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HAITI: Nem a Igreja escapa à violência que está a atingir o país, com dezenas de pessoas sequestradas todos os dias

13 janeiro 2021
HAITI: Nem a Igreja escapa à violência que está a atingir o país, com dezenas de pessoas sequestradas todos os dias
A Irmã Dachoune Sévère, que pertence à congregação das Pequenas Irmãs de Santa Teresa do Menino Jesus, foi sequestrada “por bandidos armados” na cidade de Delmas na passada sexta-feira, 8 de Janeiro, e foi libertada já na noite de domingo, dia 10, na capital do país.

A sua libertação foi saudada pelo secretário-geral da Conferência dos Religiosos do Haiti, tendo o Padre Gilbert Peltrop agradecido “a todos aqueles que rezaram” pela irmã Sévère. Ainda recentemente, a 10 de Novembro, o Padre Sylvain Ronald, dos Missionários de Sheut, foi também sequestrado tendo a sua libertação ocorrido três dias mais tarde. Estes casos são reveladores do caos em que se encontra a sociedade haitiana.

Segundo a agência Fides, que cita o missionário redentorista Padre Renold Antoine, haverá todos os dias “dezenas de casos” de sequestros na zona de Port au Prince, a capital haitiana. “Até ao momento, as autoridades estaduais nada fizeram para impedir esta onda que semeia medo e luto entre a população haitiana”, diz o sacerdote.

No último domingo de Dezembro, a Conferência Episcopal do Haiti publicou uma mensagem de Natal em que descreve um país à beira da ruptura. Os Bispos falam no “agravamento da situação”, com cada vez mais casos de “violência, miséria e insalubridade”, e apontam o dedo “à proliferação de sequestros, banditismo, violações, assassinatos e barbárie que semeiam terror, morte e luto”.

Em Outubro de 2019 a Fundação AIS denunciava este aumento da violência, arrastada pela subida do custo de vida e a escassez de alimentos no Haiti. D. Désinord Jean, Bispo de Hinche, descrevia um país que enfrentava manifestações cada vez mais violentas face à inoperância da classe política.

As palavras do prelado, falando ao telefone com a Fundação AIS, não escondiam a dimensão do caos. “As pessoas não podem sair para a rua. Estamos trancados em casa. Todas as estradas estão bloqueadas, mesmo em casos urgentes, ambulâncias ou viaturas de emergência não podem circular. Não temos combustível. Os mercados não funcionam. Todas as escolas foram encerradas. Esta situação afecta todo o país.”

O Haiti, um dos mais pobres países do mundo, enfrenta um nível de desemprego brutal, na ordem dos 80%, sendo que grande parte dos que não conseguem trabalho são jovens, o que faz aumentar ainda mais o sentimento de frustração da população.

“A pobreza extrema tira toda a esperança”, dizia D. Désinord, apelando à solidariedade dos cristãos em todo o mundo através da Ajuda à Igreja que Sofre. “Quero agradecer à AIS e a todos os seus benfeitores pelo apoio ao Haiti ao longo dos anos. Têm sido muito generosos e sabemos que amam o nosso país. Agora precisamos das vossas orações. Por favor, rezem por nós… Este país está a morrer. Sabemos que Deus está connosco, mas, às vezes, podemos sentir-nos desencorajados. Precisamos de sentir o apoio das vossas orações. ”

PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

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