Fundação de Ajuda à Igreja que Sofre - Fundação AIS
Rua Professor Orlando Ribeiro, 5D 1600-076 Lisboa, Portugal
(+351) 217544000 apoio@fundacao-ais.pt Fundação AIS 1995
Lisboa
https://fundacao-ais.pt/uploads/seo/big_1585926010_1526_logo-jpg
15 10
505152304

Boletim

BOLETIM 4: Covid-19

15 maio 2020
BOLETIM 4: Covid-19
PADRES E IRMÃS NA LINHA DA FRENTE

A ajuda aos milhares de sacerdotes e religiosas que estão “na linha da frente” deste combate humanitário é absolutamente premente. O mundo debate-se com uma pandemia de proporções devastadoras, especialmente para as comunidades em países em desenvolvimento, empobrecidas e com recursos limitados.

Essas comunidades estão numa situação particularmente difícil face a esta crise e dependem, com bastante frequência, do apoio da Igreja local na prestação de serviços na área social e também na saúde.

Vamos ajudar estes sacerdotes e as religiosas que se encontram neste combate provocado pelo Covid-19 junto das pessoas mais necessitadas, mais vulneráveis e que muitas vezes estariam absolutamente abandonadas se não fosse a Fundação AIS.



Passaram 12 meses desde o ataque à Igreja de Dabló, na Diocese de Kaya. Tudo aconteceu naquele Domingo, dia 12 de Maio, durante a Missa. Rezava-se a Nossa Senhora! O Pe. Siméon foi assassinado a tiro, sem piedade, por um grupo de jihadistas. Era um homem muito activo e querido da comunidade. Tinha apenas 34 anos.

Esta região do norte do Burkina Faso é das mais atingidas pela violência das milícias jihadistas. No início do ano, num encontro promovido pela Fundação AIS, o Pe. Roger, que pertence à Diocese de Dori, lembrou a coragem do Pe. Siméon e testemunhou o drama que se vive neste país.

“Dezenas de cristãos foram mortos por causa da sua fé. Muitos abandonaram s suas cidades e comunidades. Hoje em dia, há milhares de pessoas deslocadas no interior do país.”

O Burkina Faso está em convulsão. Ninguém sabe como esta história vai acabar, mas sabe-se que os Cristãos estão na mira das armas dos terroristas e já começaram a abandonar a região.

As Nações Unidas calculam que cerca de 800 mil pessoas abandonaram já as suas aldeias, as suas terras, tudo o que possuíam por causa dos ataques terroristas.

> Para agravar esta grave situação humanitária, o Burkina Faso detectou os seus primeiros casos de Covid-19 em Março. Desde então, o número de casos tem vindo a aumentar de dia para dia. Mas existe uma congregação que não os abandona…

Apesar da insegurança dos ataques terroristas e agora da pandemia, as Irmãs de Nossa Senhora do Lago de Bam visitam as famílias em maior necessidade, para as ajudar a lidar com o vírus, lhes ensinar práticas de higiene e a respeitar o confinamento.

Mas isto é de facto uma autêntica luta, porque muitas famílias deslocadas internamente, que fugiram das aldeias vizinhas, vivem agora em condições muito precárias, com dezenas de pessoas a partilhar o mesmo espaço.

São idosos, crianças, homens, mulheres que perderam tudo e lutam para sobreviver no meio desta pandemia. As Irmãs de Nossa Senhora continuam a ser para eles o rosto de Cristo, cuidando, levando ajuda de emergência e a Sagrada Comunhão.


As Irmãs de Nossa Senhora do Lago de Bam estão verdadeiramente na linha da frente e levam esperança a este povo que sofre! A Fundação AIS prometeu enviar 20.000€ para ajudar esta congregação. São 105 religiosas que são incansáveis anjos da guarda junto destas famílias que tanto sofrem! O Burkina Faso é apenas um exemplo da nossa ajuda. Índia, Venezuela, Camarões, Rep. Dem. Congo, Haiti, Síria e Nigéria são, também outros países que precisam urgentemente da nossa mão amiga.

Comentários

Deixar um comentário
Os campos assinalados com * são de preenchimento obrigatório.
Os cookies ajudam-nos a oferecer os nossos serviços. Ao utilizar a nossa página, concorda com a nossa política de cookies.
Saiba Mais