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Sementes de Esperança

Sementes de Esperança: Março 2020

1 março 2020
Sementes de Esperança: Março 2020
BIELORRÚSSIA:
UM ENIGMA NO CORAÇÃO DA EUROPA

 Apesar da sua estranha situação política, a Bielorrússia prossegue a sua frágil existência entre o viver sob a influência dominante da Rússia e ser um atractivo para o Ocidente.

Superfície
207
.6002 km2
População 9.482.000 habitantes
Religiões Cristãos: 77,5 % | Agnósticos: 19,6 % | Ateus 2,5 % | Outras: 0,4 %
Língua oficial Bielorusso e Russo

Mesmo que dela não se fale quase nada, a Bielorrússia é um enigma no coração da Europa. Trinta anos após a queda do muro de Berlim, um quarto de século após a tomada de poder por Alexandre Loukachenko, apelidado de “o último ditador da Europa”, 20 anos após um tratado com a Rússia que previa a unificação dos dois países e, consequentemente, o desaparecimento deste estado, a Bielorrússia continua a existir tal como continuam os símbolos da época soviética e Loukachenko. Apesar deste último ter recebido em Minsk, na Primavera de 2019, Vladimir Putin (oferecendo-lhe publicamente como prenda sacos de batatas e toucinho), ele defende o uso do bielorrusso em vez do russo. E não hesitou, em Junho de 2019, em ameaçar a Rússia com um recurso à justiça internacional, quando a independência do seu país parecia ameaçada pelo seu grande vizinho – uma unificação permitiria a Vladimir Putin manter-se na liderança do “novo” estado unificado após 2024. Terá a Bielorrússia, que depende economicamente do seu vizinho oriental, meios para se opor, para prosseguir o seu caminho inseguro como estado independente e continuar sendo este enigma no coração da Europa?



O CASO DE KOURAPATY
Às portas de Minsk, o memorial de Kourapaty, lugar de oração e de memória, constituído por cruzes de madeira, relembra os massacres estalinianos que ali causaram pelo menos 150.000 vítimas. Mas, em Abril de 2019, o Governo começou a fazer desaparecer as cruzes, símbolo incómodo para um presidente que mais de uma vez evocou Estaline com nostalgia. Imediatamente, personalidades como a prémio Nobel Svetlana Aleksievitch e o Arcebispo católico de Minsk, D. Taddeusz Kondrusiewicz, protestaram. Este último declarou: “Apelo aos
Em responsáveis por estes actos que deixem de destruir as cruzes e que comecem, através do diálogo com os representantes das diversas forças políticas e das várias religiões, um processo de regularização da situação”, insistindo na dimensão religiosa e espiritual do memorial.

Oração
Para que os líderes políticos na Bielorrússia trabalhem em favor da paz e do diálogo com as religiões, nós Te pedimos Senhor!



CATÓLICOS SOB CONTROLO
Em visita ad limina a Roma, onde convidaram o Papa Francisco a visitar o país deles, os bispos da Bielorrússia declararam que os Católicos representam 15% da população do país, a segunda maior Igreja Católica Latina da ex-URSS. Largamente composta por polacos, que permaneceram no local após a alteração das fronteiras, esta Igreja é muitas vezes, sem razão, acusada de ser pró-ocidental. A falta de padres e religiosos, apesar das numerosas vocações, é fonte de problemas recorrentes com o Estado que recusa vistos de estadia, ou não os renova, aos padres estrangeiros, na sua maioria polacos. A situação degradou-se desde a Primavera de 2019. O Pe. Pavel Knurek, pároco da catedral de Vitebsk, a residir na Bielorrússia há 15 anos, não obteve a renovação do seu visto, apesar da petição de apoio assinada por centenas dos seus paroquianos.

Oração
Para que a Igreja na Bielorrússia continue a espalhar a Boa Nova de Cristo apesar da oposição e das resistências, nós Te pedimos Senhor!



DIVISÕES ORTODOXAS
Sem dúvida alguma maioritário no país, o número de ortodoxos é um assunto polémico devido à sua percentagem que varia entre 48% e 86% dos Bielorrussos, conforme as fontes! Com efeito, é difícil distinguir um crente ortodoxo de um crente sociológico. A prática religiosa é fraca e o clero está dividido entre os partidários de Moscovo (de que esta Igreja actualmente depende) e os da autonomia, ou melhor, da independência da sua Igreja. O metropolita Pavel de Minsk parece não ter as qualidades diplomáticas do seu predecessor Philarète e lançou-se numa campanha contra a pequena Igreja Greco-Católica (maioritária no país até à sua exterminação na época czarista), afirmando que ortodoxos e greco-católicos não têm o mesmo Deus e tornou-se mais ameaçador para aqueles que na sua Igreja fossem tentados pela via ucraniana (de uma Igreja autocéfala). Sob a sua direcção, a Igreja Ortodoxa da Bielorrússia também seguiu o patriarcado de Moscovo na sua ruptura com o de Constantinopla.

Oração
Para que a Igreja Ortodoxa na Bielorrússia seja um factor de união e de harmonia, nós Te pedimos Senhor!

ACORDAR RELIGIOSO
Como todos os países da ex-URSS, a Bielorrússia, muito secularizada na época soviética, vive desde 1990 um despertar religioso que prossegue ainda hoje. Já lá vai o tempo em que o chefe de Estado bielorrusso podia orgulhosamente proclamar-se “ortodoxo ateu” e mais de metade da população respondeu a uma sondagem recente de que Deus tem importância na sua vida. Mas este despertar não leva a uma prática religiosa numa determinada confissão e situa-se sobretudo ao nível identitário e moral.




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