2021, relatório publicado no dia 2 de Maio passado, no qual se menciona a necessidade de promover mais os “ministérios baptismais e laicais”.

Quando se diz que pelo Baptismo os Cristãos tornam-se membros dum povo sacerdotal, profético e real, esta afirmação está correcta. A Igreja é um povo de sacerdotes, de profetas e de reis, ou seja, um povo que professa a vida (sacerdócio), um povo que proclama a verdade (profecia) e um povo que vive na liberdade dos filhos de Deus (realeza). Mas esta realeza (liberdade), sacerdócio (vida) e profecia (verdade) são um estado, não um ministério. Pelo baptismo, como povo sacerdotal, devemos prestar a Deus o culto de adoração que Lhe é devida; como povo profético, devemos dar testemunho da verdade, da verdade que é Deus, que Se revelou em Jesus Cristo, que disse de Si mesmo: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14,6); como povo de reis, somos livres, daquela liberdade que caracteriza os filhos de Deus, como diz S. Paulo: “foi para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5,1).

Para que esse testemunho seja possível, o cristão recebe o Espírito Santo no Crisma, o sacramento da fortaleza, para que tenha a força para dar a cara no testemunho da verdade, da liberdade e da vida, como Jesus durante a Paixão, quando um soldado do Sumo Sacerdote Lhe deu uma bofetada, porque Jesus respondeu com coragem à pergunta do Sumo Sacerdote: “se falei mal, dá testemunho acerca do que está mal, mas, se falei bem, porque me bates?” (Jo 18,23)

Este sentido da fortaleza com que o cristão pelo Crisma é revestido era expresso pela bofetada ritual com que o bispo concluía o rito do sacramento do Crisma. Sendo fortes, para que tenham essa valentia, essa coragem do testemunho, os Cristãos alimentam-se com o pão dos fortes, o Pão da Vida, a Eucaristia: “Ámen, ámen vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós” (Jo 6, 53); ou ainda: “porque sem Mim nada podeis fazer” (Jo15,5).

Estes são os sacramentos da iniciação cristã, que constituem uma unidade. São sacramentos que se referem ao nascimento, ao crescimento e à maturidade, e ao alimento substancial dos peregrinos. Mas há os outros, dos quais são importantes a Penitência, o sacramento que cura os pecados mortais, que impedem o cristão de viver, saldando as máculas e os conflitos da existência; há depois a Unção dos doentes, que cura os doentes do medo da morte que a doença grave anuncia; e o Viático, a comunhão levada aos enfermos, que os fortalece para a última etapa da sua vida. São os “sacramentos da iniciação escatológica”.

Finalmente, temos os sacramentos da missão: a Ordem e o Matrimónio.

A Ordem institui aqueles que têm a autoridade para governar (função real), para ensinar (função profética) e para santificar (função sacerdotal) na Igreja. É a sagrada hierarquia, constituída pelos diáconos, sacerdotes e bispos, cuja missão é de governar (como verdadeiros pastores), de ensinar (como verdadeiros doutores) e de santificar (como verdadeiros sacerdotes), pela administração dos sacramentos. E o Matrimónio pelo qual os cônjuges recebem a missão de colaborar com Deus na obra da criação e no domínio do mundo, segundo o mandamento divino no princípio da criação: “crescei, multiplicai-vos, dominai a terra” (Gn 1,28).

Quando se fala nos direitos fundamentais dos fiéis, e, hoje, dos “ministérios baptismais e laicais”, se não se tiver em conta esta sinfonia sacramental, há o risco grave de introduzir-se dissonâncias, desarmonias no interior do Povo de Deus, na Igreja, mistério do corpo de Cristo. Qualquer missão na Igreja, qualquer ministério não decorre duma iniciativa individual, numa espécie de autogestão e de autopromoção, mas do discernimento eclesial que tem a última palavra no mandato de missão, dado pelo bispo, na diocese, ou pelo pároco, numa comunidade paroquial. Só assim é possível exercer um serviço ou um ministério em comunhão, em sentido de obediência e de missão. Com o sentido da missão, cada qual encontre e esteja no seu lugar, na Igreja e no mundo.

Há-de reconhecer-se que hoje há muitos deslocados na Igreja!

Pe. José Jacinto Ferreira de Farias, scj
Assistente Espiritual da Fundação AIS

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