“Incansáveis defensores da paz: a paz é Verbo”, é o mote das Conferências de Maio do CRC – Centro de Reflexão Cristã, que este ano contam com a participação da Fundação AIS. Cada interveniente desenvolverá um tema em torno de um verbo. Será assim com Catarina Martins de Bettencourt, directora do secretariado nacional da fundação pontifícia, que vai falar hoje, dia 13, a propósito do verbo “estar”, sobre a liberdade religiosa no mundo e a perseguição aos cristãos.
Como conjugar o verbo “estar” quando se fala na defesa da paz? A directora do secretariado nacional da Fundação AIS vai estar hoje no Chiado, em Lisboa, na sede do Centro Nacional de Cultura, para desenvolver precisamente este tema.
Convidada a participar nas “Conferências de Maio” do Centro de Reflexão Cristã [CRC], Catarina Martins de Bettencourt vai falar do que é a missão da Ajuda à Igreja que Sofre e da urgência de se apoiar os padres e as irmãs, os catequistas e seminaristas, todos os cristãos que em tantos lugares do mundo procuram ser semente de paz onde há violência, guerra e perseguição religiosa.
Estar nesses lugares, ser aí presença amiga das populações, mesmo quando tudo parece estar a ruir, é um sinal claro de amor, de construção de paz, de luta contra as injustiças.”
Catarina Martins de Bettencourt
“A Fundação AIS tem como missão apoiar esta Igreja que se faz próxima, que está na linha da frente das guerras, nos lugares onde o terrorismo mata, destrói e ameaça, nos países onde a pobreza está presente em demasiados rostos, em demasiadas comunidades”, acrescenta.
As “Conferências de Maio”, como os próprios organizadores afirmam, procuram ser um espaço de reflexão mas também de esperança. “O Papa Leão XIV interpela toda a Igreja e o mundo, proclamando bem alto a exigência de anunciar a paz sem desistir de denunciar as injustiças, de reclamar uma paz desarmada e desarmante”, escreve o Centro de Reflexão Cristã. “É com enorme preocupação que o CRC encara a actual realidade no mundo, com o alastramento de conflitos de grande escala, uma agravada polarização política e uma tendência global para o aumento do investimento em defesa e armamento, com a substituição da diplomacia por acções militares e por uma retórica belicista”, acrescentam os organizadores, assumindo serem “incansáveis defensores da paz”. “Nenhum cristão pode baixar os braços ou calar a sua voz face à barbárie. Nenhum cristão perde a esperança ou desiste de agir. A paz é verbo!”, conclui o Centro de Reflexão Cristã.
A directora da Fundação AIS participa hoje nas “Conferências de Maio”, juntamente com a Irmã Beta Almendra, uma religiosa comboniana que está actualmente em missão na Diocese de Wau, no Sudão do Sul. A sessão começa às 18:15 horas e vai ter lugar no Centro Nacional de Cultura, Largo do Picadeiro, nº 10, ao Chiado, em Lisboa.
Antes desta sessão, foram convidados pelo CRC a teóloga Sónia Monteiro e o filósofo Viriato Soromenho Marques, que falaram sobre o verbo “perdoar”, e estão previstas ainda duas sessões, a 21 de Maio, sobre o verbo “cuidar”, com a geógrafa Maria José Roxo, e a bióloga marinha Mónia Albuquerque. Dia 25 deste mês, o tema da paz vai girar em torno do verbo “negociar”, e em que vão usar da palavra a embaixadora Ana Gomes e o procurador-geral adjunto jubilado Carlos Sousa Mendes.
Paulo Aido | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt







