VATICANO: Papa apela ao fim das guerras, denuncia a indiferença face ao sofrimento e convoca vigília de oração

Na primeira mensagem de Páscoa, o Papa Leão XIV lançou um profundo repto denunciando a indiferença global perante o sofrimento das populações, apelando ao fim das guerras

Na primeira mensagem de Páscoa, o Papa Leão XIV lançou um profundo repto denunciando a indiferença global perante o sofrimento das populações, apelando ao fim das guerras – “quem tem armas nas mãos que as deponha” – e convocando uma vigília de oração pela paz, na Basílica de São Pedro, para o próximo sábado, dia 11 de Abril.

Após a celebração da Missa da Ressurreição, na Praça de São Pedro, ontem, 5 de Abril, o Papa Leão XIV dirigiu à Cidade de Roma e ao Mundo, a sua primeira Mensagem de Páscoa. Uma mensagem marcada por um forte apelo ao fim das guerras que estão a acontecer em várias geografias do Planeta, à denúncia da indiferença global face ao sofrimento das populações, e também por um forte sentimento de esperança radicado na ressurreição de Cristo.

A Páscoa é uma vitória: da vida sobre a morte, da luz sobre as trevas, do amor sobre o ódio”, referiu o Santo Padre. Mas a mensagem ficou marcada mesmo pelo apelo à paz face à proliferação de conflitos armados e o que isso implica de sofrimento para os povos.

Estamos a habituar-nos à violência, resignamo-nos a ela e tornamo-nos indiferentes. Indiferentes à morte de milhares de pessoas. Indiferentes às repercussões de ódio e divisão que os conflitos semeiam. Indiferentes às consequências económicas e sociais que produzem e que todos sentimos”, disse o Santo Padre antes de conceder a bênção ‘Urbi et Orbi’ à cidade [de Roma] e ao mundo.

Retomando uma expressão muito cara ao Papa Francisco, Leão XIV sublinhou a “globalização da indiferença” que está cada vez mais acentuada.

Sem fazer referência a nenhum dos principais conflitos que estão a acontecer nos dias de hoje – as guerras na Ucrânia, no Irão, no Líbano, no Sudão, por exemplo –, o Papa lançou um forte apelo aos líderes das nações para usarem o poder que possuem em favor de uma paz autêntica e duradoura.

Neste dia de festa, abandonemos toda a vontade de contendas, domínio e poder, e imploremos ao Senhor que conceda a sua paz ao mundo atormentado pelas guerras e marcado pelo ódio e pela indiferença, que nos fazem sentir impotentes perante o mal. Ao Senhor confiamos todos os corações que sofrem e esperam a verdadeira paz que só Ele pode dar.”

A mensagem do Papa ficou marcada pela convocação de uma vigília pela paz para o próximo sábado, dia 11 de Abril, na Basílica de São Pedro.

“A paz que Jesus nos entrega não é aquela que se limita a calar as armas, mas aquela que toca e transforma o coração de cada um de nós! Convertamo-nos à paz de Cristo! Façamos ouvir o grito de paz que brota do coração! Por isso, convido todos a unirem-se a mim na vigília de oração pela paz que celebraremos aqui, na Basílica de São Pedro, no próximo sábado, 11 de abril”, disse o Santo Padre.

Quem tem armas nas mãos, que as deponha! Quem tem o poder de desencadear guerras, que opte pela paz! Não uma paz conseguida com a força, mas com o diálogo! Não com a vontade de dominar o outro, mas de o encontrar!”

Paulo Aido | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

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