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MOÇAMBIQUE: No coração do Islão em Pemba, o Pe. Roca sonha com uma nova Igreja

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1 fevereiro 2022
No coração do Islão em Pemba, o Pe. Roca sonha com uma nova Igreja

O Pe. Eduardo Roca de Oliveira estava comovido. A voz chegou a tremer um pouco quando procurou responder, com a câmara de filmar ligada, o que estava ali a fazer. “Sou uma presença de Deus, uma presença pobre… mas uma presença da Sua misericórdia e do Seu acolhimento.”

É um padre católico em Mahate, no meio do bairro que é o coração do Islão na cidade de Pemba. Mahate estende-se ao longo de uma estrada poeirenta e é o retrato da pobreza da cidade, da região. Quando chegou, a missão católica não tinha padre. Apenas as irmãs beneditinas eram ali o rosto escasso de uma presença que, no entanto, chegou a ser pioneira. Foi neste bairro que os padres monfortinos abriram no final da década de quarenta do século passado a primeira missão quando chegaram a Pemba. “E Pemba era, toda ela, uma cidade muçulmana há mais de mil anos…” E foi também ali, no meio das ruas poeirentas de Mahate que nasceu a semente do terrorismo que levou Cabo Delgado até às bocas do mundo. “Foi aqui que, de algum modo se preparou e surgiu a insurgência destes grupos terroristas do norte.”

O Pe. Eduardo chegou a Mahate em 2012, e não havia ali nenhuma família cristã. No auge dos ataques terroristas, no final do ano 2020, a situação de insegurança tornou-se preocupante. “Os ataques terroristas estavam cada vez mais próximos e sobretudo depois do ataque a Palma, que oi especialmente trágico, a embaixada de Espanha pediu-me e a todos os espanhóis para abandonarmos a região indo para zonas mais seguras, para Nampula ou até mais para o sul. Fui directamente confrontado mas respondi logo que não. ‘Como é que abandono esta comunidade que é praticamente a minha família’? Nestes 10 anos, criei laços, criei família, criei comunidade.” E ficou. “Se fosse embora seria até uma traição ao povo, à minha missão, uma traição a Jesus!”

O SONHO DA NOVA IGREJA


No coração do Islão em Pemba, o Pe. Roca sonha com uma nova Igreja Uma das razões que o terá levado também a ficar era o desejo de ver construída uma nova igreja, um novo espaço que acomodasse tudo aquilo que estava a ser feito por ali na promoção daquelas populações tão desafortunadas.

Desde há quatro anos que ao lado da antiga capela dos padres monfortinos está a nascer agora, com o apoio da Fundação AIS, um novo espaço para a comunidade cristã local. É uma ousadia.

“O Bispo disse-me que estava a desafiar o Espírito Santo, pois tinha começado a construir sem ter como terminar a obra… Ele faz essa piada comigo e de facto tem sido assim.”

A importância desta nova igreja vai para além das palavras de circunstância que se possam dizer. O padre Eduardo tem sido um dos militantes do diálogo inter-religioso e sente que é por ali, no meio de um bairro como Mahate, que se pode passar das intenções das palavras às acções concretas. “Pensai que estamos a construir uma igreja católica no meio de sete mesquitas, onde a presença cristã está mais na periferia…”

É uma ousadia de quem quer transformar a Igreja, a presença da Igreja num lugar de acolhimento, num lugar da misericórdia de Deus. O padre Eduardo não tem tempo para pensar no perigo. O pior talvez já tenha passado. Mas nunca se sabe. Há muito a fazer por ali, junto das populações locais, junto do povo de Mahate que se transformou na verdadeira família deste sacerdote de 53 anos de idade… “É preciso dar testemunho da presença de Cristo no meio de todos…”

> O Pe. Eduardo conta com a ajuda dos benfeitores da Fundação AIS para ver cumprido o seu sonho.

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A IGREJA É AMOR NO MEIO DO SOFRIMENTO!

Durante este tempo de guerra, a Fundação AIS tem vindo a ajudar Moçambique com projectos que permitem à equipa missionária trabalhar e continuar a socorrer as vítimas. Mas é importante continuar a levar Deus também através da construção e reconstrução de igrejas, através dos meios de transporte para chegar a todas as comunidades, através do envio de literatura religiosa, através da formação de leigos, padres e irmãs, através da ajuda de subsistência... porque no meio de tanto sofrimento, Deus é Amor!

Esta é a nossa missão junto dos nossos irmãos em Moçambique… somos a mesma Igreja que chora com os que choram, que está presente junto dos que perderam o pouco que tinham e que se alegra com os seus sorrisos de agradecimento. E ‘obrigado’ é de facto a palavra que mais escutámos e que cada uma destas pessoas quer transmitir a todos os benfeitores da Fundação AIS: Kanimambo!
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Francisco Faustino, o Chico, perdeu tudo…Mas a pior perda foi a do seu filho mais velho, degolado pelos jihadistas. Vive agora como refugiado em Pemba. Com a ajuda da Fundação AIS recebe apoio psicossocial e ajuda para recomeçar de novo…

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