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Refugiados Síria - Vidas nas nossas mãos...

Em Alepo, na Síria, há centenas de idosos quase ao abandono. Eles são as vítimas esquecidas da guerra. O Pe. Hugo Alanis tem como missão resgatá-los. Chegou à Síria há 25 anos, no auge da guerra. Agora está em Alepo e tem uma missão muito especial: cuidar dos idosos que ficaram para trás. Os combates cessaram agora em Alepo, mas a situação económica pouco mudou.

Neste momento, segundo dados oficiais, cerca de 90% da população da Síria vive abaixo do limiar da pobreza. As pessoas tentam sobreviver com menos de um dólar por dia. Há alimentos nos supermercados, mas as pessoas não podem pagar todos os bens de primeira necessidade, como o leite, porque os preços são muito elevados. Além disso, devido às sanções é quase impossível obter produtos do estrangeiro.

Quando chegou a Alepo, em resposta ao apelo do Bispo George Abou-Khazen, o Pe. Hugo assumiu a direcção pastoral da Igreja de Nossa Senhora da Anunciação, na parte oriental da cidade. Era uma área que tinha sido muito duramente atingida durante os combates e a maioria da população já tinha abandonado as suas casas.

O Pe. Hugo explicou-nos que D. George achou que estava na altura de começar a renovar a igreja e um pequeno centro paroquial, de forma a incentivar as pessoas a regressarem. Começaram em Abril de 2018 e o Pe. Hugo está feliz com os resultados até agora. “Foi significativo porque, no meio de todas as ruínas à volta, havia algo como um pequeno raio de luz para a população local. Lentamente, começaram a regressar.”
Em Alepo, na Síria, há centenas de idosos quase ao abandono. Eles são as vítimas esquecidas da guerra.
©ismaelmartinez/AIS

Entre os que mais sofreram desde o fim da guerra devastadora estão os idosos e os doentes. Durante a guerra, muitas famílias que tinham filhos, partiram por causa do serviço militar. Mesmo agora, depois da guerra ter terminado na maior parte da Síria, o serviço militar obrigatório continua. Muitas famílias preferem deixar o país, mas como resultado, os idosos, os doentes e os deficientes são deixados para trás, sozinhos.

O Padre Hugo Alanis, juntamente com os Missionários da Palavra Encarnada estão a tentar aliviar o fardo da sua terrível solidão. “Estão muito sós. Visitamo-los e vemos que precisam. Começamos por lhes dar medicamentos, e também fraldas para doentes e idosos.”  

A par desta ajuda, o Pe. Hugo criou o projecto “Refeições sobre rodas” em que um grupo de voluntários cozinha três dias por semana, numa cozinha comunitária, por forma a fornecer refeições quentes a estas pessoas em suas casas. Nos outros três dias cozinham para as outras pessoas que vivem e trabalham nos arredores.


Muitos dos idosos que vivem nessa zona estão a receber esta ajuda, incluindo Moufida Jallouf e o seu marido Mousa, que fugiram numa ambulância através de um corredor humanitário, para Alepo. Tornaram-se, deslocados internos: refugiados dentro do seu próprio país.

Moufida Jallouf nem consegue imaginar como seria a sua vida e a do seu marido sem a ajuda da Fundação AIS. Eles são um exemplo das dezenas de beneficiários da campanha “Refeições sobre rodas”.

O seu marido, que está gravemente doente e incapaz de andar, sentou-se ao seu lado durante a breve visita da Fundação AIS à sua casa, juntamente com o Pe. Hugo. Moufida recordou como os grupos terroristas invadiram a sua aldeia.

“Entraram na nossa aldeia e impuseram a lei islâmica da Sharia. Não podíamos ir à igreja. Não podíamos estar à porta nem à janela; por outras palavras, não podíamos ser vistos. Eles tiraram-nos o nosso sustento, o nosso dinheiro e as nossas casas. Também não nos deixavam tocar o sino da igreja, mas continuámos a rezar e a fazer o sinal da cruz em privado, dentro das nossas casas.”

“Agora, não temos dinheiro nem sequer para as necessidades básicas da vida, por isso, graças a eus, a Igreja está a ajudar-nos. ueremos agradecer aos benfeitores da Fundação AIS por apoiarem a Paróquia de Nossa Senhora da Anunciação, para que possamos sobreviver”, acrescenta Moufida.
O trabalho a realizar é imenso e a situação poderia parecer absolutamente desesperada, mas o Pe. Hugo não baixa os braços. “Graças a Deus, temos sido capazes de ajudar muitas famílias, e por isso apelamos ‘por favor, não se esqueçam de nós’. Graças à vossa ajuda, podemos continuar a desempenhar a nossa missão no apoio à comunidade cristã, aqui em Alepo, na Síria, no Médio Oriente. É uma ajuda imensamente preciosa. Tudo o que puderem continuar a contribuir terá um enorme significado, especialmente para estas pessoas, que perderam tudo”, conclui o Pe. Hugo.

Apoie este campanha. A sua generosidade irá ajudar todos estes deslocados a sobreviver com dignidade e a ganhar uma nova esperança. Partilhe a alegria do Natal com os Cristãos que sofrem.

→ A nossa ajuda concreta

17.000€

Refeições quentes para 100 idosos durante 1 ano, em Alepo

6.700€

Catequese e actividades para jovens, a fim de motivá-los e fortalecer a fé, em Alepo

91.800€

Ajuda de subsistência e médica para as famílias refugiadas durante 6 meses, em Alepo

> Estes voluntários fazem verdadeiros milagres. Vamos ajudar?

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