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Refugiados Nigéria - Vidas nas nossas mãos...

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1 novembro 2021
Em Pulka, no campo de deslocados internos, há mais de 30 mil pessoas que vivem em condições sub-humanas
Em Pulka, no campo de deslocados internos, há mais de 30 mil pessoas que vivem em condições sub-humanas

Nos três estados mais afectados da Nigéria - Borno, Adamawa e Yobe - 1,8 milhões de pessoas - cristãos e muçulmanos foram deslocados internamente e as violações dos direitos humanos são noticiadas todos os dias. Desde 2009, mais de 30.000 pessoas foram mortas e mais de 2.000 mulheres e raparigas raptadas.  

A Diocese de Maiduguri, no estado de Borno, não é apenas o local de origem do grupo terrorista Boko-Haram, mas também o mais atingido pelos seus ataques. Aqui, foram destruídas mais de 200 igrejas, 25 escolas, 3 hospitais, 3 mosteiros e casas. Alguns deles foram reconstruídos com a ajuda da Fundação AIS.

Apesar de ainda ter havido muitos ataques no final de 2019 e início de 2020, a situação parece estar um pouco mais calma agora. Muitos refugiados dos Camarões estão a tentar regressar às suas aldeias. Isto nem sempre é possível, seja por razões de segurança ou porque as aldeias foram completamente destruídas.

Nas últimas semanas de Agosto de 2021, o Governo do Estado de Borno pediu aos membros do Boko Haram que entregassem as suas armas e se rendessem. Esta medida foi fortemente apoiada pelos soldados, que têm fome e querem que os combates terminem. De acordo com alguns jornais, cerca de 3.000 ex-terroristas já se renderam. A veracidade do seu arrependimento é duvidosa. Além disso, não será fácil reintegrá-las nas aldeias, mesmo que o governador diga que sim, porque a destruição e o sofrimento criados pelo Boko Haram é tão grande, que o perdão, a cura e a reintegração será um processo moroso e difícil.



A maioria das pessoas afectadas são mulheres e crianças. Muitas testemunharam a cruel morte dos seus maridos e filhos. Muitas foram violadas e exploradas. Algumas tiveram filhos dos terroristas, outras foram usadas como bombistas suicidas. Todas estas provações deixaram a sua marca. As vítimas revelam sinais de exaustão, sofrem de depressão e stress pós-traumático.

Em Pulka, a cerca de 100 km de Maiduguri, há mais de 30.000 deslocados internos. Vivem em condições sub-humanas. 

Uma mulher, com o olhar assustado, contou à Fundação AIS que “à noite, quando durmo, a maioria das vezes sonho que estou a ser atacada. Sempre que a noite chega, fico com muito, muito medo do Boko Haram.” Apesar de tudo, a fé destes homens e mulheres é inabalável.



Os Católicos estão principalmente instalados num dos quatro campos existentes, o “campo Alfa”, perto da Paróquia de São Paulo. O Pe. Christopher, o pároco que aí apoia estes milhares de deslocados, estima que existam cerca de 14.000 católicos, incluindo 9.000 crianças. “O problema da falta de água é muito sério”, diz-nos. Muitas vezes, as pessoas têm de percorrer um longo caminho para ir buscar água. Mas esta água não é potável, por isso, muitas pessoas adoecem e morrem de cólera.

A Fundação AIS pretende construir um furo, em Pulka, que funcionará com painéis solares, com água potável acessível aos quatro campos de refugiados e que permitirá:

- reduzir as dificuldades e o perigo de ataques que as pessoas enfrentam quando têm de viajar para longe para ir buscar água

- fornecer água de boa qualidade e, assim, reduzir os casos de doenças

- Além disso, uma vez que este furo servirá não só os fiéis católicos, mas também outros cristãos e muçulmanos que vivem na comunidade, ele contribuirá inclusivamente para promover a paz e a evangelização.

Actualmente, o Padre Christopher é o único sacerdote em Pulka. Também não há irmãs para ajudá-lo. Antes de 2014 havia várias congregações, mas partiram por causa da perseguição. A maior parte do trabalho pastoral é feito pelos catequistas. A Paróquia de São Paulo tem 23 catequistas, 18 em Pulka e 5 nos Camarões. Na verdade, ainda há muitos refugiados nos Camarões. O Padre Christopher estima o seu número em 2.000. 

O Padre Christopher explica que os catequistas são "soldados da fé, mantendo viva a fé das pessoas. Posso contar com eles para tudo”. Muitos deles dependem unicamente da diocese para o seu sustento. Não é fácil para a diocese garantir a subsistência destes evangelizadores e das suas famílias.

O Bispo Oliver Doeme Dashe pede o nosso apoio para os ajudar a desenvolver uma pequena empresa agrícola para poderá apoiar as suas famílias.

→ A nossa ajuda concreta

14.000€

Furo para fornecer água potável, em Pulka
27.500€

Apoio a 23 catequistas na Paróquia de São Paulo, em Pulka
46.000€
Reconstrução da residência paroquial incendiada pelo Boko Haram, na Paróquia de São Paulo, em Pulka






> A Padre Christopher e os seus catequistas fazem verdadeiros milagres junto destes milhares de refugiados na Nigéria. Vamos ajudar?


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CONTEXTO NIGÉRIA

Os refugiados em Pulka pertencem à tribo Mandala, que, antes das extorsões do Boko Haram, vivia em pequenas aldeias ao lado de Pulka, a 20 km da fronteira com os Camarões. Graças ao trabalho dos missionários, uma parte significativa desta gente converteu-se ao Cristianismo. Em 2013, quando o Boko Haram chegou à região, muitos deles tiveram de se converter ao Islão. Outros decidiram fugir para as montanhas circundantes: "É melhor morrer do que a conversão!". Ficaram lá durante vários meses e, quando os combates se aproximaram, cruzaram a fronteira com os Camarões e instalaram-se em campos na Diocese de Maroua-Mokolo, onde ficaram de Agosto de 2014 a Maio de 2017. Foram ajudados pela ONU com comida, medicamentos e pela Igreja local.

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