Desde computadores a mesas de cabeceira, a Fundação AIS deu uma ajuda preciosa para que o noviciado das Irmãs da Imaculada Conceição, na cidade de Maputo, seja uma realidade. E agora, numa simpática mensagem, estas religiosas agradecem a solidariedade dos benfeitores que, com a sua generosidade, tornaram ainda mais real o sonho destas jovens, o sonho desta comunidade religiosa.
“Recebemos 30 colchões, 30 colchas, 30 camas, 30 pares de lençóis, 30 mantas, 30 toalhas de banho, 30 cabeceiras e 5 computadores”, diz a Irmã Leontina Pedro, Mestra das Noviças das Irmãs da Imaculada Conceição, no Maputo, descrevendo a ajuda que a Fundação AIS fez chegar a esta comunidade, dando assim um impulso para que o sonho destas jovens continue a crescer de dia para dia.
Neste momento, explica a religiosa, há 22 irmãs no noviciado na capital moçambicana, das quais 20 são noviças e duas são já irmãs professas. Das noviças, 13 estão ainda no primeiro ano, enquanto sete estão no segundo. Na mensagem enviada para Lisboa, a Irmã Leontina faz questão de agradecer a ajuda da Fundação AIS, “e de todos os benfeitores”, pelo apoio concedido à equipa do noviciado.
Em meu nome pessoal e em nome da Madre-Geral e de todas as irmãs da Imaculada Conceição, digo muito, muito obrigada. Com esta ajuda, todas nós dormiremos condignamente e teremos a nossa saúde física e mental melhorada. As noviças estudantes poderão realizar, com maior rapidez, as pesquisas necessárias para os seus trabalhos a apresentar nas faculdades.”
Irmã Leontina Pedro
A Mestra das Noviças termina a mensagem sublinhando que, com esta ajuda da Fundação AIS, “a nossa pastoral na Paróquia de São Gabriel da Matola também será beneficiada”.
Anunciar Cristo aos mais necessitados
A ligação da Fundação AIS às Irmãs da Imaculada Conceição tem vindo a crescer. Em Julho do ano passado, em entrevista à Fundação AIS, Ermelinda Singua, a superiora desta congregação – a primeira nascida em Moçambique –, explicava o carisma da obra, que passa por anunciar Cristo aos mais necessitados, “trabalhando na educação, na saúde, mas também com os órfãos, com os idosos, com as viúvas e com as mulheres e raparigas desfavorecidas”.
Mas a missão destas irmãs têm uma enorme polivalência. “Também trabalhamos na formação de catequistas, de animadores de comunidades, na liturgia, nas paróquias, na animação eucarística e na celebração da palavra, pois os padres não chegam a todas as comunidades”, acrescentava a Madre Superiora.
Estas irmãs estão presentes não só em Lichinga, a base da congregação, mas também em Maputo e nas Dioceses de Tete, Beira e Inhambane. Há um ano, explicava Ermelinda Singua, a congregação tinha 48 religiosas, a que se somavam ainda 7 noviças e 12 postulantes. Agora já são mais. Todas procuram servir a Igreja nos mais necessitados.
O orfanato que as religiosas têm em Lichinga é um sinal desta esperança que a Igreja representa hoje em dia em Moçambique. Por lá vivem 35 crianças. São órfãs. Por elas, as irmãs transformaram-se em mães de verdade. E agora, com a ajuda da Fundação AIS, há mais um punhado de noviças, de jovens raparigas que querem também abraçar esta missão tão essencial para este país africano de língua portuguesa que enfrenta uma onda de violência terrorista, em especial em Cabo Delgado, onde, desde 2017 já foram mortas mais de 6300 pessoas e onde há também mais de 1 milhão e 200 mil deslocados.
Paulo Aido | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt







