Inspiradas no exemplo de São Francisco de Assis, as irmãs franciscanas estão espalhadas pelo mundo. É o que acontece na Etiópia e Líbano, com duas comunidades apoiadas pela Fundação AIS mas que precisam de ajuda para poderem continuar a servir as populações locais.
A directora do secretariado nacional da fundação pontifícia diz, numa carta que por estes dias está a chegar a casa de milhares de portugueses, que estas irmãs são, “muitas vezes”, nos lugares onde vivem, “a única presença de misericórdia e de paz”.
Este é um ano jubilar. Assinalam-se os 800 anos da morte de São Francisco de Assis, e o Papa Leão XIV convida-nos a redescobrir o legado espiritual deste santo que continua a inspirar inúmeros fiéis um pouco por todo o mundo.
Para se assinalar este ano jubilar e tudo o que ele representa, a Fundação AIS está a chamar a atenção dos benfeitores portugueses da instituição para a importância de se apoiar as missões franciscanas, principalmente as que passam por mais dificuldades. E a Fundação AIS quer chamar a atenção para as religiosas que, “inspiradas em Maria e no exemplo de São Francisco de Assis”, procuram ser luz num mundo tantas vezes marcado pelas sombras da violência, miséria e perseguição.
Numa carta que por estes dias tem estado a ser enviada para milhares de portugueses, a directora do secretariado nacional da Fundação AIS chama a atenção para o que as religiosas franciscanas fazem por vezes nos lugares mais obscuros nos quatro cantos do mundo.
Estas mulheres consagradas levam consolo onde há sofrimento, esperança onde há desespero e dignidade onde reina o abandono.”
Catarina Martins de Bettencourt
É assim nos hospitais, em escolas, nos campos de refugiados e nas periferias mais esquecidas. Estas irmãs são, “muitas vezes, a única presença de misericórdia e de paz”, diz Catarina Martins de Bettencourt.
O exemplo da Irmã Glória
A carta está acompanhada de um Boletim em que se chama a atenção para a história terrível vivida pela Irmã Gloria Narváez Argoti, religiosa franciscana raptada no Mali por terroristas islâmicos, e mantida em cativeiro ao longo de quatro anos e oito meses.
A sua história, que foi acompanhada em permanência pela Fundação AIS, é exemplo também da coragem de quem tem a vida inspirada em São Francisco de Assis. “Ela nunca perdeu a confiança em Deus”, recorda a directora da AIS. “A sua fidelidade tornou-se um impressionante sinal de que a paz interior e a fé podem sobreviver mesmo nas maiores provações”, acrescenta.
E sinal também das dificuldades que as religiosas franciscanas enfrentam no mundo, são apresentados testemunhos de irmãs que vivem na Etiópia e no Líbano. Na Etiópia, as Franciscanas Missionárias de Maria mantêm centros de saúde, acompanham mulheres abandonadas e acolhem jovens mães, além de que cuidam de milhares de crianças e famílias pobres.
No Líbano – país que está no centro das preocupações da Fundação AIS, dada a situação terrível que se vive no país – as Irmãs Franciscanas do Imaculado Coração de Maria asseguram educação e a estabilidade de meia centena de crianças marcadas pela fragilidade social e económica.
Ambos os casos, diz Catarina Bettencourt, “são projectos reais, vidas reais, sustentadas pela generosidade”. Estas irmãs na Etiópia, referidas nesta campanha da Fundação AIS, estão presentes em Bushulo, Mazoria e Adis Abeba. Por seu lado, as franciscanas do Líbano estão em Adonis-Jbeil, onde gerem uma escola que é “a única possibilidade de muitas famílias darem aos seus filhos educação num país mergulhado na guerra”.
Ambas as congregações pedem ajuda para poderem continuar a ser sinal de esperança nestas comunidades marcadas pelo sofrimento da pobreza e da guerra.
Inspiradas em Maria no exemplo de São Francisco de Assis
Paulo Aido | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt




