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CABO DELGADO: A Igreja depende de nós

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7 julho 2020
CABO DELGADO: O TERROR CHEGOU!

Desde 2017 que grupos armados lançam o terror e o medo em Cabo Delgado. Há centenas de mortos e mais de 200 mil deslocados. O Daesh, grupo jihadista que expulsou os Cristãos da Planície de Nínive, no Iraque, tem reivindicado estes ataques. O objectivo é sempre o mesmo: criar um ‘califado’, expulsar os Cristãos e os Muçulmanos moderados e impor a ‘sharia’.
É a conversão ou a morte.



O que aconteceu em 2014 no Iraque está a repetir-se agora em Moçambique. Pessoas decapitadas; igrejas e comunidades religiosas atacadas e vandalizadas; Sacerdotes, monges e irmãs forçados a abandonar as suas missões; aldeias destruídas; raparigas e mulheres raptadas; campos incendiados… Cabo Delgado está sob ataque.

A Igreja pede-nos ajuda. Há milhares de famílias que perderam tudo o que tinham. “É uma tragédia. A situação humanitária está cada vez mais dramática”, diz o Bispo de Pemba, D. Luiz Lisboa, à Fundação AIS.

Toda esta crise está a afectar fortemente a subsistência do clero diocesano, das  paróquias e das várias comunidades religiosa que dependem da  solidariedade de benfeitores como os da Fundação AIS.

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Ninguém está a salvo da violência. Nem a Igreja. Nem as comunidades religiosas. Os monges beneditinos tiveram de se esconder nas matas e as irmãs carmelitas ficaram quase sem palavras quanto visitaram a vila onde viviam, depois da passagem dos terroristas: “O ataque foi forte, cruel e durou três dias…”

> Calcula-se que mais de 1.100 pessoas tenham sido brutalmente assassinadas, centenas estejam desaparecidas e mais de 200 mil se encontrem deslocadas. Fogem dos bandidos, dos homens de negro, dos jihadistas.


Há pessoas escondidas nas florestas. Há famílias inteiras em fuga. São homens, mulheres e crianças que abandonaram tudo o que tinham por causa dos ataques dos grupos armados que têm vindo a semear o medo e a  morte em Cabo Delgado.

SEMANA SANTA | A missão católica centenária em Nangololo foi atacada. Queimaram bancos, partiram e destruíram imagens. Tentaram ainda incendiar o edifício.

12 MAIO | Homens fortemente armados assaltaram e destruíram a Missão dos Monges Beneditinos em Auasse, levando à fuga dos religiosos para o mato onde ficaram escondidos até terem conseguido abandonar a região rumo à Tanzânia.

28 MAIO | Grupos jihadistas atacam Macomia, onde as Irmãs Carmelitas Teresas de São José vivem e trabalham. Nas palavras da Irmã Blanca Castaño, a destruição foi brutal. “Como resultado desta barbárie, a zona urbana ficou destruída”. A religiosa carmelita fala em impotência perante tanto mal.

“Dói-nos a alma pelo atropelamento aos nossos irmãos, ficamos indignadas com a injustiça, ficamos tristes com a incerteza e sentimo-nos impotentes. Só nos resta esperar e confiar no Deus da Vida”, escreve ainda a irmã.

Em Dezembro de 2019 foram divulgadas as primeiras imagens de terroristas, que alegadamente pertencem ao auto-proclamado Estado Islâmico, após a continuação de ataques armados, ostentando bandeiras negras, na província de Cabo Delgado.






É UMA BARBÁRIE!

Pessoas decapitadas, igrejas incendiadas, casas, escolas, centros de saúde e outras infraestruturas destruídas. Os jihadistas raptam mulheres,  matam cruelmente todas as pessoas... Matam e agridem tanto cristãos como os próprios muçulmanos moderados que se distanciam deste  extremismo islâmico.


Os ataques em Cabo Delgado começaram em 2017. A ousadia dos terroristas parece não ter limites. Em Março, chegaram mesmo a ocupar a vila de Moçimboa da Praia durante várias horas, levando à fuga dos militares e das forças de segurança. Como sinal de arrogância e de conquista,  chegaram a hastear a sinistra bandeira negra dos jihadistas. Agora, no final de Junho, voltaram a atacar em força.

Em Abril, numa mensagem  enviada à Fundação AIS, os Cristãos de Pemba falavam num sentimento de tristeza e revolta. “Temos sofrido há três anos sem saber porque  estamos a ser atacados… Há três anos tudo mudou nas nossas vidas. Choramos de tristeza. Vivemos fugindo sem saber para onde.”

A Irmã Joaquina  Tarse pertence à Congregação das Filhas do Imaculado Coração de Maria. Numa mensagem que também fez chegar à Fundação AIS, fala “numa situação preocupante”, manifestando o receio de que os grupos armados pretendem mesmo controlar toda a província de Cabo Delgado.

Todos estão preocupados com a violência que está a tornar ainda mais miserável a vida de tantas pessoas já tão pobres.

Desconhece-se a real  dimensão dos grupos terroristas que operam no norte de Moçambique. A comunidade cristã sente- se ameaçada e o próprio Bispo afirma que tem  consciência de que pode vir a ser alvo de um desses ataques.

No início de Junho, os Bispos moçambicanos estiveram reunidos para discutir a  questão de Cabo Delgado. Os prelados falam em “atrocidades” e em “actos de verdadeira barbárie”, e pedem “uma resposta urgente a esta  tragédia”.

A crise humanitária que se está a viver em Cabo Delgado, e que é consequência dos ataques de milícias jihadistas, já mereceu palavras  de solidariedade do Papa Francisco no Domingo de Páscoa.

D. Luiz Fernando Lisboa tem procurado ajudar as populações aflitas que fogem dos  combates, da violência, das atrocidades.

Uma das consequências imediatas desta violência é o abandono das terras. O medo leva as pessoas a  abandonar o trabalho agrícola, o que tem provocado já situações de fome. O Bispo de Pemba diz mesmo que as pessoas “precisam de comida”. D. Luiz Lisboa faz um apelo: “Temos muito pouco diante de tanta necessidade. Quanto mais ajuda vier…”

Na carta enviada para Lisboa, o Bispo de Pemba sublinha que é muito importante canalizar o máximo de ajuda possível para os sacerdotes e as irmãs. São eles que estão lado a lado com o povo que sofre. Mas estão, também eles, de mãos vazias. “São padres que não têm nenhum tipo de rendimento e estão em dedicação total ao seu povo e ao trabalho pastoral”, explica o prelado. “Eles comprometem-se a rezar pelas vossas intenções e juntos, rezaremos pela paz em Moçambique. Que Deus vos abençoe.#




> A Igreja em Cabo Delgado, padres e Irmãs, precisam urgentemente da nossa oração ajuda para sobreviver e continuar a apoiar também o seu povo!

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Comentários

Total de 2 Comentário(s)
Ana Maria Costa
vou rezar e estou horrorizada com tanta maldade.
Ana Maria do Rosário Silva Rodrigues
As Campanhas de oração e de ajuda são, sem dúvida, importantes como forma de expressão de caridade fraterna e de comunhão cristã. Todavia, colocar a perseguição religiosa - em geral, e as situações de perseguição religiosa em África, em particular - como intenção da Oração Universal em todas as Eucaristias do mundo parece-me ser ainda mais importante, dado tornar incessante e presente a oração pela situação em causa, além de que, estando associada à Eucaristia, ganha em eficácia: é Cristo que salva ! Não sei a quem compete instituir esta prática - Papa, bispo de cada diocese, cada comunidade cristã ? O que constato, com surpresa - e sem querer ferir susceptibilidades - é que estas situações de perseguição, estão quase sempre ausentes das intenções de oração - pelo menos em Portugal que é a realidade que conheço melhor - embora, nos últimos tempos, mercê das iniciativas da AIS, já se comece a ouvir falar em perseguição dos cristãos. Senti necessidade de falar desta situação, porque aquando da invasão do Iraque pelo ISIS, com excepção da AIS e Voz da Verdade, o problema, ao nível das paróquias - ainda frequentei algumas (3) , devido a período de férias - foi ignorado. Com o presente comentário, apenas pretendo reiterar a minha fé na Eucaristia e no valor da oração a ela associado. Só Cristo é que pode evitar o pior, desde que lhe dêem oportunidade. Se mantiverem ausência de oração sobre a questão, em causa, durante as Eucaristias, é evidente que o ISIS sairá vencedor em todos os cenários... Espero que não levem a mal estas considerações. Só quis deixar um desabafo... Cordialmente, Ana Maria Rodrigues
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UMA MISSA POR MOÇAMBIQUE

Peça uma Missa pela Paz em MoçambqiueJUNTE-SE A ESTA CAMPANHA DE ORAÇÃO »

A partir de agora, a Fundação AIS, juntamente com a Diocese de Pemba, irá realizar uma corrente de oração pela Igreja que sofre em Moçambique.

D. Luiz Lisboa pediu-nos uma ajuda concreta para ajudar os seus sacerdotes, através de estipêndios de Missa:

"São padres que não têm nenhum tipo de rendimento e estão em dedicação total ao seu povo e ao trabalho pastoral. Eles comprometem-se a rezar pelas vossas intenções e, juntos, rezaremos pela paz em Moçambique. Que Deus vos abençoe.”






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MENSAGEM DO BISPO DE PEMBA

D. Luiz Lisboa, Bispo de Pemba
"Não tenho medo!

Estou a tentar cumprir o meu papel, tenho procurado dar apoio aos missionários que estão lá, na linha da frente, que estão nesses distritos onde há  ataques, e eles têm sido muito corajosos porque muitas vezes são aquele oásis que o povo precisa, para ir chorar, para reclamar, para contar o seu  problema, para buscar algum tipo de ajuda.

Então, eu louvo a Deus, agradeço pela coragem que eles têm tido… nenhum deles abandonou o posto, estão lá e eu não posso nem tenho o direito de ter medo, justamente para os apoiar e para que eles continuem a cumprir a sua missão. E eu tento fazer a minha da melhor maneira possível. (...)
Obrigado aos benfeitores da Fundação AIS em Portugal. Que Deus vos abençoe.”


D. Luiz Lisboa,
Bispo de Pemba


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