PORTUGAL: Identificados 185 edifícios da Igreja “com danos significativos” em cinco distritos, em consequência da tempestade Kristin

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Igreja identificou até ao momento 185 edifícios do património religioso pertencentes aos distritos de Leiria, Santarém, Coimbra, Lisboa e Castelo Branco e que sofreram “danos significativos” por causa da passagem por Portugal da tempestade Kristin.

O Secretariado Nacional dos Bens Culturais da Igreja, que divulgou ontem esta informação, incentiva todos os que desejarem contribuir para a recuperação destes edifícios a fazerem-no através da campanha que a Fundação AIS está a promover em Portugal.

São, para já, 185 os edifícios da Igreja mais afectados pela passagem por Portugal da tempestade Kristin e estão todos situados nos distritos de Leiria (claramente o mais afectado), Santarém, Coimbra, Lisboa e Castelo Branco.

Mas este número pode ainda vir a crescer pois, segundo a informação divulgada ontem pelo Secretariado Nacional dos Bens Culturais da Igreja (SNBCI), a continuidade das condições meteorológicas adversas motivou que também tenham ocorrido danos em património religioso das dioceses de Setúbal, Évora e Beja. “A continuidade do vento e da chuva nos últimos dias adensou a precariedade e a degradação do património afectado, sendo que muitos bens móveis foram retirados pelas comunidades para locais seguros e o património integrado, quando possível, foi protegido com plásticos e lonas. Também este recurso foi colocado em muitas das coberturas danificadas”, explica o SNBCI. “Os edifícios que antes desta calamidade já se encontravam em situação de vulnerabilidade têm agora a situação fortemente agravada”, sublinha o organismo da Igreja.

Manifestando a solidariedade com todos os que, de alguma forma, foram vítimas da devastação causada pela tempestade Kristin, bem como das tempestades e inundações que se lhe seguiram, e lamentando “a perda de vidas humanas” e a destruição de habitações e bens, o SNBCI lembra que foram lançadas já diversas iniciativas para a recuperação do património da Igreja, nomeadamente com “brigadas de intervenção rápida”, e pela criação de uma “bolsa de técnicos de conservação e restauro” e de outros profissionais, que irão ajudar a recuperar o património atingido.

O SNBCI destaca também a campanha lançada em Portugal pela Fundação AIS. “Para a recolha de fundos especificamente destinados à recuperação do património, remetemos todos os que desejarem contribuir para a campanha iniciada pela Fundação AIS (Ajuda à Igreja que Sofre). Face à dimensão da catástrofe todos os apoios e contributos são necessários e importantes”, refere o Secretariado. “Estamos em oração com todos os que sofrem com este contexto tão nefasto, mas também com todos os que estão no terreno a reconstruir e a diligenciar para que se recupere a normalidade possível”, conclui o comunicado.

O agradecimento de D. José Ornelas

Recorde-se que mal foi anunciada a intenção da AIS de lançar esta campanha, o presidente da Conferência Episcopal enviou uma mensagem a agradecer, “do fundo do coração, a todos os benfeitores da Fundação AIS” a disponibilidade de ajudarem na reparação dos edifícios da Igreja que foram seriamente atingidos pela tempestade.

“A generosidade e solidariedade” dos benfeitores da AIS “serão decisivas para reconstruir esses edifícios, para que as pessoas possam voltar a viver a sua fé em comunidade”, acrescentou D. José Ornelas na mensagem de texto enviada para o secretariado nacional da fundação pontifícia.

Também Marco Daniel, director do departamento do património cultural da Diocese de Leiria-Fátima, se referiu a esta situação como uma “catástrofe” e lançou um apelo à solidariedade de todos perante a constatação de que “grande parte do património diocesano está em ruína”.

“É importante agora que todas as mãos possam ajudar a construir, a reconstruir, a restaurar estes lugares onde as comunidades se reúnem para celebrar a sua fé. Fica o apelo e o agradecimento a todos aqueles que, a partir da [Fundação] Ajuda à igreja que sofre, vão querer ajudar estas igrejas locais, estas igrejas que compõem a Diocese de Leiria Fátima”.

Estas palavras de agradecimento, de Marco Daniel, e em nome também do Bispo diocesano, têm como propósito, sublinha o director do departamento cultural da Diocese de Leiria-Fátima, agradecer a generosidade de todos os que quiserem colaborar com as comunidades que, neste momento, “não têm onde rezar”.

Devolver os locais de culto às comunidades

De facto, face à magnitude deste desastre, a Fundação AIS decidiu avançar com uma campanha de emergência em Portugal. A campanha tem como propósito principal ajudar na reconstrução de igrejas e capelas danificadas, devolvendo o mais depressa possível esses locais de culto às respectivas comunidades, para que estas possam voltar a ter condições de celebrar a sua fé.

Em simultâneo, com esta iniciativa solidária, a Fundação AIS procura “dar esperança e conforto às populações que foram mais atingidas, mostrando que não estão sozinhas”, explica a directora do secretariado nacional da fundação pontifícia.

“Com a sua ajuda, podemos colocar cada tijolo no seu lugar, reconstruir telhados e igrejas, restaurar a fé e devolver a esperança às nossas comunidades”, afirma Catarina Martins de Bettencourt numa mensagem que está, desde ontem, a ser enviada para casa dos benfeitores e amigos da instituição em Portugal.

“Juntos vamos minorar o sofrimento das comunidades cristãs nesta hora de angústia”, diz ainda Catarina Bettencourt na referida mensagem, em que deixa também um apelo para que “os benfeitores e amigos da AIS em Portugal tenham presente nas suas orações todos os que sofreram com a passagem da tempestade pelo nosso país, os que estão enlutados, os que perderam os seus bens, os que ficaram sem emprego”.

Todos os que quiserem colaborar com a Fundação AIS nesta campanha podem fazê-lo directamente no site, em donativos.fundacao-ais.pt, por MBWay 918125574, ou pelo telefone 217544000.

Paulo Aido | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

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