A devastadora tempestade Kristin, que assolou Portugal na semana passada, deixando um rasto de destruição sem precedentes. Com ventos que ultrapassaram os 200 km/h, agravados por fortes chuvas nos dias seguintes, a tempestade provocou a lamentável perda de vidas humanas, queda de árvores, inundações e prejuízos incalculáveis em habitações, espaços comerciais, unidades fabris, explorações agrícolas, escolas, armazéns e infraestruturas de energia e comunicações, sobretudo na região Centro.
Da mesma forma, verificaram-se danos muito avultados em igrejas, capelas e edifícios paroquiais na Diocese de Leiria-Fátima, de longe a mais afectada, mas também nas Dioceses de Coimbra, Aveiro e Santarém, entre outras, onde os telhados de muitos edifícios desabaram e as suas estruturas ficaram profundamente comprometidas. A magnitude deste desastre ainda está por apurar, mas as imagens e relatos no terreno mostram uma realidade dramática e a necessidade de apoio imediato.
Neste contexto, a Fundação AIS, comprometida na ajuda à Igreja que sofre em todo o mundo, não pode ficar indiferente ao sofrimento dos portugueses provocado por uma catástrofe de que não há memória. Por isso, contactámos de imediato a Diocese de Leiria-Fátima para oferecer ajuda de emergência.
Sabemos que, uma vez mais, não ficará indiferente. Tal como sempre apoiámos a reconstrução de igrejas em tantos e tantos países pobres e necessitados, com a mesma fé e entrega, também agora a Igreja em Portugal precisa de cada um de nós. Precisa de si.
A devastação provocada pela tempestade Kristin atingiu profundamente a Diocese de Leiria-Fátima. Muitas igrejas e capelas foram destruídas, deixando comunidades inteiras desprotegidas espiritualmente. Agradecemos do fundo do coração a todos os benfeitores da Fundação AIS, cuja generosidade e solidariedade serão fundamentais para reconstruir os edifícios, para que as pessoas possam voltar a viver a sua fé em comunidade.”
D. José Ornelas,
Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa e Bispo de Leiria-Fátima
A sua ajuda permitirá:
► Reconstruir igrejas e capelas danificadas, devolvendo o mais depressa possível os locais ao culto, para que as pessoas possam voltar a celebrar a sua fé em comunidade;
► Restaurar edifícios paroquiais, garantindo que as actividades comunitárias e sociais continuem a decorrer;
► Dar esperança e conforto às comunidades afectadas, mostrando que não estão sozinhas.
Com a sua ajuda, podemos colocar cada tijolo no seu lugar, reconstruir telhados e igrejas, restaurar a fé e devolver a esperança às nossas comunidades.
Por fim, quero transmitir que temos presentes nas nossas orações todos os que sofreram com a passagem da tempestade pelo nosso país: os que estão enlutados, os que perderam os seus bens, os que ficaram sem trabalho e os que vivem agora na incerteza. Convidamo-lo também a unir-se a nós nesta corrente de oração, para que, com a ajuda de Deus e a solidariedade de todos, possamos transformar esta dor em esperança.



