Este Domingo, 1 de Fevereiro, a Fundação AIS organiza a nível internacional uma iniciativa de oração pela paz em Mianmar. Nesta data, que marca o quinto aniversário do início de um conflito cada vez mais violento neste país asiático, a Ajuda à Igreja que Sofre convida todas as pessoas a unirem-se numa prece como sinal de solidariedade para com a Igreja local, para com todos os que continuam a sofrer.
“Nós, como cristãos, não podemos ficar indiferentes a todos os gritos de socorro, a todos os que nos pedem ajuda, a todos os que, inclusivamente, imploram as nossas orações”, afirma Catarina Martins de Bettencourt, directora do secretariado nacional da AIS.
A Fundação AIS volta a convocar os portugueses para lembrarem, nas suas orações, o povo sofrido de Mianmar que desde há cinco anos vive um conflito cada vez mais violento. A iniciativa “24 horas de Oração pela Paz em Mianmar”, reúne os vários secretariados internacionais da fundação pontifícia e procura ser um sinal de solidariedade para com a Igreja local e todos os que continuam a sofrer.
“Mais uma vez, queremos unir-nos em oração para pedir paz e reconciliação em Mianmar”, sublinha Regina Lynch, presidente executiva da Fundação AIS Internacional.
Estamos profundamente comovidos com o sofrimento e a dor suportados pelos nossos irmãos e irmãs neste país há já cinco anos. Este dia de oração é uma oportunidade para todos nós nos unirmos num apelo colectivo pelo fim da violência e pela cura dos corações feridos.”
Regina Lynch
Após um período tão prolongado de conflito, a situação em Mianmar corre o risco de desaparecer da atenção internacional. “O que importa”, explica Lynch, “é que a nossa atenção e compaixão não enfraqueçam”. “As pessoas lá precisam de outros que estejam dispostos a permanecer com elas, que estejam ao seu lado. Isso é o que podemos fazer, e a nossa oração é a ajuda mais preciosa que podemos oferecer.”
Durante o dia de oração, a AIS recordará de forma especial as vítimas e todos aqueles que perderam a vida, bem como as populações afectadas pelo devastador terramoto que atingiu o país a 28 de Março do ano passado, aprofundando ainda mais o sofrimento da população.
“Rezar por este povo em lágrimas”
Tal como a presidente executiva internacional da AIS, também a directora do secretariado nacional da fundação pontifícia enfatiza a urgência deste gesto de oração pela paz em Mianmar. “Há cinco anos que se sucedem as notícias de sofrimento deste povo que parece estar demasiado longe para perturbar a nossa vida. Mas nós, como cristãos, não podemos ficar indiferentes a todos os gritos de socorro, a todos os que nos pedem ajuda, a todos os que, inclusivamente, imploram as nossas orações”, diz Catarina Martins de Bettencourt.
E é isso que a Fundação AIS pede para este Domingo. Pelo menos neste Domingo, dia 1 de Fevereiro, quando se assinalarem os cinco anos do Golpe de Estado, pelo menos neste dia, vamos todos rezar por Mianmar, vamos rezar por este povo em lágrimas, vamos rezar para que este país possa ter paz.”
Catarina Martins de Bettencourt
“As nossas orações são, em primeiro lugar, um sinal de solidariedade, talvez o mais importante, para com Mianmar. Mas as nossas orações são também a certeza de que este povo que tanto sofre não está esquecido. Não será esquecido”, conclui Catarina Bettencourt.
Fardo pesado no coração das pessoas
Tal como a directora do secretariado nacional da AIS, a presidente executiva internacional da instituição enfatiza a importância destes gestos de solidariedade. “No meio de todas estas dificuldades, a Igreja local expressa profunda gratidão pela proximidade espiritual e solidariedade demonstradas”, observa Lynch. “Eles sentem-se unidos a nós. É muito significativo para eles saber que, mais uma vez, milhares de pessoas em todo o mundo estão a rezar por eles.”
Ao mesmo tempo, a AIS recebeu relatos que indicam sinais de crescente exaustão e sofrimento interior entre a população, especialmente entre os jovens. “Em todo o país, existe a preocupação de que o medo prolongado, a incerteza e as dificuldades estejam a colocar um fardo cada vez mais pesado no coração de muitas pessoas. Neste contexto, a oração e a fé continuam a ser fontes essenciais de esperança e força”, recorda a presidente executiva da fundação pontifícia.
24 horas de oração por Mianmar
Bispos, padres, religiosas e fiéis leigos continuam o seu cuidado pastoral e serviço ao povo com extraordinária dedicação, muitas vezes carregando as suas próprias feridas. Inúmeros testemunhos também falam de pequenos sinais de esperança no dia a dia: momentos de protecção, perseverança e graça que sustentam a fé mesmo nas circunstâncias mais difíceis.
Como muitos testemunham, rezar em comunidade e celebrar a Eucaristia traz conforto e força. As igrejas continuam cheias, pois, no seu sofrimento, os fiéis procuram refúgio em Deus. “Durante 24 horas, queremos unir-nos a eles de uma forma muito especial através das nossas orações – na celebração da Santa Missa, na recitação do Rosário ou de qualquer outra forma que cada pessoa possa participar”, explica Lynch.
Como instituição de caridade católica internacional que apoia cristãos em sofrimento e comunidades vulneráveis em mais de 130 países, a AIS convida benfeitores, amigos e parceiros de projectos em todo o mundo a aderirem a esta iniciativa. Também incentiva a partilha deste apelo à oração através das redes sociais e círculos comunitários, para que a mensagem de paz e solidariedade possa chegar ainda mais longe.
Por tudo isto, no próximo Domingo, dia 1 de Fevereiro, os 24 secretariados internacionais da Fundação AIS irão estar unidos em oração pela paz e reconciliação neste país. Pode participar activamente nesta iniciativa descarregando uma proposta de oração que está disponível na página da AIS.
Paulo Aido e Maria Lozano
Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt







