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IRAQUE: Governo regional deve investigar roubo de casas e de terras de cristãos, defende presidente do Curdistão

26 outubro 2020
IRAQUE: Governo regional deve investigar roubo de casas e de terras de cristãos, defende presidente do Curdistão
O gabinete de Nechirvan Barzani, presidente da Região Autónoma do Curdistão Iraquiano, deu instruções ao executivo regional para a criação de uma comissão para “examinar, documentar e julgar as expropriações ilegais sistemáticas de terras e casas” pertencentes à comunidade cristã durante os últimos anos, com especial incidência na região de Dohuk.

Esta decisão é uma resposta às queixas de diversas entidades, nomeadamente o Comité Independente de Direitos Humanos que apresentou, no final do mês de Julho, um pedido no sentido da criação de um órgão, com representatividade junto de diversos ministérios do governo regional, para tratar do problema da ocupação abusiva de propriedades pertencentes à minoria cristã.

Segundo a agência de notícias Fides, o trabalho da comissão terá como objectivo “sancionar os abusos sofridos por proprietários cristãos durante os anos em que toda a região norte do Iraque viveu a dramática experiência da invasão do Daesh”, e criar, em simultâneo, “as condições para que o fenómeno não se venha a repetir”.

A criação de condições para o regresso dos cristãos a suas casas e a devolução efectiva dos seus bens tem sido uma preocupação Igreja local.

Ao todo, durante estes anos, em resultado da violência jihadista, 1225 fiéis foram assassinados no Iraque, e 120 mil foram obrigados a fugir, abandonando tudo o que tinham em Mossul e na Planície de Nínive, tendo sido forçados a viver em campos de refugiados em condições extremamente difíceis, e sem que o governo central, de Bagdade, os auxiliasse correctamente.

Durante este período de tempo, em consequência da guerra e de actos de vandalismo, quase seis dezenas de igrejas foram bombardeadas ou destruídas. Outra consequência trágica para os cristãos foi a perda das suas propriedades.

As ocupações ilegais de casas e propriedades pertencentes a famílias cristãs ocorreram principalmente quando a região começou a ser libertada do jugo jihadista, a partir de 2016.

Calcula-se que quase 23 mil propriedades de cristãos, Yazidis e de outras minorias tenham sido como que expropriadas por “máfias” locais. Depois da tragédia que foi o ataque dos grupos jihadistas às terras bíblicas iraquianas, o sofrimento dos cristãos parece não ter um fim à vista.

Desde 2014, a Fundação AIS, tem apoiado a nível internacional os cristãos iraquianos em áreas essenciais como a alimentação e educação, mas também na reconstrução de casas, de igrejas e de outros edifícios pertencentes à comunidade.

PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

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