Fundação de Ajuda à Igreja que Sofre - Fundação AIS
Rua Professor Orlando Ribeiro, 5D 1600-076 Lisboa, Portugal
(+351) 217544000 apoio@fundacao-ais.pt Fundação AIS 1995
Lisboa
https://fundacao-ais.pt/uploads/seo/big_1585926010_1526_logo-jpg
15 10
505152304

Campanhas

Apoie um seminarista da Igreja perseguida

Apoiar Campanha
7 janeiro 2021
Apoie um seminarista da Igreja perseguida e mais necessitada
Tinha apenas 18 anos de idade. Raptado em Janeiro de 2020, com mais três colegas quando se encontrava no Seminário do Bom Pastor, no estado de Kaduna, na Nigéria, Michael Nnadi tentou converter os homens que o raptaram. Acabou por ser assassinado, mas o líder do gangue que o levou não o esquece. Não o consegue esquecer. E fala dele como alguém muito especial, corajoso, cheio de confiança. Um verdadeiro herói…

Apoie esta campanha »

Quando se soube do ataque ao Seminário do Bom Pastor, no estado de Kaduna, na Nigéria, houve uma enorme apreensão. As primeiras notícias falavam do rapto de alguns estudantes, mas não se sabia ao certo quantos teriam sido levados. Homens armados, usando roupas em tudo semelhantes às dos soldados do exército, tinham invadido o seminário. A operação foi rápida e musculada. Aos tiros, entraram nas instalações que pertencem à Diocese de Sokoto e levaram computadores, telefones e quatro seminaristas. O ataque deixou a comunidade local consternada.

VIOLÊNCIA GENERALIZADA
A Nigéria é um país onde os Cristãos se sentem, de dia para dia, mais ameaçados. No norte, o grupo jihadista Boko Haram praticamente sequestrou uma vasta porção de território, impondo, com a lei das armas, uma visão muito restrita e rigorosa do Islão. Nesse ‘califado’, que se estende para lá das fronteiras do próprio país, os Cristãos são um dos inimigos, um dos alvos a abater.

Mais a sul, grupos de pastores muçulmanos nómadas, os Fulani, têm também semeado o terror entre as comunidades locais, normalmente agricultores cristãos, e, um pouco por todo o país, tem vindo a registar-se uma onda de ataques violentos, com rapto de pessoas com vista ao pagamento de resgates. É um negócio crescente que simboliza na perfeição o fracasso das autoridades na defesa da vida, das populações e dos seus bens.

O ATAQUE
Foi o que aconteceu no dia 8 de Janeiro do ano passado. Usando as roupas dos militares, confundindo polícias e até elementos do exército com que se terão cruzado no caminho, os homens de Mustapha Mohammed entraram no Seminário do Bom Pastor como lobos num redil de ovelhas. Levaram quatro jovens. Podiam ter levado muito mais. O seminário é o lar de 270 candidatos ao sacerdócio. Todos, na euforia da juventude, estavam ali desejosos de entregar as suas vidas a Deus servindo a Igreja e a comunidade. O que nenhum deles imaginaria é que seriam postos à prova tão cedo e de forma tão dramática.

O rapto dos quatro jovens seminaristas teve como objectivo a extorsão de dinheiro. Num ambiente cada vez mais hostil para os Cristãos, todos os cenários seriam possíveis. Dez dias depois, um dos quatro seminaristas foi encontrado na berma de uma estrada, gravemente ferido. No último dia de Janeiro, dois outros seminaristas foram também libertados.

Ficava apenas Michael Nnadi nas mãos dos captores. Temia-se o pior. Horas depois, já no dia 1 de Fevereiro, a notícia que ninguém queria ouvir chegou pela voz do Bispo de Sokoto. D. Matthew Kukkah anunciou que o quarto seminarista tinha sido assassinado.

“…Sabemos que a força de Michael inspirará um exército de jovens a seguir os seus passos. Marchamos com a cruz de Cristo que nos foi connfiada, não em agonia ou dor, porque a nossa salvação está a cruz.” D. Matthew Kukkah, na homilia do funeral de Michael

Apoie um seminarista da Igreja perseguidaOs seminaristas e amigos de Michael levaram o caixão no seu funeral.

ENORME CORAGEM…
Ao fim de algum tempo, as autoridades conseguiram deter os responsáveis pelo ataque ao seminário do Bom Pastor. O líder do gangue foi autorizado, entretanto, a dar uma breve entrevista a um jornal local. As palavras de Mustapha Mohammed ajudam agora a peceber como foi o tempo de cativeiro, como foram os últimos dias de vida de Michael Nnadi. São palavras cheias de assombro. O jornal nigeriano Daily Sun transcreve parte da conversa gravada ao telefone desde a cadeia de Abuja.

Segundo Mustapha Mohammed, Michael assumiu desde a primeira hora uma enorme coragem, falando repetidamente de Jesus, contra a vontade dos raptores, e pedindo-lhes que abandonassem aquela vida de salteadores, de bandidos armados…

“Matei-o apenas porque ele estava sempre a pregar o Evangelho e a falar de Jesus Cristo!” confessou Mustapha Mohammed.

Michael Nnadi foi assassinado, mas mostrou nunca ter sentido medo. Num país onde os Cristãos são acossados, onde a violência mais gratuita faz parte já do quotidiano das cidades e aldeias, Michael é agora um exemplo para toda a comunidade.


Em memória de Michael Nnadi, assasinado no dia 8 de Janeiro de 2020

Um dos professores do seminário de Kaduna, disse à Fundação AIS: “O Michael era um jovem seminarista talentoso. Ficou órfão muito cedo e foi criado pela sua querida avó. Apenas algumas semanas antes, depois de um ano de preparação espiritual, recebeu a batina. O seu único crime parece ter sido o desejo de servir a Deus… "

Apoie um seminarista da Igreja perseguida e mais necessitada

Apoie esta campanha »


Comentários

Total de 1 Comentário(s)
António Silva
Falamos imenso de guerras do passado. Fazemos delas “ADORNO” nalguns meios de informação. Contudo, todos os dias somos conhecedores das maiores atrocidades, cometidas nas várias partes do Globo Terrestre. Uma grande quantidade dessas, são cometidas contra a liberdade religiosa. Na sua maioria são dirigidas aos Cristãos. Tal como há mais de dois mil anos, hoje, continua-se a caminhada da morte. Porquê? Para quê? A que preço? A maioria destes casos, chegam até nós pelos meios Cristãos, Católicos. Falamos tanto de liberdade, de igualdade, de tolerância, mas pouco ou nada se vê. Todos os dias, e a todos os momentos, somos postos à prova, pelas mais diversas formas, de que o Sagrado Coração de Jesus, está muito sofredor, e nada contente com o rumo que nossa vida está a levar. Ontem, um Sacerdote, em Fátima, na reza do Terço (18H30), dizia, «…tu e eu…».

A dificuldade está em aceitarmos que nós somos problema e devíamos ser solução. Mas se olharmos para, para a vida de S. João (Discípulo amado de Jesus, vemos que a forma de levara vida continua, hoje, como há mais de dois mil anos.

QUE DEUS TENHA COMPAIXÃO DOS QUE TRABALHAM NA SUA VINHA, E LHES DÊ MUITA FORÇA INTERIOR, PARA SUPORTAR AS AGRURAS QUE NO DIA A DIA SOFREM!

António Silva-Paredes
Deixar um comentário
Os campos assinalados com * são de preenchimento obrigatório.



ÁFRICA: Não é fácil ser seminarista aqui

CORRENTE DE ORAÇÃO

Os cookies ajudam-nos a oferecer os nossos serviços. Ao utilizar a nossa página, concorda com a nossa política de cookies.
Saiba Mais