SÍRIA: Religiosa portuguesa pede as orações de todos “para que a guerra não alastre mais”

A Irmã Maria Lúcia Ferreira, a única religiosa portuguesa a viver na Síria, pede, através da Fundação AIS, orações aos portugueses para que a guerra, “de consequências ainda imprevisíveis”, não alastre a mais países e não comprometa a presença cristã no Médio Oriente.

Neste tempo de Quaresma, gostaria de pedir aos portugueses, através da Fundação AIS, que não se esqueçam de rezar pela Síria, assim como pelo Médio Oriente, neste novo conflito de consequências ainda imprevisíveis.”

É assim que começa a mensagem que a Irmã Maria Lúcia Ferreira, mais conhecida como Irmã Myri, e que é a única religiosa portuguesa a viver na Síria, enviou esta madrugada para a Fundação AIS em Lisboa. Na mensagem de voz, a irmã diz que a guerra no Irão, iniciada há quase uma semana, após os ataques lançados pelos Estados Unidos e Israel, “compromete a presença cristã no Médio Oriente, a terra da revelação e das primeiras civilizações”.

E por isso, e através da Fundação AIS, lança desde o Mosteiro de São Tiago Mutilado, na Vila de Qara, onde vive, mais um pedido de oração aos portugueses. “Um pedido de oração para que a guerra não alastre a mais países. É uma guerra que compromete a presença cristã no Médio Oriente, a terra da revelação e das primeiras civilizações”, diz. “Por isso, lanço um pedido de oração para que a guerra não se alastre a mais países e não seja mais um argumento para que as famílias cristãs deixem a região, mas que encontrem sentido e objectivos para ficar, que os incitem a ficar [na região] como uma vocação para o bem de toda a cristandade, como defensores das raízes da revelação”, afirma.

Queda de projécteis na Síria faz alguns feridos

Na mensagem enviada para Lisboa, a irmã portuguesa refere-se também à Síria e dá conta de que, apesar de este país estar fora do radar do conflito, até ao momento, já se registaram pelo menos alguns feridos em consequência da queda de projécteis, eventualmente de pedaços de mísseis que terão sido interceptados por Israel.

“Quanto à Síria, por enquanto, ainda não está envolvida directamente nesta guerra, embora já esteja a sofrer algumas consequências, pelos projécteis que caem perdidos ou restos deles, como resultado da explosão no ar depois de serem interceptados pelo sistema de defesa israelita. Já houve, pelo menos, feridos.  Não tenho a certeza se houve alguns mortos”, reconhece a religiosa que pertence à congregação das Monjas de Unidade de Antioquia. Por causa disso, acrescenta, “as pessoas evitam sair, sobretudo na região sul do país, onde já tem havido esses problemas”.

Na mensagem para a AIS, a irmã refere ainda que a Síria continua a lutar contra a insegurança e, acima de tudo, contra o elevado custo de vida, que, diz, torna a vida muito difícil. “Aqui, no país, a situação continua um bocadinho na mesma, afectando os cristãos por causa da insegurança, da incerteza e dos preços altíssimos que tornam a vida bastante difícil.” A irmã termina a mensagem desejando a todos uma Santa Quaresma. “Muito obrigada e uma Santa Quaresma de santificação nestes tempos muito atribulados para todos nós, no mundo inteiro. Ámen.”

Paulo Aido | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

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Mais de 11 anos após o início da guerra na Síria, o país continua a ser fortemente afectado. Embora os combates tenham diminuído significativamente e o autoproclamado Estado Islâmico tenha sido expulso como força territorial, a Síria continua dividida a nível regional, o que afecta profundamente a liberdade religiosa.

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