Fundação de Ajuda à Igreja que Sofre - Fundação AIS
Rua Professor Orlando Ribeiro, 5D 1600-076 Lisboa, Portugal
(+351) 217544000 apoio@fundacao-ais.pt Fundação AIS 1995
Lisboa
https://fundacao-ais.pt/uploads/seo/big_1585926010_1526_logo-jpg
15 10
505152304

Notícias

MOÇAMBIQUE: Situação muito grave na região de Macomia, com combates entre grupos armados e exército

31 maio 2020
MOÇAMBIQUE: Situação muito grave na região de Macomia, com combates entre grupos armados e exército
Agrava-se a situação no norte de Moçambique, com o pânico generalizado das populações em fuga, incluindo elementos da Igreja, por causa dos combates que, desde a passada quinta-feira, têm tomado conta da vila de Macomia e de outras localidades como Mocímboa da Praia, Quissanga e Muidumbe, todas situadas na província de Cabo Delgado.

A situação é muito preocupante, com relatos de casas em chamas, grupos armados espalhados em simultâneo por diversos bairros e vilas e confrontos com unidades das Forças de Segurança.

Além das populações em fuga, e há relatos dramáticos de pessoas que fizeram dezenas e dezenas de quilómetros a pé pelo mato, também os elementos da Igreja Católica se viram forçados a abandonar a vila de Macomia na passada sexta-feira, dirigindo-se para “locais mais seguros”.
Os grupos armados que têm vindo a espalhar a violência e destruição na província de Cabo Delgado reivindicam pertencer ao Daesh. O Bispo de Pemba, D. Luiz Fernando Lisboa, relatou à Rádio Vaticano a amplitude desta ofensiva terrorista. “[Eles] atacaram várias aldeias próximas de Macomia e também a vila em simultâneo. E na vila, vários bairros. Havia casas a arder.”

O relato do bispo é expressivo sobre as consequências desta ofensiva terrorista: “O povo todo fugiu para a mata”. Apesar da resposta das Forças de Segurança, que desta vez fizeram frente aos chamados “insurgentes”, o Bispo de Pemba reconhece que a situação no terreno tende a agravar-se.

Para já, independentemente da evolução dos combates, a crise humanitária é cada vez mais evidente. “A tendência é para piorar”, diz o Bispo. “As pessoas estão a abandonar as casas. Nós recebemos, em Pemba, pessoas que andaram todo o dia na mata…”

Entretanto, as autoridades decretaram este fim-de-semana um prolongamento do estado de emergência até ao dia 19 de Junho. D. Luiz Fernando Lisboa compreende as razões, que se prendem com a pandemia do coronavírus – Cabo Delgado é a região de Moçambique mais atingida pelo Covid19 – mas também pela necessidade de se combater com mais eficácia os grupos armados.

Só que prolongar o estado de emergência vai fazer aumentar a agonia de um povo que vive tempos profundamente difíceis. “Nós vemos [o prolongamento do estado de emergência]com muita preocupação, porque as pessoas são muito pobres, precisam de sair para ir trabalhar, para trazer comida, pão…”

PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

Comentários

Deixar um comentário
Os campos assinalados com * são de preenchimento obrigatório.

Observatório do país

Os cookies ajudam-nos a oferecer os nossos serviços. Ao utilizar a nossa página, concorda com a nossa política de cookies.
Saiba Mais