Peregrinação anual da Fundação AIS a Fátima, ontem, domingo, ficou marcada pela renovação da consagração da Obra a Nossa Senhora, e pelo momento de convívio em que se recordaram alguns dos projectos apoiados em vários países graças à generosidade dos benfeitores e amigos da instituição em Portugal e em todo o mundo.
A 25ª peregrinação anual da Fundação AIS a Fátima, ontem, domingo, dia 20, teve o seu momento alto com a renovação da consagração da Obra a Nossa Senhora. Mais de uma centena de benfeitores e amigos da instituição, vindos de norte a sul de Portugal, repetiram na capela do hotel Steyler, onde decorreu o encontro, as palavras proferidas em 1967, no Altar do Mundo, pelo padre Werenfried Van Straaten, o fundador da AIS.
O novo Assistente Eclesiástico da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre em Portugal lembrou, durante a celebração, a importância dos benfeitores que, com a sua generosidade, permitem alimentar o esforço missionário da Igreja nos quatro cantos do planeta, e muito em especial onde a Igreja é perseguida ou é muito pobre.
E recordou ainda a reunião recente, no Vaticano, que juntou os assistentes eclesiásticos dos 23 secretariados da instituição, e o momento que estiveram com o Papa. Um momento breve, referiu o Padre José Carlos Nunes, mas que permitiu a Leão XIV agradecer o trabalho realizado pela instituição pontifícia. “O Papa sabia quem nós éramos, sabia quem era a AIS. E as palavras do Papa foram: ‘Obrigado por aquilo que fazem’”, disse o sacerdote, enfatizando precisamente a importância da solidariedade para com a Igreja perseguida.
Sabemos que as vossas vidas, os vossos gestos, os vossos donativos têm feito tanta diferença na vida de tantas pessoas. E não é apenas com aquilo que doais, mas também é com aquilo que fazeis com a vossa oração.”
Durante a homilia, o sacerdote lembrou ainda, e por mais de uma vez, aquilo que a solidariedade dos benfeitores permite fazer junto “dos Cristãos perseguidos”, mas também pelo que é realizado, por exemplo, “ao nível da formação, tão necessária, dos sacerdotes, religiosas e seminaristas, que fazem crescer o Reino de Deus”, disse ainda.




“Família AIS continua a crescer”
O encontro anual da Fundação AIS ficou também assinalado pelo momento de partilha, após o almoço em conjunto, em que, através da exibição de pequenos documentários, se falou um pouco do que tem sido realizado graças à solidariedade dos benfeitores, nomeadamente em países tão distantes entre si como o Brasil, Paquistão, Sudão do Sul ou o Gana, mas que têm na pobreza extrema um denominador em comum.
Com este encontro, assinalaram-se também os 31 anos de presença da AIS em Portugal. São já mais de três décadas de missão ininterrupta, de dedicação e amor ao próximo. Trinta e um anos a dar voz aos Cristãos perseguidos e de apoio àqueles que mais precisam. Trinta e um anos de esperança num mundo marcado por guerras, muita violência e sofrimento.
Para Catarina Martins de Bettencourt, directora da AIS em Portugal, “foi bom, uma vez mais, reencontrar tantos amigos que nos têm acompanhado ao longo destes anos”. E no final, ficou a certeza de que a família AIS “continua a crescer e todos continuam empenhados nesta missão”, em serem sinal de esperança num mundo complexo, desigual, perigoso, em que inúmeros cristãos arriscam a vida todos os dias por causa da sua fé.
A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre está presente em Portugal desde 1995, e além do escritório-sede em Telheiras, Lisboa, possui um espaço-casa em Fátima e outro em Évora, ambos abertos diariamente ao público graças também à generosidade de uma rede local de benfeitores e amigos. A missão da instituição pontifícia assenta em três pilares fundamentais: informar, orar e partilhar. São três pilares que permitem concretizar todos os dias uma verdadeira aventura de amor junto de sacerdotes e religiosas que, tantas vezes de mãos completamente vazias, continuam a levar a presença de Deus aos locais mais improváveis, junto das comunidades cristãos mais perseguidas, desprezadas e mais pobres.
Anualmente, são apoiados mais de 5.360 projectos pastorais e de emergência humanitária em 141 países, através dos 23 secretariados existentes em todo o mundo, um dos quais é o de Portugal.
Paulo Aido | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt




