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Histórias de Sucesso

SERRA LEOA: Estipêndios de Missa para os 40 sacerdotes da Arquidiocese de Freetown

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4 outubro 2020
SERRA LEOA: Estipêndios de Missa para os 40 sacerdotes da Arquidiocese de Freetown
Nos últimos anos, a Serra Leoa passou por muito sofrimento. Hoje, ainda são evidentes as consequências da sangrenta guerra civil que se prolongou entre 1991 e 2002, com a perda de inúmeras vidas humanas e devastando grande parte das infraestruturas do país. A economia foi totalmente destruída e mais de 70% dos 7 milhões de habitantes do país vivem hoje na pobreza. A epidemia de Ébola de 2014 e uma série de graves catástrofes naturais só agravaram ainda mais a situação. E agora, em 2020, também surgiu a pandemia do coronavírus, que dificultou ainda mais a vida às pessoas, especialmente dada a terrível pobreza que já existe no país.

Como sempre, em situações tão graves, é a Igreja Católica que está mais uma vez ao lado do povo. Há mais de cem anos que a Igreja apoia os fiéis do país, não apenas pastoralmente, mas também de formas muito práticas, como prestando cuidados médicos básicos, alimentando os famintos, prestando ajuda ao desenvolvimento e acompanhando as famílias em todas as suas necessidades. Ela é particularmente activa no domínio da educação. Até muito recentemente, as escolas Católicas eram os únicos centros educativos existentes na Serra Leoa, e isto apesar de 78% da população ser Muçulmana. A Igreja Católica é muito respeitada pelo povo pelas suas muitas obras de caridade, e pelo facto de ajudar todas as pessoas, independentemente da sua religião ou etnia.

Ao mesmo tempo, porém, a Igreja não pode negligenciar a sua principal missão de proclamar o Evangelho e administrar os Sacramentos. Escusado será dizer, no entanto, que as muitas actividades em que a Igreja está envolvida têm um custo. E como a igreja local é extremamente pobre, há uma necessidade urgente de apoio financeiro do exterior.

Esta é a situação na Arquidiocese de Freetown, a capital. Também aqui, os 40 sacerdotes da Diocese estão a ajudar as pessoas nas suas necessidades espirituais e materiais. Muitos deles estão a trabalhar em paróquias onde não há nem electricidade nem água corrente, nem veículos nem outros meios de comunicação. A própria arquidiocese é muito pobre e não pode ajudar os seus sacerdotes com o financiamento de que realmente precisam. E a pandemia do coronavírus só piorou as coisas. Por agora, todas as Missas foram suspensas, e mesmo a pouca ajuda que se recebia com a colecta também ficou suspensa. E assim, para ajudar a Igreja local, a AIS decidiu apoiar os 40 sacerdotes da arquidiocese com estipêndios de Missa, num total de 17.160 Euros – ou cerca de 430 Euros por cada padre – durante todo o ano. Os sacerdotes celebrarão estas Santas Missas pelas intenções dos benfeitores que fizeram estes pedidos de celebração de Missas.

A oferta de Missa, ou estipêndio, como também é conhecido, é um presente oferecido livremente pelos fiéis como gesto de gratidão, de amor e apoio material ao padre, que em troca oferece o Santo Sacrifício da Missa pelas intenções do benfeitor – pela alma de um parente falecido, por exemplo, ou por uma pessoa doente, ou por uma intenção particular conhecida apenas pelo benfeitor. Como a Lei Canónica da Igreja Católica deixa absolutamente claro, a oferta não é, em nenhum sentido, um "pagamento" para a celebração da Missa. No entanto, em muitas partes do mundo, tais ofertas representam um contributo vital para o apoio à sobrevivência dos nossos sacerdotes, que, de qualquer modo, não as utilizam apenas para si, mas também para as necessidades mais amplas do seu povo.

O Padre Emmanuel é um dos padres da Serra Leoa que receberam estes estipêndios de Missa e escreveu-nos dizendo: "Todos os dias, durante a crise, tive de sair depois da Oração da Manhã, para trabalhar com os pescadores para ganhar o meu pão de cada dia. A minha igreja é perto da praia. Estou muito agradecido pelos estipêndios de Missa que nos enviaram. Que o Senhor continue a abençoá-los abundantemente!.


O nosso profundo agradecimento a todos os nossos benfeitores!

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