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NÍGER: Fundação AIS pede ao governo italiano “empenho” na libertação do Padre Pier Luigi, sequestrado há dois anos

18 setembro 2020
NÍGER: Fundação AIS pede ao governo italiano “empenho” na libertação do Padre Pier Luigi, sequestrado há dois anos
O Padre Pier Luigi Maccalli foi sequestrado há dois anos. Assinalou-se ontem a data do desaparecimento forçado deste sacerdote italiano da Sociedade das Missões Africanas. Na noite de 17 de Setembro de 2018, o Padre Pier Luigi foi raptado por jihadistas quando se encontrava na sua paróquia em Bomoanga, na diocese de Niamey, no Níger.

A data do desaparecimento foi assinalada pela Fundação AIS de Itália, que fez publicar uma fotografia do missionário numa página inteira do jornal Avvenire, onde pedia o “empenho renovado” do governo na sua libertação.

Afirmando que se está a verificar um “esquecimento quase total” sobre a situação deste cidadão, o secretariado italiano da Fundação AIS pede a intervenção do governo “para que” o Padre Pier Luigi Maccalli “possa regressar o mais depressa possível” ao convívio da família e da sua “comunidade de fiéis e de confrades”.

Ninguém sabe se encontra onde o Padre Pier Luigi, apesar de, no passado mês de Abril, ter sido revelado através de um jornal online, “Air Info Agadez”, um pequeno vídeo onde surge ao lado de outro refém.

Em apenas 24 segundos, os dois homens apresentam-se no que foi entendido como uma prova de vida para um eventual processo negocial para a respectiva libertação. “O meu nome é Pier Luigi Maccalli, sou de nacionalidade italiana e hoje é o dia 24 de Março”, diz o padre no vídeo. O outro refém, também italiano, diz apenas o seu nome, “Nicola Chiacchio”.



Horas depois da divulgação desse vídeo, o irmão do Padre Pier Luigi, o também missionário Walter Maccalli, manifestou a sua alegria num breve depoimento que enviou para a Fundação AIS em Lisboa. “É uma grande notícia e estamos felizes e ficamos à espera que tudo possa terminar bem.”

Nessa mensagem, o Padre Walter afirmou que foi apanhado de “surpresa” após ter passado “muito tempo sem se saber de nada” sobre o irmão.

Sem informações adicionais, o Padre Walter acrescentou ainda que pouco mais resta fazer do que “continuar a rezar e esperar para que possamos mesmo nos encontrar fisicamente e viver verdadeiramente esta alegria de que estamos à espera há muito, muito tempo”.

O sequestro do Padre Pier Luigi é revelador do clima de perseguição contra a comunidade cristã que se está a viver no Níger – mas igualmente em outros países da região –, por causa dos ataques de grupos jihadistas.

Sinal dessa instabilidade, em Agosto, a Fundação AIS dava conta do ataque à aldeia de Djaheli, situada a 18 quilómetros de Bomoanga – o local onde se deu o sequestro do Padre Pier Luigi –, perto da fronteira com o Burkina Faso. Os habitantes de Djaheli foram ameaçados caso não se convertessem ao Islão.

O Padre Mauro Armanino, missionário da Sociedade das Missões Africanas, explicou na ocasião, em declarações à Agência Fides, que “a mensagem dos agressores, supostos ‘jihadistas’ e que há muito se instalaram na região”, não deixava margem para dúvidas. Caso não se verificasse a conversão das populações ao Islão e a destruição do edifício da igreja, “a aldeia seria arrasada”.

A insegurança que se vive nesta região de África é muito grande. Calcula-se que, só na zona fronteiriça com o Burkina Faso, “os deslocados internos ultrapassam um milhão de pessoas”, diz ainda o padre Armanino.

PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

Comentários

Total de 1 Comentário(s)
MARIA LUISA ORNELAS

Rezo pelo padre Macalli e pela irmã Glória Cecilia , todos os dias na hora da misericórdia, desde que a ais deu a notícia, há mais de um ano. Fiquei feliz por o saber vivo e vou rezar ainda com mais perseverança... Deus os abençoe e proteja.

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