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Sementes de Esperança

Junho de 2020

1 junho 2020
Junho de 2020
HONDURAS:
UM DESAFIO ENORME

Terra de missão durante muito tempo, as Honduras são confrontadas com uma violência e uma pobreza extremas. Para a jovem Igreja local, o desafio é enorme.

Superfície 112.492 km2
População 9.000.000 habitantes
Religiões Cristãos: 95,7 % | Agnósticos: 1,9 % | Outras: 2,4 %
Língua oficial Espanhol, línguas ameríndias


Santa Rosa de Copan, na fronteira com a Guatemala e El Salvador, é uma cidade a partir da qual um grande número de hondurenhos deixa o país, em direcção ao norte. Uma cidade onde a Igreja realiza um importante trabalho pastoral junto dos candidatos a partir e migrantes repatriados, centenas de pessoas que fracassaram entrar nos EUA. No Outono passado as caravanas de milhares de migrantes chamaram a atenção sobre este pequeno país de nove milhões de habitantes da América Latina.

“Todos os dias, muitas camionetas cheias de jovens deixam San Pedro (capital económica do país) pela estrada do norte. A maior parte vem das regiões mais pobres da província”, lamenta D. Angel Garachana, missionário espanhol que se tornou Bispo de San Pedro Sula e é o actual presidente da Conferência Episcopal. “As caravanas de migrantes não são uma novidade, mas uma lamentável realidade do quotidiano”, explica D. José Antonio Canales Motiño, Bispo de Danli, a mais jovem diocese do país, criada em 2017, e natural de San Pedro Sula. E continua, “Há quatro décadas que vemos dirigirem-se para os EUA pequenas caravanas de hondurenhos. Infelizmente, os inúmeros membros da caravana são jovens licenciados sem possibilidade de exercer as suas competências aqui, por falta de oportunidades profissionais.”

A Catedral de S. Miguel Arcanjo vela sobre Tegucigalpa, capital do país.

Nas Honduras são muitos os que procuram fugir do país para escapar à violência e à pobreza. Com efeito, o país é conhecido por ser um dos mais pobres e violentos. E com boas razões: 70% dos hondurenhos vive abaixo do limiar da pobreza, de acordo com o Banco Mundial, e a taxa de homicídios voluntários do país é a segunda mais elevada do mundo, excepto os países em guerra, segundo as estatísticas das Nações Unidas publicadas em 2016. Uma violência endémica à qual o Estado não parece ser capaz de dar uma resposta adequada, como por exemplo os maras, bandos armados nascidos em meados dos anos 90, que se desenvolveram por todo o país. Uma violência endémica à qual o Estado também parece não querer dar uma resposta firme. “Aquilo que prevalece nas Honduras é o uso do poder para enriquecer os indivíduos, as famílias e os grupos”, denuncia, sem rodeios, D. José Motiño, “o que desencadeia a violência, a emigração e a instabilidade social e política.”

Oração
Para que a pobreza e a violência tenham um fim nas Honduras e haja oportunidades de emprego digno para todos, nós Te pedimos Senhor!



RARAS VOCAÇÕES SACERDOTAIS
Independente desde 1821, este país evangelizado pelos franciscanos espanhóis no séc. XVI foi durante muito tempo terra de missão, ao contrário de outros países da América Central. Até 2014, a maioria dos bispos eram estrangeiros. Entre eles, há hoje dois espanhóis, um irlandês, dois malteses, um canadiano “muito impregnados da realidade do país” sublinha D. José Motiño, um dos quatro bispos hondurenhos.

Neste país, onde segundo o Barómetro Latino 2017 37% da população é católica, o que o torna o país da América Central com a menor percentagem de católicos, as vocações à vida sacerdotal são ainda raras. Em 2017, havia 436 sacerdotes e 200 seminaristas. Como o Papa Bento XVI sublinhou por ocasião da visita ad limina dos bispos deste país em 2018, “os leigos desempenham um papel significativo como catequistas e delegados da Palavra”. “Muito comprometidos, estes tornaram-se os pilares desta Igreja”, confirma D. José Motiño, “mas têm uma necessidade urgente da figura sacerdotal.”

Nas Honduras, os leigos desempenham um papel “significativo”.

Nos últimos 50 anos, a população passou de 2,5 milhões para 9 milhões de habitantes. O número de dioceses passou de duas para dez, das quais três foram estabelecidas depois de 2005, mas o pequeno número de sacerdotes e de leigos empenhados e formados não é suficiente para satisfazer as necessidades pastorais de uma população que não pára de aumentar. Para a Igreja deste país, que também enfrenta o proselitismo das seitas, o desafio é enorme.

Oração
Para que Deus conceda mais vocações sacerdotais entre o povo das Honduras, nós Te pedimos Senhor


FORMAÇÃO POLÍTICA
A Assembleia Anual dos bispos da América Central, que se realiza todos os anos num país diferente, em 2018 teve lugar nas Honduras, algumas semanas antes das JMJ no Panamá. No final do encontro, os bispos pediram para se “escutar, caminhar, formar” os jovens e se “promover a formação política dos Cristãos a fim de que actuem segundo os valores do Evangelho”.


ACN Portugal · Sementes de Esperança | Junho de 2020

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