PORTUGAL: Em pleno Chiado, no coração de Lisboa, rezou-se o Terço pela paz e pelos cristãos perseguidos

Em pleno Advento, a poucos dias já do Natal, a equipa da Fundação AIS esteve no coração da capital, em pleno Chiado, a rezar o Terço pela paz e a lembrar também a perseguição aos Cristãos. Uma vez mais, foi uma iniciativa conjunta entre a fundação pontifícia e o Presépio da Cidade, do Patriarcado de Lisboa.

Ontem, repetindo um gesto que já tem vários anos, a equipa da Fundação AIS de Portugal esteve no Chiado a rezar o Terço. Houve quem estranhasse e quem aplaudisse, houve quem tivesse passado pela rua Garret e se benzesse em frente ao Presépio, junto à Basílica dos Mártires, onde, todos os anos, se recorda à cidade de Lisboa que este é o tempo de se celebrar o nascimento do Menino Jesus. Foi quase uma provocação.

Sofia Guedes, a “alma” do Presépio na Cidade, diz que sim, que foi uma “provocação muito positiva, uma espécie de incómodo”. O objectivo é apenas um, o de levar as pessoas que passam por ali a deixarem-se ficar embaladas pelos cânticos, embaladas pelas Ave-Marias. Rezar também é contagiante. Muitos gostam, alguns surpreendem-se.

“A maior parte das pessoas acha curioso, e imensas aproximam-se e gostam de saber mais sobre isto, outras, às vezes, têm uma reacção assim um bocadinho de aversão, mas quando nós as abordamos acabam por se aproximar.”  Sofia Guedes sabe do que fala.

O Presépio da Cidade nasceu no ano 2000, ano do Jubileu, e desde então tem sido uma presença constante, sempre dinamizado por ela. Nos últimos anos, Sofia Guedes tem convidado também a Fundação AIS a participar nesta “ousadia” de oração em plena cidade. Foi o que aconteceu no frio ao princípio da noite de ontem.

LEMBRAR JESUS NA CRUZ

Depois de uma semana, no final de Novembro, em que a Fundação AIS percorreu diversas dioceses, nomeadamente Setúbal, Porto, Braga e Évora, a apresentar o mais recente Relatório sobre a Liberdade Religiosa no Mundo, e em que várias igrejas e monumentos estiveram iluminados de vermelho, lembrando a cor do sangue dos mártires, ontem rezou-se pela paz no mundo no Patriarcado de Lisboa, uma paz que é urgente na Terra Santa. E rezou-se também pelos cristãos perseguidos.

Para Sofia Guedes, a ligação da AIS ao Presépio na Cidade é “quase o casamento perfeito”.

Sabendo que existe uma fundação, a Ajuda à Igreja que Sofre, que tem esta preocupação de estar ao lado dos cristãos perseguidos, de estar ao lado dos que estão a sofrer mais, faz todo o sentido que nós, aqui, numa cidade, numa capital da Europa, ainda com esta fé tão forte no nosso coração português, rezemos exactamente por essa intenção que é Jesus na cruz, Jesus que sofre na fragilidade, Jesus que a única coisa que nos pede é que olhemos para ele, o abracemos, porque de facto é ele quem nos pode trazer a paz e quem nos pode dar sentido à vida”

ORAÇÃO PELA PAZ

Não é só com a Fundação AIS que o Presépio na Cidade organiza momentos especiais de oração. À semelhança do que aconteceu em anos anteriores, estão a ser preparadas diversas iniciativas como é o caso, por exemplo, da Bênção das grávidas e dos seus bebés, agendado já para o dia 16 na Basília dos Mártires.

Ontem, com a equipa do secretariado português da Fundação AIS, rezou-se não só pela paz no mundo, lembrando muito particularmente a situação na Terra Santa, mas também pelos cristãos perseguidos. Este ano, recorde-se, a Campanha de Natal da fundação pontifícia procura chamar a atenção dos portugueses para a situação difícil em que se encontram as comunidades cristãs na Síria, Líbano e Terra Santa.

Ontem, no frio que se fazia sentir na cidade de Lisboa, houve quem estranhasse ver ali, junto à Basílica dos Mártires, pessoas a rezar. Mas houve também quem aplaudisse. Ao cair da tarde de ontem, na preparação para o Nascimento de Jesus, Lisboa lembrou, rezando, os cristãos que vivem em países onde são perseguidos por causa da sua fé, os que não podem orar em público e todos os que se encontram em lugares marcados pela guerra, pela violência e o ódio. Todos eles estiveram no coração dos que rezaram o Terço no Presépio na Cidade.

Paulo Aido | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

Relatório da Liberdade Religiosa

No período em análise não se registaram casos significativos de discriminação por motivos religiosos nem abusos da liberdade religiosa que pudessem ser imputáveis ao Estado ou a outras entidades governamentais. Além disso, certos fenómenos nas sociedades ocidentais chegaram a Portugal, nomeadamente a progressiva marginalização da religião na vida pública e a legalização de certas práticas, como a eutanásia, que são contrárias aos princípios de várias religiões.

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