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BURQUINA FASSO: “Foi aterrador. Mataram 14 pessoas frente à Igreja”, diz padre após ataque na Diocese de Nouma

11 julho 2022
BURQUINA FASSO: “Foi aterrador. Mataram 14 pessoas frente à Igreja”, diz padre após ataque na Diocese de Nouma
Bourasso, uma aldeia na Diocese de Nouma, no noroeste do Burquina Fasso, foi palco do mais recente ataque terrorista neste país africano. No domingo, 3 de Julho, homens armados entraram na aldeia já de noite, transportando-se aos pares, em motos, e dispararam sem contemplações para as pessoas que estavam reunidas em frente ao largo da igreja.

Os terroristas já tinham estado na aldeia durante a tarde, mas nada fizeram então. Regressaram de noite e dispararam a matar, sem contemplações. “Foi aterrador”, descreve o sacerdote que, por questões de segurança, não pode ser identificado. “Mataram 14 pessoas em frente à igreja”, acrescenta este padre que está colocado actualmente na paróquia da catedral de Nouna, situada a cerca de 20 km de Bourasso. “Depois, foram para o centro da povoação e mataram outras 20 pessoas, entre eles muitos cristãos e seguidores da religião tradicional africana.”

É difícil apurar quantos terroristas atacaram a aldeia de Bourasso, mas terão sido, seguramente, “várias dezenas”, diz este sacerdote que escapou, ele próprio, de uma emboscada no dia 9 de Maio. “Estamos aterrorizados... todas estas pessoas não têm nada a ver com política ou com estes grupos terroristas. São atacadas quando não têm nada com que se defender. É uma confusão total”, afirma o padre: “Estou realmente muito triste... conhecia quase todas as vítimas”, acrescentou.

Um dos habitantes da aldeia contou que os terroristas foram a sua casa e obrigaram dois dos seus familiares a sair. Depois, mataram-nos. “Cortaram-lhes a garganta antes de partirem. Foi angustiante. Entrei em pânico pensando que eles iriam voltar e levassem o resto da minha família…”

Na manhã do ataque, no domingo, 3 de julho, a Diocese de Nouna havia celebrado uma Missa de Acção de Graças pela ordenação, no sábado, no dia anterior, de dois dos seus sacerdotes, assim como de agradecimento pelos sete anos de dedicação de um catequista que vive em Bourasso. Horas depois dessa Missa, a aldeia iria ser palco de um verdadeiro massacre. Dois dos irmãos do catequista seriam assassinados pelos terroristas.

Esta é uma situação extrema. A ameaça é permanente, mas a coragem dos Cristãos parece tudo suportar. "Apesar de tudo, não perdemos a esperança. Temos a coragem para viver os dias que Deus nos dá. Aqui, quando acordamos, sabemos que estamos vivos, mas não sabemos se ainda estaremos vivos à noite…”, disse, em conclusão, o sacerdote à Fundação AIS.

A Fundação AIS apoia a Igreja do Burquina Fasso que está a viver um dos momentos mais duros face à insurreição jihadista no continente africano. Só no ano passado, foram apoiados 75 projectos, que vão desde o auxílio às vítimas da violência, aos deslocados, com especial ênfase na questão do trauma, mas também às rádios da Igreja, para que as comunidades partilhem informação, e ao trabalho pastoral, em especial também junto dos deslocados, das populações forçadas a fugir de suas casas, das suas aldeias.



PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

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