TERRA SANTA: Autoridades portuguesas condenam proibição de celebração de Missa de Ramos no Santo Sepulcro

Polícia de Israel impediu ontem o Patriarca Latino e o Custódio da Terra Santa de celebrarem Missa de Ramos no Santo Sepulcro. Tanto o Presidente da República como o governo de Portugal condenaram de imediato esta situação, apelando aos responsáveis para o respeito integral do princípio da liberdade religiosa. Também a Fundação AIS Internacional manifesta “a sua preocupação” e exorta os fiéis a rezarem pela paz na Terra Santa e na Síria, país onde também foram canceladas algumas procissões de Domingo de Ramos…

O Patriarcado Latino de Jerusalém e a Custódia da Terra Santa denunciaram ontem, Domingo, em comunicado conjunto, que a polícia israelita impediu o cardeal Pierbattista Pizzaballa e o padre Francesco Lelpo, de entrarem na Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, quando se dirigiam para o local para a celebração da Missa do Domingo de Ramos.

“Os dois foram detidos no caminho, enquanto se deslocavam de forma privada e sem qualquer característica de procissão ou acto cerimonial, e foram obrigados a voltar para trás. Como resultado, e pela primeira vez em séculos, os Chefes da Igreja foram impedidos de celebrar a Missa do Domingo de Ramos na Igreja do Santo Sepulcro”, refere-se no referido comunicado. “Este incidente constitui um grave precedente e ignora a sensibilidade de milhares de milhões de pessoas em todo o mundo que, durante esta semana, voltam o seu olhar para Jerusalém”, denunciam estes responsáveis, dizendo que impedir a entrada do Cardeal e do Custódio na Igreja “constitui uma medida irracional e grosseiramente desproporcionada”.

Condenação de Portugal

Esta decisão das autoridades de Israel gerou uma onda de protesto a nível internacional que levou também a uma tomada de posição pelas autoridades portuguesas. António José Seguro condenou esta situação e numa nota publicada no site da Presidência da República salienta que se trata “de um facto que atinge a comunidade cristã local e também o princípio universal da liberdade religiosa, pilar essencial das sociedades democráticas e consagrado no direito internacional”.

“A livre prática do culto, em particular em locais de significado histórico e espiritual ímpar, deve ser assegurada e respeitada por todas as autoridades, em qualquer circunstância. O Presidente da República manifesta a sua firme reprovação por este impedimento, que considera injustificado e contrário aos compromissos internacionais de protecção da liberdade religiosa”, lê-se ainda na referida nota.

António José Seguro garante que Portugal está a acompanhar a situação em Jerusalém e enquanto Presidente, “sublinha a importância do diálogo, da contenção e do respeito mútuo, como caminhos indispensáveis para a paz, a estabilidade e a dignidade humana na região”.

De facto, também o Governo português reagiu, sublinhando, numa nota publicada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros na rede social X, “a mais firme reprovação” pelo “impedimento do acesso do Cardeal Pizzaballa, Patriarca Latino de Jerusalém, à igreja do Santo Sepulcro para as celebrações do Domingo de Ramos, que seriam apenas retransmitidas”.

AIS pede orações também pela Síria

Igualmente a Fundação AIS Internacional manifestou a sua “profunda preocupação” pelos acontecimentos, sublinhando que “num dos dias mais sagrados do calendário cristão, a liberdade de culto na Cidade Santa foi restringida”.

Paralelamente, a Fundação AIS Internacional chama também a atenção para a situação na Síria, onde, segundo diversos relatos que chegaram deste país, algumas procissões do Domingo de Ramos foram canceladas em várias regiões, incluindo Damasco e Alepo, devido a questões de segurança, na sequência também de um ataque ocorrido na Sexta-feira, dia 27 de Março, a uma aldeia cristã em Hama.

Unimo-nos em oração pela paz na Terra Santa e na Síria, pelos cristãos locais e pelo respeito pelos Lugares Santos e pela liberdade religiosa.”

Paulo Aido | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

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Durante o período em análise, os líderes cristãos apelaram de forma sem precedentes a soluções justas e à paz e queixaram-se dos ataques à comunidade cristã, especialmente em Jerusalém por radicais judeus, que muitas vezes ficam impunes por parte das autoridades israelitas.
Embora as leis básicas do Estado ainda garantam plena liberdade religiosa a todos os seus cidadãos, uma intolerância por vezes violenta à margem da sociedade judaica torna mais difícil às minorias religiosas o exercício dos seus direitos.

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