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PAQUISTÃO: Volte-face no processo de Maira Shahbaz

7 agosto 2020
PAQUISTÃO: Volte-face no processo de Maira Shahbaz

A campanha para libertar uma menina cristã de 14 anos das garras de um homem que a raptou e a manteve refém em sua casa no Paquistão caiu por terra depois do Supremo Tribunal de Lahore ter decidido inesperadamente em seu favor.

Na passada terça-feira, 4 de Agosto, o juiz Raja Muhammad Shahid Abbasi revogou a decisão da semana passada da autoridade judicial do distrito de Faisalabad, que ordenava que Maira Shahbaz fosse retirada da casa de Mohamad Nakash e colocada num abrigo para mulheres e meninas, aguardando novas investigações.

Nakash alegou ter-se casado com Maira mas, apesar das evidências invalidarem a certidão de casamento e demonstrarem que ela é menor de idade, o Supremo Tribunal de Lahore decidiu a seu favor, afirmando que a adolescente se converteu ao Islão.

Testemunhas afirmaram que Maira estava em lágrimas no tribunal na passada terça-feira e depois disso a sua mãe, Nighat, claramente angustiada, se recusou a falar com a AIS, que tem acompanhado o caso de perto.

A amiga da família e activista Lala Robin Daniel disse: “Com esta decisão, nenhuma menina cristã no Paquistão está segura.” O advogado Khalil Tahir Sandhu, que representou Maira no tribunal, disse à ACN: “É inacreditável. Aquilo a que assistimos ontem é um julgamento islâmico. Os argumentos que apresentámos eram muito fortes e convincentes."

No tribunal, Tahir Sandhu detalhou 11 argumentos em apoio ao seu cliente, o principal dos quais envolve uma certidão de nascimento oficial demonstrando que Maira tinha apenas 13 anos em Outubro passado, mês do suposto casamento com Nakash. Tahir Sandhu também argumentou que a certidão de casamento foi falsificada, citando evidências que denunciam o documento fornecido pelo clérigo muçulmano cujo nome aparece no documento.

O advogado também citou uma lei estadual do Paquistão para demonstrar que, como Maira é menor de idade, só pode mudar de religião com a permissão da mãe.

Tahir Sadhu afirmou: “Fiquei tão aborrecido com o desenrolar do processo que temi ser convidado a deixar a sala do tribunal”. O advogado disse que apelará da decisão, primeiro no Supremo Tribunal de Lahore e, se isso falhar, no Supremo Tribunal do Paquistão.


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