PORTUGAL: “O grito das vítimas” ecoou ontem em todo o mundo no Terço das crianças, diz Cardeal Marto

Em Fátima, pela voz das crianças, rezou-se ontem pela paz numa altura particularmente difícil na História da Humanidade, com conflitos armados na Ucrânia, na Terra Santa e em vários outros países. Isso mesmo foi sublinhado pelo Cardeal António Marto, que presidiu à recitação do Terço na Capelinha das Aparições, e que destacou a importância do evento organizado pela Fundação AIS, por representar “a escuta do grito das vítimas que sofrem os efeitos da guerra, neste momento dramático” que o mundo está a viver… Um evento que, pela primeira vez, reuniu mais de 1 milhão de crianças em oração em todos os continentes…

Ainda é cedo para se saber qual foi a real dimensão da iniciativa internacional da Fundação AIS de oração do Terço pela paz com as crianças. Mesmo assim, e pela primeira vez, já se ultrapassou a mítica marca do milhão de crianças em oração pela paz, o que diz bem da relevância desta iniciativa promovida ontem pelos 23 secretariados da Ajuda à Igreja que Sofre em todo o mundo. E um dos momentos mais significativos desta jornada de oração decorreu na Capelinha das Aparições, em Fátima, quando se rezou o Terço com transmissão em directo pela rádio, televisão e redes sociais.

Foi um momento importante, sublinhado inclusivamente pelo cardeal António Marto, que presidiu à oração. Momentos antes do início da recitação, e em declaração à Fundação AIS, o bispo emérito de Leiria-Fátima, explicava que aquela oração do Terço pela paz representava “a escuta do grito das vítimas que sofrem os efeitos da guerra neste momento dramático que o mundo vive”, um grito que, ali, na Capelinha das Aparições, ia ser levado “à Mãe do Céu”.

O prelado referiu ainda o significado especial que atribui ao facto de a oração do Terço ser protagonizada por crianças, pois estas, diz, “estão mais sensíveis quando recebem imagens de outras crianças que aparecem nos ecrãs da televisão, umas com feridas, outras já mortas, e que suscitam naturalmente uma sensibilidade particular, para implorarmos o dom da paz”.

O Cardeal António Marto, que pela quarta vez presidiu à iniciativa da Fundação AIS, sublinhou ainda a relevância do que se estava a viver em Fátima, em união com “toda a Igreja”, pois “através de 1 milhão de crianças no mundo inteiro”, se estava a realizar “um acto de solidariedade, de amor, de fé, na esperança de que seja alcançada a paz entre os povos”.

UM MILHÃO DE CRIANÇAS

E, de facto, o número de crianças envolvidas nesta oração colectiva do Terço ultrapassou o milhão de participações, o que diz bem da dimensão que este evento já adquiriu a nível global.

Se a Capelinha das Aparições, em Fátima, foi como que o centro espiritual desta grande jornada de oração, em muitos outros lugares houve uma fantástica adesão à proposta da Fundação AIS.

Na Austrália, por exemplo, registaram-se mais de 15 mil inscrições, nas Filipinas, o número quase chegou às 120 mil, e na Eslováquia, mais de 151 mil. Mas houve países com números ainda mais impressionantes. Na Polónia, por exemplo, um país marcadamente católico, registou-se também uma enorme adesão, com mais de 270 mil inscrições e a participação de famílias, de paróquias e de quase três centenas de escolas e jardins-de-infância. Muitas crianças estiveram também reunidas numa oração comunitária no Santuário Nacional de Nossa Senhora de Fátima, em Zakopane. 

No Brasil, tal como em Portugal, houve uma transmissão televisiva em directo em dois canais de rádio e televisão, e cerca de mil crianças rezaram na Catedral de Maringá, no sul do país. Mas neste país, a iniciativa da Fundação AIS teve início quatro dias antes, quando mais de meia centena de residentes de um lar de crianças formaram um ‘terço humano’ à volta da estátua do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.

Na Alemanha, a Rádio Horeb transmitiu também o terço que contou com a participação de grupos de crianças de várias nacionalidades. E mesmo em países onde os Cristãos enfrentam enormes desafios, como a Nicarágua, Nigéria, Catar, Irão, Paquistão ou o Vietname, por exemplo, as crianças afirmaram a sua intenção de que iriam também participar na campanha do terço.

MUNDO LUSÓFONO

Ao nível do mundo lusófono, Moçambique, por exemplo, registou 791 crianças inscritas no site da Fundação AIS, Timor-Leste chegou às 440, e Macau, na China, ficou-se pelos 10 registos.

Em Portugal, apesar da centralidade da oração que decorreu na Capelinha das Aparições, houve inúmeros grupos em paróquias, escolas e movimentos que também estiveram unidos rezando o Terço pela paz com a Fundação AIS, seguindo, em muitos casos, a emissão da rádio e da televisão que transmitiu em directo o que estava a ocorrer no Altar do Mundo.

Embora provisória, a contagem em Portugal aponta, neste momento, para mais de 23 mil crianças e adultos, sendo que, no total, estiveram envolvidos pelo menos 25 escolas e colégios em mais de 75 paróquias.

Inspirada nas palavras do santo Padre Pio, de que “o mundo mudará” quando “um milhão de crianças rezar o Rosário”, esta iniciativa nasceu em 2005, na Venezuela, num “pequeno círculo de crianças que com o terço nas mãos rezou pela paz”. Desde então, todos os anos tem vindo a registar-se um número cada vez maior de crianças, jovens e adultos e a oração do Terço com as crianças é, actualmente, uma das actividades mais significativas e mais conhecidas do trabalho e da missão da AIS em todo o mundo.

Paulo Aido | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

Relatório da Liberdade Religiosa

No período em análise não se registaram casos significativos de discriminação por motivos religiosos nem abusos da liberdade religiosa que pudessem ser imputáveis ao Estado ou a outras entidades governamentais. Além disso, certos fenómenos nas sociedades ocidentais chegaram a Portugal, nomeadamente a progressiva marginalização da religião na vida pública e a legalização de certas práticas, como a eutanásia, que são contrárias aos princípios de várias religiões.

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