Emergência no Líbano

Milhares de famílias precisam de ajuda urgente

A situação no Médio Oriente continua a deteriorar-se rapidamente. Desde o final de Fevereiro, com a nova escalada do conflito na região, o sul do Líbano voltou a transformar-se numa zona de guerra. Bombardeamentos sucessivos atingiram várias áreas do país e obrigaram dezenas de milhares de pessoas a abandonar as suas casas. Como sempre acontece nestas tragédias, os mais vulneráveis são os primeiros a sofrer: crianças, idosos, doentes… Neste momento, há centenas de mortos e milhares de inocentes foram apanhados no meio de um conflito que não escolheram. Hoje, mais de 750.000 pessoas estão deslocadas no Líbano. Num país com menos de 6 milhões de habitantes, isto significa que 1 em cada 6 pessoas foi obrigada a fugir.

Exemplo disso é o que se passa na aldeia de Alma Sha’d, situada apenas a 2 km da fronteira com Israel. Antes do conflito, esta aldeia tinha cerca de 350 habitantes. Hoje, conta com pouco mais de 100 pessoas, entre crianças, adultos e idosos. No entanto, tanto aqui como nas outras aldeias e vilas da região, muitas famílias permanecem ainda nas suas casas, receando que, se partirem, nunca mais possam regressar.

Dor profunda

Estes têm sido dias desafiantes para a coragem dos cristãos, dos padres e das religiosas que vivem no Líbano.

É o caso do padre Maroun Ghafari, pároco em Alma Sha’b, e que decidiu permanecer ao lado da sua comunidade, apesar do perigo. “Nós ficaremos, apesar da guerra”, diz-nos. Este sacerdote já chorou a morte do seu próprio irmão, Sami Ghafari, de 70 anos, morto a 8 de Março quando se encontrava em casa, na aldeia onde vivia, e no dia seguinte, recebia também a notícia da morte do seu amigo, o padre Pierre al-Raï, que morreu num bombardeamento quando procurava socorrer as vítimas de um ataque anterior na aldeia de Qlayaa.

Perder um cidadão libanês que amava a sua aldeia, que nada tinha a ver com o conflito e que, além disso, era meu irmão, deixou-nos mergulhados numa profunda tristeza. A guerra não traz senão destruição, morte e deslocação. Confiamos na Providência divina e na intercessão da Virgem Maria, nossa protectora”, diz-nos, amargurado, o padre Maroun Ghafari.

Na audiência geral de 11 de Março, o Papa Leão XIV prestou homenagem ao sacerdote:
“Um verdadeiro pastor, que permaneceu sempre ao lado do seu povo, com o amor e o sacrifício de Jesus, o bom pastor.” E pediu orações pela paz no Médio Oriente. “Roguemos ao Senhor que o seu sangue derramado seja semente de paz para o amado Líbano.”

Os cristãos do Líbano vivem apreensivos, mas determinados a manter viva a presença cristã na região.

A sua ajuda é urgente

Mas enquanto algumas comunidades permanecem nas suas aldeias, milhares de famílias foram já obrigadas a fugir e perderam quase tudo. Há pessoas nas ruas, crianças, idosos, doentes, que se tornaram, de um dia para o outro, sem-abrigo. A Igreja local tenta responder a esta crise humanitária e continua a abrir paróquias, conventos e centros comunitários para acolher estes deslocados e oferecer-lhes ajuda básica. Mas a Igreja do Líbano não tem meios para socorrer toda esta avalanche de pessoas em necessidade. A Igreja do Líbano precisa da nossa ajuda.

Com o seu apoio, a Fundação AIS pode:

✓ Fornecer alimentos às famílias deslocadas
✓ Distribuir roupa e produtos de higiene aos mais vulneráveis
✓ Apoiar escolas, paróquias e comunidades cristãs que continuam a ajudar a população

🙏 Reze pela paz no Médio Oriente

As comunidades cristãs do Líbano e de todo o Médio Oriente pedem-nos que rezemos por elas: por aqueles que tiveram de abandonar as suas casas, pelas vítimas inocentes da violência e por todos os que trabalham para aliviar o sofrimento da população. Rezemos juntos para que o Senhor conceda a esta região a Paz tão necessária.

Oração ao Pai Celeste

Pai do Céu, enviai do alto, por meio do Vosso amado Filho, Jesus Cristo,
nosso Redentor e Salvador, o Vosso santo amor paternal sobre todas as trevas,
para que por Ele se convertam ou permaneçam dentro do domínio do seu próprio reino.
 
Pai, enviai o Vosso amor paternal, para que todos aqueles que nos perseguem,
traem ou desejam fazer-nos mal e prejudicar, sejam impedidos pela Vossa santa presença.
 
Pai, fazei descer o Vosso santo fogo de amor sobre todos os mentirosos, caluniadores e hipócritas,
para que possamos reconhecê-los claramente e deles sermos protegidos.
 
Pai, derramai o Vosso amor sobre todos os criminosos e sobre todos os instrumentos de violência,
de homicídio, de terror, de guerra e da cega ambição de poder,
para que não nos possam causar dano, nem à humanidade.
 
Pai, fazei que a força do Vosso santo amor caia sobre a terra como um relâmpago,
quando os assassinos percorrerem a terra e quiserem trazer calamidade a todas as nações.
 
Pai, nessa altura ficai connosco.
Sede a nossa protecção, a nossa força e o nosso refúgio.
 
Pai, derramai o Vosso santo amor paternal sobre todos.
Enchei-os com o Vosso santo fogo,
para que todos reconheçam o perigo destes tempos causado pela astúcia da antiga serpente.
 
Pai, sede em toda a parte o verdadeiro Senhor e Soberano;
ordenai que os poderes das trevas se retirem para o lugar da sua malícia e poupai a humanidade.
 
Pai cheio de amor, fazei tudo aquilo que
o Vosso amor paternal julgar bom, verdadeiro e salvífico.
 
Pai eterno, pelo Coração Imaculado e Doloroso de Maria e por suas lágrimas,
ofereço-Vos o Preciosíssimo Sangue e as Chagas de nosso Senhor Jesus Cristo,
para que a Mãe destrua o poder de satanás e, com São Miguel Arcanjo e todos os Santos Anjos,
expulse os espíritos malignos e destrua todas as suas obras e desígnios,
especialmente agora e nesta hora, nas nossas pátrias e em todo o mundo.
 
Ámen.

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