SACERDOTES
Do Altar para o mundo
Através da Santa Missa, a Igreja chega mais longe
Quantas razões temos para dar graças a Deus todos os dias!
Celebrar uma Santa Missa é também uma forma de apoiar um sacerdote na sua missão
Quantas vezes alguém nos pede orações numa situação de sofrimento e quantas vezes sentimos, no íntimo do coração, a necessidade de interceder por quem mais amamos. Não existe maior gesto de amor do que oferecer uma Santa Missa em acção de graças, como pedido de ajuda ou como súplica diante de Deus por aqueles que precisam de força e de consolo.
Mas quando uma Missa é celebrada através da Fundação AIS, este gesto adquire um significado ainda maior. A intenção do benfeitor é colocada sobre o altar e, ao mesmo tempo, o estipêndio ajuda um sacerdote necessitado a continuar a sua missão.
No último ano, os benfeitores da Fundação AIS apoiaram 40.207 sacerdotes em todo o mundo e tornaram possível a celebração de 1.887.721 Missas, o maior número alguma vez registado pela Fundação AIS. Para muitos destes sacerdotes, os Estipêndios de Missa representam uma ajuda essencial para a sua subsistência e para a continuidade da sua missão pastoral. Por detrás destes números estão rostos concretos: sacerdotes que celebram a Eucaristia em zonas de guerra, acompanham famílias deslocadas, visitam doentes, levam os sacramentos a comunidades isoladas e permanecem ao lado do seu povo quando todos os outros partiram.
Obrigado por ajudar a levar a esperança do altar para o mundo!
Rezamos por vós em cada Eucaristia
Sempre que me aproximo do altar para celebrar uma Missa pelas intenções confiadas pelos benfeitores da Fundação AIS, sinto a beleza de uma Igreja que reza unida, mesmo separada por milhares de quilómetros. Saber que há pessoas que confiam as suas intenções às nossas orações dá-nos coragem, sustenta-nos e enche-nos de esperança. Quero que saibam que estão presentes em cada Eucaristia que celebramos. Levamo-vos no coração e confiamo-vos ao Senhor, pedindo-Lhe que recompense abundantemente a vossa generosidade. Graças a vós, podemos continuar próximos do nosso povo e servir aqueles que mais precisam.”
Padre Humberto, Venezuela
VENEZUELA
A Eucaristia alimenta a Igreja ao serviço do mundo
Há momentos em que a dor é tão grande que as palavras deixam de ser suficientes. Foi isso que aconteceu na Venezuela depois dos devastadores terramotos de 24 de Junho. Um mês depois, quando a Fundação AIS visitou a Diocese de La Guaira, uma das mais afectadas pela catástrofe, a destruição continuava visível por toda a parte. Casas reduzidas a escombros, famílias inteiras desaparecidas, milhares de pessoas sem trabalho e comunidades profundamente marcadas pelo sofrimento. Mas, no meio desta tragédia, havia uma presença constante: os sacerdotes.
Enquanto muitos procuravam reconstruir as suas vidas, os padres permaneciam junto do povo, celebrando Missas, escutando os que choravam os seus mortos, acompanhando as famílias e levando consolo onde parecia já não existir qualquer esperança no futuro.
O Padre Daniel Acosta, pároco de Tarmas, é um desses sacerdotes. Também ele perdeu a sua casa, mas continua, diariamente, ao serviço da sua comunidade. Quando a Fundação AIS lhe perguntou como estava a viver aqueles dias, respondeu com uma sinceridade comovente:
De manhã, enchemo-nos da força de Deus para servir as nossas comunidades. Mas, à noite, o coração afunda-se e, como somos meramente humanos, as lágrimas correm.”
Padre Daniel Acosta
As suas palavras revelam uma realidade que tantas vezes esquecemos: os sacerdotes também sofrem. Também perdem familiares, amigos, casas e meios de subsistência. Também sentem medo, cansaço e tristeza. No entanto, continuam a pôr-se ao serviço dos outros.
“A igreja pode não ter paredes, mas a Igreja está presente.”



Na Paróquia de Nossa Senhora da Candelária, em Caraballeda, a igreja ainda não tem paredes nem tecto. Apesar disso, depois dos terramotos, passou a receber cinco vezes mais fiéis na Missa diária. Todos os dias, entre as 7h e as 19h, aquele espaço permanece aberto. As pessoas procuram algo que nenhum apoio material consegue oferecer: consolo para o coração.
À entrada da igreja encontram-se listas com os nomes dos mortos, dos desaparecidos e dos sobreviventes. Há famílias que chegam com as cinzas dos seus entes queridos para lhes dar um enterro digno. Ali celebram-se funerais, oferecem-se lágrimas e procura-se força para continuar.
Nestes dias de sofrimento, o gesto mais repetido tem sido o abraço. Um abraço que não elimina a dor, mas recorda que ninguém está sozinho. É precisamente isso que os sacerdotes procuram oferecer ao seu povo: a certeza de que Deus continua presente, no meio da dor.
No meio da dor, o sacerdote faz-se presente
O Padre Laudence Betancourt acompanhou durante 10 dias as operações de busca de dois jovens da sua paróquia. Sabia que dificilmente seriam encontrados com vida, mas permaneceu junto da família até ao último momento. No dia em que os corpos foram finalmente retirados dos escombros, permaneceu no local durante 12 horas, até às 2h da manhã, para rezar com os pais. Tinham 16 e 23 anos. Às 6h da manhã, já estava noutro edifício, chamado para acompanhar outra família enlutada, para rezar junto de outra vítima.
É esta a missão silenciosa de tantos sacerdotes espalhados pelo mundo: permanecer quando os outros já não conseguem ficar.
Mas nem todas as histórias terminaram em morte. Durante o primeiro tremor de terra, o Bispo Pablo Modesto refugiou-se junto de uma ombreira. O barulho dos edifícios a ruir fê-lo pensar que aquele seria o seu último momento. Mais tarde, soube que tinham colapsado cinco edifícios junto ao seminário. Os 16 seminaristas sobreviveram.
Para o Bispo, essa sobrevivência não pode ser vista como um acaso e deixa-nos esta reflexão que fica no coração.
Se Deus nos deu o dom da vida, e foi um dom, foi para que possamos viver ao serviço dos outros. A questão não é por que estou vivo, mas para quê.”
D. Pablo Modesto
Talvez esta seja também a pergunta que acompanha tantos sacerdotes da Venezuela. Porque continuam? Porque há famílias que precisam deles. Porque há pessoas que precisam de uma Missa. Porque há alguém que precisa de confessar a sua dor, de receber a Eucaristia, de rezar por um filho, de sepultar um familiar ou, simplesmente, de encontrar alguém que fique ao seu lado.
Na Venezuela, como em tantos países afectados pela pobreza, pela guerra ou pela perseguição religiosa, os sacerdotes são frequentemente a única fonte de esperança para comunidades inteiras. Contudo, muitas vezes, os próprios fiéis não têm condições para os sustentar. É por isso que o apoio dos benfeitores da Fundação AIS é essencial: porque permite que estes sacerdotes continuem junto do seu povo, celebrando a Eucaristia, levando os sacramentos e sendo presença de Deus onde mais precisam deles.
Mais de 40.000 sacerdotes em todo o mundo são apoiados pelos benfeitores da Fundação AIS. Com 10€, por cada Missa celebrada, contribui para a subsistência de 1 sacerdote e da sua comunidade. Ele rezará pelas suas intenções!
Porque pedir a celebração de Missas?
• Agradecer a Deus pelas graças recebidas
• Pedir consolo em tempos difíceis e bênção para os momentos felizes
• Recordar os falecidos e interceder por eles
• Ajudar os sacerdotes necessitados em mais de 100 países
• Tornar possível a presença de Cristo em lugares de pobreza e perseguição
• Apoiar sacerdotes para quem os Estipêndios são a única forma de subsistência
• Contribuir para a subsistência de mais de 40.000 padres em todo o mundo
