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MAURITÂNIA: Apoio a 27 religiosas

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7 março 2022
MAURITÂNIA: Apoio a 27 religiosas
A Mauritânia é um dos países mais pobres do mundo e 90% deste país árido no noroeste da África situa-se na região deserta do Sara – uma região que se está a expandir de forma constante. Enquanto em 1960, quando o país ganhou a sua independência, cerca de 85% da população eram pastores nómadas que viviam dos seus rebanhos de gado, a região deserta tem vindo a expandir-se desde o início da década de 70 e, como consequência, muitos deles perderam o seu gado. O resultado é que cada vez mais pessoas estão a migrar das áreas rurais para as habitações precárias nas periferias das cidades. Entretanto, muitas regiões do extremo oeste, na costa Atlântica, estão a ser afectadas pela subida do nível do mar, o que está a tornar inabitáveis muitas áreas das cidades costeiras.

A população da Mauritânia de cerca de 4,8 milhões de pessoas é quase 100% muçulmana, e os meros 4000 cristãos católicos são praticamente todos estrangeiros. De facto, o próprio bispo, os seus sacerdotes e religiosas da única diocese do país provêm todos de cerca de 20 países europeus, asiáticos e africanos.



No entanto, as 27 religiosas da diocese não têm mãos a medir, trabalhando nas favelas das cidades e nas regiões rurais remotas e não desenvolvidas. Dão assistência a mães grávidas, doentes, migrantes, presos e deficientes; trabalham em escolas e noutros estabelecimentos de ensino e ensinam as mulheres – que não estão autorizadas a frequentar a escola – actividades práticas como tricotar e costurar, e também literacia básica. E também cuidam das muitas crianças desnutridas desta sociedade.

Apesar da crescente pressão da forte tendência islâmica no país, o trabalho da Igreja Católica é admirado e muito apreciado por muitos muçulmanos. Um amigo mauritano do Bispo católico do país, D. Martin Happe, embora seja muçulmano tem muitas recordações de infância felizes com as religiosas católicas. Ele lembra-se de como ele e os seus companheiros de brincadeira inventavam todo o tipo de dor e doenças imaginárias só para poderem bater à porta do convento de São José e pedir ajuda às irmãs. "Além de nos darem um penso, também nos davam sempre um copo de limonada", explica. E até hoje ainda se lembra dos nomes de todas as irmãs do convento.



O Governo mauritano também manifesta respeito pela Igreja Católica e pelo seu trabalho de caridade, mas não há disponibilidade de apoio financeiro. É por isso que apoiamos regularmente estas 27 religiosas e este ano fazemos um contributo de 29.700 € para o apoio da sua vida e do seu ministério.


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O vosso amor ...

Migalhas dadas com muito amor

"Agradecimento ao Senhor pelo amor que nos tem, pela fé e pela comunhão que existe entre os homens que sentem e vivem o sofrimento dos outros. As notícias que a Fundação AIS nos dá todos os meses, fazem-nos estremecer. O filme que nos é apresentado inquieta-nos, ajuda-nos a descobrir Jesus Cristo no outro, e como ele sofre, não tem pão, está doente, marginalizado, comercializado, transacionado como se fosse um objeto. O grupo dos amigos da AIS de Ribeira dos Frades envia mais um cheque que vai junto com as nossas orações, são migalhas dadas com muito amor. Pedimos ao Senhor da Messe que vos ilumine, que envie o seu Espírito sobre a AIS, seus dirigentes e benfeitores, e a todos os homens de boa vontade."

Um grupo de benfeitores de Portugal
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