Vem aí mais uma edição da Red Week, a Semana Vermelha, de sensibilização para a questão dramática da perseguição religiosa, nomeadamente aos cristãos. De 15 a 22 de Novembro, igrejas, monumentos e edifícios públicos vão estar iluminados de vermelho para se alertar, dessa forma, para o facto de, em demasiados países, não haver liberdade religiosa.
Como assinala a directora da Fundação AIS em Portugal, “é fundamental combater a indiferença da sociedade face a esta situação dramática que afecta milhões de pessoas, milhões de cristãos em todo o planeta”.
Faltam 33 dias. Se durante a terceira semana de Novembro, entre os dias 15 e 22, vir igrejas ou monumentos ou edifícios públicos iluminados de vermelho, não estranhe. É que está em marcha mais uma edição da Red Week, a Semana Vermelha de sensibilização da sociedade para o drama da perseguição aos cristãos no mundo, para o drama da discriminação e violência de milhões de pessoas por causa da sua fé.
O vermelho com que os edifícios vão ser iluminados simboliza a cor do sangue dos mártires e é também um sinal da comunhão com a Igreja que é perseguida, com as comunidades cristãs que enfrentam todos os dias a ameaça de grupos armados, do terrorismo jihadista, de governos totalitários, mas também simboliza a discriminação que afecta milhões de famílias que são vítimas de ódio, que são relegadas para planos secundários na sociedade, que são marginalizadas e desprezadas apenas por causa da sua fé.
“Há demasiada violência”
É para lembrar esta realidade e mobilizar a sociedade que a AIS organiza, uma vez mais, esta Semana Vermelha, como explica a directora do secretariado nacional da fundação pontifícia.
É preciso sensibilizar as pessoas para a realidade cruel em que vivem milhões de cristãos em inúmeros países do mundo. Em muitos lugares, em muitas regiões, coisas tão simples como ir à missa, participar numa procissão, ou levar os filhos à catequese pode ser demasiado perigoso. Há ataques bombistas em igrejas, há cristãos que são raptados e mortos, há demasiada violência.”
Catarina Martins de Bettencourt
“Mas, apesar de toda essa violência, apesar de correrem todos os riscos, esses cristãos não deixam de ir à missa, não deixam de celebrar a sua fé, e isso é um exemplo incrível de coragem que precisa de ser sublinhado. Aquilo que queremos com mais esta edição da Red Week, é lembrar aos portugueses e a todo o mundo – por que esta é uma iniciativa internacional da Fundação AIS – que existem pessoas, que existem cristãos que colocam a religião, que colocam a sua fé como a grande prioridade das suas vidas. Eles são heróis e nós temos de os ajudar. Essa é a nossa missão”, acrescenta.
Grave drama humanitário
Durante a Semana Vermelha a Fundação AIS vai organizar vários eventos, celebrações religiosas, conferências e vai também divulgar um novo relatório sobre a perseguição aos cristãos no mundo, que está a ser elaborado por uma equipa internacional da Ajuda à Igreja que Sofre.
Mas o mais significativo será sempre a adesão das comunidades locais a esta chamada de atenção para o drama da perseguição aos cristãos. Daí o repto, que tem sido acolhido de forma crescente de ano para ano e de norte a sul de Portugal, para que igrejas, capelas, monumentos e edifícios públicos sejam iluminados de vermelho, mostrando-se, dessa forma, que a questão da perseguição aos cristãos, como um dos dramas humanitários mais graves da actualidade, não é ignorado pela nossa sociedade.
“Iluminando-se um edifício de vermelho, ou, de forma mais simbólica, acendendo-se uma simples vela ou promovendo um momento de oração, está-se a dizer que esses cristãos perseguidos, que essas famílias cristãs ameaçadas por causa da sua fé não estão sozinhas”, explica ainda Catarina Bettencourt.
Iluminar Portugal de vermelho
De facto, há muitas formas de viver a Red Week: iluminando uma igreja, uma cruz ou uma janela; organizando uma celebração ou vigília; envolvendo os jovens da catequese, dos grupos de escuteiros, ou das escolas; divulgando a mensagem da Fundação AIS nas redes sociais; ou simplesmente rezando pelos cristãos perseguidos.
Cada comunidade pode participar à sua maneira. Não é preciso fazer muito. É preciso fazer acontecer. O importante é mesmo não se ignorar esta realidade. “É fundamental mesmo é combater a indiferença da nossa sociedade face a esta situação dramática que afecta milhões de pessoas, milhões de cristãos em todo o planeta”, diz a directora da AIS. “Contamos com todos para iluminar Portugal de vermelho, a cor do sangue dos mártires”, conclui Catarina Bettencourt.
Paulo Aido | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt




