LÍBANO: Sacerdote, que colaborava com AIS, morre em bombardeamento ao socorrer pessoas feridas em ataque

O Padre Pierre El Raï, sacerdote maronita da Diocese de Tiro e colaborador da Fundação AIS, morreu ontem no sul do Líbano, vítima de um bombardeamento quando tentava socorrer paroquianos vítimas de um ataque anterior. As circunstâncias exactas da sua morte estão ainda por esclarecer. Entretanto, agrava-se a crise humanitária com muitas pessoas a abandonar as suas casas, e várias zonas no sul do país a serem evacuadas.

O ataque que causou a morte do Padre Pierre El Raï, de 50 anos, ocorreu, segundo relatos recebidos pela Fundação AIS, quando o sacerdote estava a ajudar pessoas que tinham sido afectadas por um bombardeamento anterior numa área ali próxima. As circunstâncias exactas da sua morte estão ainda por esclarecer, mas terá acontecido ao início da tarde de ontem, segunda-feira, dia 9.

O sacerdote, da diocese maronita de Tiro, colaborava com a Fundação AIS no apoio às actividades pastorais da paróquia de Qlayaa, que atende cerca de 3 mil pessoas. Segundo o portal de notícias do Vaticano, que cita o Padre Toufic Bou Merhi, franciscano da Custódia da Terra Santa, “o Padre Pierre acorreu [ao local] com dezenas de outros jovens para ajudar, e foi quando se deu outro ataque, outro bombardeamento na mesma casa. O pároco ficou ferido, foi levado para um hospital local, mas morreu. Morreu quase à porta do hospital”, assegurou o sacerdote.

O Padre Pierre El Raï era conhecido de todos pelo seu empenho nas comunidades locais e pelo seu serviço pastoral numa região particularmente marcada pela instabilidade e tensão. A Fundação AIS une-se em oração pela sua alma, pela sua família e por todos os afectados pela violência, e convida os fiéis de todo o mundo a rezarem também pela paz no Líbano e pela protecção das comunidades cristãs na região.

“Basta de guerra, basta de violência”

Apesar da crescente insegurança que se vive no sul do Líbano, muitos padres e religiosas optaram por permanecer com as suas comunidades. Muitas famílias cristãs também permaneceram nas suas aldeias, não querendo abandonar as suas casas, terras e meios de subsistência, apesar de a situação estar muito complicada e a agravar-se do ponto de vista humanitário.

Marielle Boutros, responsável de projectos da Fundação AIS para o Líbano, descreve uma situação caótica. Numa curta mensagem enviada ontem, desde Beirute, onde está actualmente, Marielle diz que “muitos deslocados internos estão a encher as ruas, muitas regiões foram evacuadas, especialmente no sul do Líbano, no Vale do Beqaa e no subúrbio sul de Beirute”.

E acrescenta: “As pessoas estão nas estradas e, como habitualmente, a Igreja abriu as portas aos deslocados internos, bem como as instalações das paróquias”. E termina a mensagem pedindo solidariedade e apelando às orações de todos pela paz na região.

As pessoas estão realmente sobrecarregadas e em muito sofrimento e ‘stress’. Pedimos, antes de mais, as vossas orações pela paz na região e no Líbano e agradecemos qualquer tipo de apoio que nos possam prestar. Obrigada.”

Paulo Aido | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

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