O Bispo de Katsina, na Nigéria, D. Gerald Musa, vem a Portugal a convite da Fundação AIS para participar na Red Week, a Semana Vermelha de sensibilização da sociedade para a questão da perseguição religiosa e muito concretamente da perseguição aos cristãos no mundo. O prelado vai participar em diversas iniciativas nas Dioceses de Lisboa, Aveiro, Porto, Coimbra e Setúbal.
D. Gerald Mamman Musa, Bispo de Katsina, na Nigéria, vem a Portugal, a convite da AIS, para participar na Red Week, a Semana Vermelha que a fundação pontifícia organiza a nível internacional no próximo mês. Entre os dias 15 e 22 de Novembro, o prelado vai percorrer várias dioceses de Portugal – Lisboa, Aveiro, Porto, Coimbra e Setúbal – para testemunhar de viva-voz o que é a perseguição religiosa no seu país e muito concretamente sobre a situação dos cristãos.
Nomeado bispo pelo Papa Francisco em 2023, D. Gerald Mamman Musa é não só o primeiro bispo da diocese de Katsina como é também o primeiro membro do grupo étnico Hausa a assumir este ministério na Igreja Católica. Isto é particularmente significativo a nível regional pois a grande maioria dos Hausas é muçulmana.
A diocese, situada no noroeste da Nigéria, está integrada num estado que adoptou a sharia islâmica há já vários anos. O prelado tem-se destacado pela defesa do diálogo inter-religioso e dos direitos humanos e ainda no ano passado criticou abertamente, por exemplo, a decisão do governo local de encerrar as escolas durante o Ramadão. Essa decisão afectou escolas em Katsina, Kano, Kebbi e Bauchi, tanto públicas quanto privadas, e deixou centenas de milhares de crianças sem acesso à educação.
Notícias alarmantes de perseguição
O convite a este Bispo para participar em Portugal na Red Week é, diz a directora do secretariado nacional da Fundação AIS, “uma oportunidade para ficarmos todos a conhecer melhor a realidade concreta de um dos países do mundo onde a perseguição aos cristãos é mais intensa”.
“É rara a semana em que não nos chegam notícias de ataques, de raptos de padres ou seminaristas, de destruição causada por grupos armados, por grupos terroristas ligados ao extremismo islâmico”, lembra Catarina Martins de Bettencourt. “Ainda recentemente, tivemos a notícia de que na Diocese de Gboko, por exemplo, uma paróquia, três escolas e um hospital católico tiveram de ser encerrados devidos ao clima de enorme insegurança que se vive por lá. E é assim em grande parte do país, para não falar na região norte onde grupos armados, como o Boko Haram, espalham desde há mais de uma década um ambiente de puro terror, massacrando populações indefesas e muito concretamente as comunidades cristãs”, acrescenta Catarina Bettencourt.
Por tudo isto, é muito importante e estamos muito contentes em poder trazer ao nosso país um Bispo nigeriano para nos falar do que tem sido a perseguição religiosa neste país de África, mas também para nos contar histórias da coragem deste povo que, mesmo nas situações mais adversas, tem dado provas de uma fidelidade na fé absolutamente notável.”
Catarina Martins de Bettencourt
Importante a adesão de todos
Durante a Semana Vermelha, de 15 a 22 de Novembro, a Fundação AIS vai organizar vários eventos, celebrações religiosas, conferências e vai também divulgar um novo relatório sobre a perseguição aos cristãos no mundo, que está a ser ultimado por uma equipa internacional da Ajuda à Igreja que Sofre. Todos estes eventos vão contar com a participação do Bispo D. Gerald Musa.
Com a Red Week pretende-se chamar a atenção dos portugueses para o drama da perseguição aos cristãos. Daí o repto, que tem sido acolhido de forma crescente de ano para ano, para que igrejas, capelas, monumentos e edifícios públicos sejam iluminados de vermelho, mostrando-se, dessa forma, que a questão da perseguição aos cristãos, como um dos dramas humanitários mais graves da actualidade, não é ignorado pela nossa sociedade.
“É importante a adesão de todos a esta nossa iniciativa. Iluminando-se um edifício de vermelho, ou, de forma mais simbólica, acendendo-se uma simples vela ou promovendo um momento de oração, por exemplo, estamos a dizer que os cristãos perseguidos, que todas as pessoas ameaçadas por causa da sua fé nunca estarão sozinhas”, conclui Catarina Bettencourt.
Toda a informação sobre a Red Week está disponível e sempre em actualização na página da Fundação AIS.
Paulo Aido | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt




