IRAQUE: O maior compromisso de ajuda de emergência

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IRAQUE: O maior compromisso de ajuda de emergência

Perderam tudo mas não renunciaram à sua fé!


Quase sete longos anos já passaram desde que os jihadistas ocuparam a região da Planície de Nínive e obrigaram milhares de famílias a fugir com a roupa que traziam vestida.

O dia 6 de Agosto de 2014 ficou marcado na memória de milhares de cristãos iraquianos como um dia trágico e doloroso. Este foi o dia que mudou a vida de milhares de famílias no Iraque, em que o Daesh, o auto-proclamado Estado Islâmico, invadiu a Planície do Nínive e Mossul, e anunciou que todos se deveriam converter ao Islão. Ou teriam de pagar um imposto. Ou seriam mortos. Alguns fugiram de imediato, outros esperaram para ver o que se iria passar, mas, quando as suas casas começaram a ser marcadas, uma a uma, com a letra N em árabe, identificando os donos como “nazarenos”, percebeu-se que a situação iria piorar. Da noite para o dia, os cristãos receberam um aviso dramático: deveriam converter-se, partir ou, então, ficar e pagar um imposto impossível de suportar. Quem não o fizesse seria morto.

Todas as casas dos Cristãos foram saqueadas e destruídas, bem como centenas de Igrejas, conventos, escolas, hospitais. Nada foi poupado. Deu-se um êxodo. Mas com o apoio da Fundação AIS, iniciou-se a reconstrução dessas casas, igrejas, conventos…e a recuperação das almas!

Ajudar os Cristãos iraquianos foi o maior compromisso de ajuda de emergência na história da AIS!
IRAQUE: O maior compromisso de ajuda de emergência
Quase sete longos anos já passaram desde que os jihadistas ocuparam a região da Planície de Nínive.
A Fundação AIS chegou rapidamente ao terreno… Nessa altura era uma questão de ajuda humanitária de emergência para mais de 120 mil cristãos. Inicialmente a Igreja local estava totalmente assoberbada. Mas com a ajuda de instituições internacionais como a Fundação AIS, a esperança regressou à comunidade cristã.

“IRAQUE, O REGRESSO ÀS RAÍZES” é um projecto de reconstrução das aldeias e povoados cristãos destruídos ou parcialmente danificados durante a ocupação pelos jihadistas.

Os benfeitores portugueses da Fundação AIS sabem como é importante ser solidários para com os cristãos perseguidos e por isso apoiaram activamente os cristãos refugiados da Planície de Nínive, para regressarem às suas casas.

A viagem do Papa ao Iraque, que se inicia esta sexta-feira, dia 5, e que se prolonga até ao dia 8 de Março, mostra a importância da solidariedade para com os cristãos perseguidos neste país, mas é também um sinal de afecto e de proximidade para com todas as pessoas que ao longo dos últimos anos colaboraram de alguma forma para a sobrevivência destas famílias.


A visita do Santo Padre ao Iraque – a primeira de um Papa a este país –, é particularmente importante para o futuro da comunidade cristã. Após a libertação das terras ocupadas em 2014 pelos jihadistas do Daesh, o auto-proclamado “Estado Islâmico”, milhares de cristãos começaram a regressar a suas casas. A visita do Papa é, para todos eles, um sinal de esperança após anos de perseguição e discriminação.

O Papa saudou, no final da audiência geral que foi transmitida online, a partir do Vaticano, a “Igreja mártir” do Iraque, antes da sua viagem ao país, a primeira de um pontífice, pediu orações dos católicos pelo sucesso desta visita, que considerou uma “peregrinação”.

“Depois de amanhã, se Deus quiser, irei ao Iraque, para uma peregrinação de três dias. Há muito tempo desejo encontrar-me com aquele povo, que sofreu tanto, encontrar-me com aquela Igreja mártir”, referiu Francisco.

Unidos, rezemos pelo bom sucesso e frutos da viagem do Papa Francisco ao Iraque!

Mas a nossa solidariedade continua…

A presença cristã no Médio Oriente

Os cristãos que voltaram para suas casas ainda se sentem inseguros e substancialmente mais inseguros do que outros grupos na região, principalmente por causa da actividade violenta dos jihadistas.

População cristã no Médio Oriente

República do Iraque

Distribuição dos Cristãos nas regiões iraquianas

Antes da II Guerra Mundial a população cristã no Médio Oriente era de 20%. Actualmente é de apenas 4%. Não deixe que o Cristianismo desapareça do Médio Oriente! AJUDE-OS A FICAR NA SUA TERRA.

A Igreja Católica no Iraque

Emergência, reabilitação e reconstrução de Nínive


De 2014 até ao final de 2020, os benfeitores da AIS providenciaram 48,23 milhões de euros para manter a presença cristã no Iraque e, em particular, na Planície de Nínive. Após a derrota do Daesh, a política de despesas e o apoio da Fundação AIS passaram de ajudas de emergência para projectos de reconstrução e reabilitação.

Das 363 instalações da Igreja designadas para reconstrução ou reparação apenas 46 são especificamente designadas para uso religioso como igrejas e capelas. Os 87% restantes têm uma função de apoio social ou assistencial, incluindo salões paroquiais, que servem como centros comunitários para atividades pastorais e sociais, instalações de educação, orfanatos, lares residenciais, clínicas, bem como casas e conventos para aqueles que os atendem os centros (religiosos servindo como professores, clínicos, profissionais de apoio psicossocial, etc.)

Para assinalar a visita do Papa, Fundação AIS lança ambicioso programa de apoio aos jovens cristãos

Para assinalar a visita do Santo Padre ao Iraque – a primeira de sempre de um Papa a este país do Médio Oriente –, a Fundação AIS vai lançar um ambicioso programa de apoio aos jovens estudantes cristãos. Trata-se de um programa orçado em 1,5 milhões de euros e que envolve a Universidade Católica de Erbil, a capital da região autónoma do Curdistão Iraquiano, onde se concentra a maior parte da comunidade cristã deste país.

Mas a nossa solidariedade continua…

O Papa Francisco visitará a Igreja al Tahira, em Qaraqosh, construída com a ajuda da Fundação AIS


Al-Tahira é a maior igreja católica síria do Médio Oriente, notável pelo seu design e significado cultural para a maior cidade cristã do Iraque. Construída entre 1932 e 1948, é dedicada à Imaculada Conceição.

A igreja foi saqueada e destruída pelos terroristas ligados ao auto-proclamado Estado islâmico, tendo chegado a ser usada como campo de tiro e depósito de armas. A colocação da imagem da Virgem na Igreja está a ser encarado como um sinal de vitalidade da comunidade cristã local que aos poucos tem vindo a regressar às suas casas na Planície de Nínive graças também ao apoio da Fundação AIS.

Durante vários anos tememos que as últimas linhas do livro da presença cristã no Iraque tivessem sido escritas. Hoje, esperamos que se prove o contrário, com a visita do Papa Francisco a abrir um novo capítulo para os Cristãos da Mesopotâmia.

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