D. Teodoro Tavares, que o Papa Leão XIV nomeou em Fevereiro como novo Bispo de Santiago, Diocese de Cabo Verde, destaca a ajuda da Fundação AIS, em especial nas situações de perseguição, ameaça e de maior necessidade material. Ele próprio o tem testemunhado como bispo na Amazónia brasileira, onde tem vindo a ser apoiado pela fundação pontifícia. “É um trabalho fantástico, uma ponte de solidariedade”, diz, em mensagem enviada para a AIS em Lisboa.
O Santo Padre nomeou, a 16 de Fevereiro, D. Teodoro Mendes Tavares como bispo da Diocese de Santiago, em Cabo Verde, aceitando a renúncia por limite de idade de D. Arlindo Gomes Furtado, o primeiro cardeal da história deste país africano de língua portuguesa.
O novo bispo nasceu a 7 de Janeiro de 1964, há 62 anos. Como missionário espiritano, D. Teodoro passou grande parte da sua vida ao Brasil, tendo trabalhado durante bastante tempo, entre 1995 e 2010, na prelazia de Tefé, no Amazonas. Em 2011, foi nomeado bispo auxiliar da Arquidiocese de Belém do Pará e em Junho de 2015 o Papa Francisco indicou-o como coadjutor de Ponta das Pedras, diocese que assumiu como titular em Setembro desse ano. Agora, regressa a casa, à sua ilha natal, Santiago.
Ao longo de todo este percurso, D. Teodoro tem sido testemunha do que é a solidariedade dos benfeitores e amigos da Fundação AIS para com a Igreja que sofre, que é pobre, que precisa de ajuda. E fez questão de o dizer numa mensagem enviada para Lisboa.
A Fundação AIS é uma fundação benemérita, que apoia os cristãos em suas necessidades no mundo inteiro. Situações de perseguição, de ameaça, de qualquer tipo de necessidade. Estou aqui na Amazónia há mais de três décadas e tenho alegria de dizer que esta fundação tem ajudado muitas igrejas particulares, muitas pessoas, em muitas situações, apoiando projectos pastorais, ajudando na formação de sacerdotes, de religiosas, de leigos.”
D. Teodoro Mendes Tavares
“Milhares de projectos” apoiados
E D. Teodoro Mendes dá o exemplo concreto de todo esse carinho na diocese onde ainda pertence, Ponte de Pedras. “Actualmente, nós temos dois sacerdotes que estão a fazer a especialização na área do Direito Canónico para actuarem no Tribunal Eclesiástico Diocesano, na Cúria Diocesana e no âmbito da assessoria jurídica na diocese. Realmente, reconheço que sem a ajuda da Fundação AIS, teria sido muito mais difícil realizar tantos projectos que têm sido implementados na nossa região. Deus seja louvado por tudo isso”, refere.
Na mensagem enviada para a AIS, agradece a generosidade de todos os que trabalham e de todos os que auxiliam com a sua generosidade a missão da Ajuda à Igreja que Sofre. “Sou muito grato e falo também em nome de todas as pessoas que são beneficiadas com esse trabalho fantástico, com essa ponte que é construída, ponte de solidariedade entre os benfeitores e as pessoas que são beneficiadas com a ajuda da fundação pontifícia”, refere, terminando a mensagem afirmando que a AIS tem sido, de facto, “uma grande bênção para a Igreja e para muita gente”, pois apoia “milhares de projectos e são muitos e bons os frutos que têm sido colhidos a partir dessa acção evangelizadora”.
Só na zona da Amazónia, além do apoio à formação de sacerdotes, que D. Teodoro referiu, a Fundação AIS tem colaborado com a Igreja em diversas áreas, desde a distribuição de material catequético, de que é exemplo a “Bíblia das Crianças”, que já foi publicada em línguas indígenas locais como o Sataré-Mawé, Guarani, Tukano, Ticuna e Macuxi.
Além disso, a Fundação AIS tem prestado especial atenção à questão da mobilidade dos missionários disponibilizando barcos a motor para que eles possam mais facilmente contactar com as diversas comunidades que vivem espalhadas nas margens ao longo do grande rio.
Paulo Aido | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt







