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IRAQUE: Um farol para Qaraqosh

6 agosto 2020
IRAQUE: Um farol para Qaraqosh
Seis anos após a invasão do Daesh, o restauro da igreja alimenta a esperança cristã.

A 6 de Agosto de 2014, o Daesh conquistou e arrasou as comunidades de cristãos da Planície de Nínive, ao norte e leste de Mossul. Cerca de 120.000 cristãos tiveram de fugir do dia para a noite. Qaraqosh, a cerca de 30 km a leste de Mossul, era a maior cidade cristã do Iraque. Depois das forças iraquianas e seus aliados conseguirem às ruínas das suas cidades de origem. De acordo com os dados mais recentes publicados pela Comissão para a Reconstrução de Nínive (NRC), quase 50% das 11.111 famílias cristãs residentes antes da invasão do Daesh regressaram a Qaraqosh.

No sexto aniversário desta "noite sombria" para o Cristianismo iraquiano, há outros vislumbres de luz e esperança. Um farol de luz e esperança é, sem dúvida, o trabalho para a reconstrução da Grande Igreja Sírio-Católica de Al-Tahira (Igreja da Imaculada Conceição), apoiada pela Fundação AIS, um dos principais parceiros dos programas de construção e reconstrução das comunidades cristãs locais na Planície de Nínive.

“Esta igreja é um dos centros mais importantes da Igreja Católica. O ataque do Daesh à cidade provocou muita destruição e devastação. A igreja ficou muito danificada, queimada e foram saqueados objectos de valor e móveis. A torre do relógio da igreja foi dinamitada, o relógio ficou inutilizado e várias pinturas e objectos religiosos ficaram muito danificados”, explica o Pe. Ammar Yako, que supervisiona o trabalho de restauro de Al-Tahira.

O pátio da igreja tinha uma réplica da gruta de Lourdes. Durante a ocupação do Daesh, de Agosto de 2014 a Outubro de 2016, foi utilizado como campo de tiro. Ainda se podem ver buracos de balas nas paredes. Em 2016, quando o Daesh fugiu, foram queimados manuscritos e livros de oração dentro da igreja.

“Os móveis da igreja eram muito valiosos, assim como uma cruz de prata pura que se crê que continha um pedaço da cruz de Jesus, que pode ter sido roubada pelos terroristas. Uma pintura célebre e inestimável da Virgem Maria foi completamente queimada e destruída. Ataques com mísseis, operações de sabotagem e até as condições as climatéricas conspiraram para ajudar a destruir a igreja.”

O Pe. Yako explica o profundo significado por trás do trabalho: “A reconstrução da Igreja da Grande Tahira está a incentivar os Cristãos a permanecer aqui. A igreja, dedicada à Imaculada Conceição em 1947, foi construída mesmo ao lado do local de uma antiga igreja síria-católica com o mesmo nome. É o fruto do trabalho e das contribuições dos seus pais e avós. Todos os Cristãos aqui sentem que a igreja faz parte do seu sangue, da sua história e da sua herança”, afirmou o Pe. Yako. De facto, construída entre 1932 e 1948, os agricultores doavam todos os anos parte das suas colheitas para tornar isso possível.

“Muitos cristãos sentiram-se frustrados e magoados quando, ao voltar do exílio no Curdistão, viram a sua igreja destruída e queimada. Quando os trabalhos começaram, eles encontraram a esperança de poder voltar a rezar na igreja, e de que a santidade e beleza daquele lugar melhorassem a vida da comunidade.”

A Fundação AIS está a co-financiar o restauro da Igreja de Al-Tahira, a maior igreja síria-católica do Médio Oriente. Em 2018, o edifício teve de ser encerrado ao culto e às celebrações religiosas para não colocar em risco a segurança dos fiéis.

O Pe. Yaako também deixou uma mensagem aos benfeitores da ACN: “Embora atrasadas pelo coronavírus, as obras nas colunas da igreja, no telhado e na cúpula continuam e, em seguida, seguir-se-ão as obras no vestíbulo e mais tarde na torre. Também estamos a reconstruir o altar. Agradecemos a todos os que contribuem para o restauro de Al-Tahira. Que em breve, no seu interior, ressoem as orações dos fiéis!

Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

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