UCRÂNIA: “Rezem pelo fim da guerra e conversão dos líderes russos”, diz provincial do Instituto do Verbo Encarnado

UCRÂNIA: “Rezem pelo fim da guerra e conversão dos líderes russos”, diz provincial do Instituto do Verbo Encarnado

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UCRÂNIA: “Rezem pelo fim da guerra e conversão dos líderes russos”, diz provincial do Instituto do Verbo Encarnado

Quinta-feira · 17 Março, 2022

“Peço-vos que rezem pelo fim rápido desta guerra e pela conversão dos líderes políticos russos. Este momento da história recorda-nos o apelo feito pela Virgem Maria em Fátima, que continua a ser válido. Rezemos, portanto, para que o seu pedido seja cumprido. Rezemos juntos e confiemos este pedido a Maria, para que possa finalmente ser realizado.” As palavras são do Provincial do Instituto do Verbo Encarnado na Ucrânia, uma congregação que tem, actualmente, seis comunidades de irmãs e de sacerdotes em todo o país, incluindo as regiões do Donbass e da Crimeia.

Em entrevista à Fundação AIS, o Padre Antonio Vatseba diz que “a guerra é uma manifestação do mal, e o mal é a ausência do bem”. Por isso, acrescenta, “os Cristãos devem, em primeiro lugar, defender-se e também tentar procurar o melhor para os inimigos, rezando pela sua conversão”.

Nestes dias de guerra, estes religiosos dividem o tempo pela oração, no apoio às populações, especialmente aos refugiados, e na ajuda na recolha e distribuição de ajuda humanitária.

UCRÂNIA: “Rezem pelo fim da guerra e conversão dos líderes russos”, diz provincial do Instituto do Verbo Encarnado
Peço-vos que rezem pelo fim rápido desta guerra e pela conversão dos líderes políticos russos.

Em entrevista à Fundação AIS, o sacerdote greco-católico ucraniano reconhece que a guerra já obrigou a mudar algumas rotinas e, inclusivamente, a localização de algumas das suas comunidades religiosas. É o caso dos padres em Donbass, no leste da Ucrânia, “onde a luta é muito intensa”.

“Lá – explica o provincial –, por razões de segurança, os padres abandonaram a cidade. Estão na zona rural circundante, onde celebram a missa todos os dias e ouvem confissões. A outra comunidade fica no Sul, perto da Crimeia, onde a situação não é fácil, e as tropas russas cercaram toda a região de Kherson. Os sacerdotes estão seguros, num lugar onde não houve ataques, e podem celebrar a missa diariamente e apoiar os seus fiéis, tanto moralmente como com a oração.”

Falando com Maria Lozano, directora de comunicação da Fundação AIS, o Padre Antonio Vatseba reconhece que “o maior problema” é que nenhum apoio humanitário “chega às cidades de Donbass e Kherson”. E fala mesmo em situações dramáticas. “A falta de comida, de comunicações e, em algumas cidades, de luz, água e aquecimento, pode provocar um terrível desastre humanitário.”

Apesar dos riscos, todos os elementos desta congregação procuram manter o trabalho e as rotinas quotidianas, celebrando missa, dando aulas de catequese, mas muito especialmente abraçando as dificuldades dos que fogem das zonas de conflito e procuram abrigo. “Estamos a apoiar os refugiados, alojando-os nas nossas igrejas, conventos ou em casas. Apesar da situação difícil, as irmãs continuam a cuidar das crianças e dos idosos. Alguns tiveram de ser evacuados para lugares mais seguros”, explica o padre Vatseba.

Para o Provincial do Verbo Encarnado, o lugar da Igreja é junto dos fiéis. E isso torna-se ainda mais óbvio em tempo de guerra. “A Igreja deve estar com os seus fiéis, com o seu povo. A Igreja não é apenas composta por bispos, sacerdotes e religiosos, mas também de leigos. Por isso, devemos permanecer com eles, para que os nossos leigos não sejam abandonados, sem apoio espiritual, especialmente num momento tão difícil”, afirma o padre Vatseba.

A situação actual, de profunda crise, com a invasão da Rússia, foi já experimentada, embora numa escala menor, na Crimeia e em Donbass. “Enquanto as nossas vidas não estiverem ameaçadas, continuaremos a servir, cada um na sua própria estação. É isso que a nossa Igreja já experimentou desde a anexação da Crimeia e a guerra em Donbass. Graças à coragem dos sacerdotes locais, a nossa Igreja continua a servir” nessas regiões”, afirma ainda o Provincial do Instituto do Verbo Encarnado na Ucrânia.

Na entrevista, o Padre Antonio Vatseba teve ainda palavras de grande apreço pela ajuda que a Fundação AIS tem dado à Igreja ucraniana. “A ajuda que recebemos da AIS todos os anos é muito útil para a formação dos nossos seminaristas, dos nossos sacerdotes e das suas necessidades pessoais, bem como para vários projectos pastorais nas paróquias onde estamos presentes. Por isso, estamos muito gratos a todos os benfeitores, e eles devem saber que estão constantemente nas nossas orações.”

PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

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