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Boletim

BOLETIM 4: Religiosas

1 maio 2021
BOLETIM 4: Religiosas
Há mais de um ano que o mundo inteiro está a tentar ultrapassar a crise do coronavírus. E é precisamente nesta altura que, surpreendentemente, o Papa Francisco proclama um Ano de São José. Sim, tempos de confusão e desespero exigem um “gestor de crises” com experiência.
Não foi o próprio Deus quem escolheu José para o maior e mais arriscado empreendimento da História, a obra da Salvação? Não foi a este homem justo e carpinteiro de profissão que Ele confiou o que de mais precioso tinha: Seu filho e Sua mãe, Maria? José teve a missão de tomar o lugar do Pai do Céu na terra, ser como que o representante de Deus na terra. Uma “carreira de sonho” que todos os patriarcas, profetas, reis, apóstolos, papas, em suma, todos os homens não podem deixar de olhar com admiração.

Mas também José teve que aprender que não existe nenhuma grande vocação nem nenhum grande amor sem grandes sacrifícios.
O Evangelho diz-nos: “Antes de coabitarem, notou-se que [Maria] tinha concebido…” (Mt 1,18). Haverá sofrimento maior para quem está apaixonado do que descobrir que a noiva está à espera dum filho de outro? Mergulhado numa crise existencial, José ficou em silêncio, rezou e depositou toda a esperança em Deus. Acreditou com uma esperança para além do que se podia esperar (cf. Rm 4, 18), confiou além dos seus limites e tornou-se para todos os homens um pai na fé. Mas isso foi apenas o começo.

José passou por tempos de provações difíceis e de lutas espirituais, mas sabia: só preciso de servir com amor. “São José é o modelo dos humildes. ... É a prova de que para ser bons e autênticos seguidores de Cristo não se necessitam de ‘grandes coisas’, mas requerem-se somente virtudes comuns, humanas, simples e autênticas”, dizia São João Paulo II.
A grandeza de São José é dificilmente reconhecida porque consiste em virtudes que aos olhos do mundo pouco importam. Quem é que gosta de ficar na sombra, silen-cioso, apagado, manso, obediente? José, na verdade, sempre viveu na “sombra”. Certamente, como nós, ele conhecia o peso das suas próprias fraquezas e imperfeições, mas ao lado de Maria e de Deus Menino cresceu, dia após dia, no amor abnegado. Olhar para eles, para a pureza deles, era uma constante exigência para ele e, ao mesmo tempo, a sua maior felicidade. Aprendeu a obedecer a Deus em tudo e a confiar sempre na Providência Divina.

Jesus fez de Seu fiel pai adoptivo, José, auxiliador em todas as necessidades. Ele pode obter tudo para nós de Jesus porque, tal como o Filho foi obediente ao Seu pai adoptivo na terra, também no Céu Ele lhe concederá tudo o que ele Lhe pedir. Quanto deseja ele, José, que brilhe em cada um de nós a luz pascal, aquele amor humilde que pode superar todas as crises e vencer todo o mal.

Uma Feliz e Santa Páscoa são os votos do vosso

P. Martin Maria Barta
Assistente Espiritual

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