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Folha de Oração Mensal

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São José, o homem justo


Na última meditação falámos do lugar de S. José na história da salvação; hoje gostaria de abordar o mesmo tema, mas noutra perspectiva, ou seja, a partir do modo como S. José é apresentado como o “homem justo”, ou seja, como aquele cuja preocupação de toda a sua vida foi corresponder à vontade de Deus, como se dá a manifestar na Escrituras que ele, como judeu piedoso, escutava todos os sábados na sinagoga de Nazaré, que o introduziam na familiaridade com a Palavra de Deus que, provavelmente, sabia de cor. Como todo o judeu piedoso, e dum modo extraordinariamente perfeito como era o seu caso, ao ponto de o Evangelho o apresentar como homem justo – “José, que era um homem justo…” (Mt. 1,19) - meditava atentamente as Escrituras, guardando-as no seu coração. Mas a revelação da vontade de Deus deu-se para ele dum modo extraordinário, pela revelação que em sonhos lhe fez o Anjo: “Não temas receber Maria tua esposa, pois o que ela concebeu é obra do Espírito Santo” (Mt 1,20). José é justo, porque reage com prontidão à vontade de Deus manifestada nas palavras do Anjo e essa prontidão é traduzida no acto de se levantar e realizar o que lhe é dito da parte do Senhor: “Despertando José do sono, fez como lhe ordenou o anjo do Senhor e recebeu sua mulher” (Mt 1,24).

A justiça de Deus, pela qual Deus nos justifica, como declara o Concílio de Trento, tem a ver não só com o mistério de Deus em si mesmo, mas também com a revelação que faz a história da salvação, de que a Sagrada Escritura é a narração, da Sua vontade, do Seu plano ou desígnio: fazer participar o homem nessa mesma justiça, acolhendo e activamente lhe correspondendo, de forma que o plano de Deus assuma forma na existência daqueles que acreditam que vai realizar-se tudo o que é dito a seu respeito da parte do Senhor (Lc 1,45), como Santa Isabel dizia de Nossa Senhora, como a razão da sua bem-aventurança e o motivo pelo qual todas as gerações a chamarão bem-aventurada: a Virgem Maria canta a bela oração do Magnificat (Lc 1,48). S. José participa também desta bem-aventurança, podemos dizer.

Sem que se ouça nenhuma palavra sua – ele é verdadeiramente o homem da oração silenciosa, aquela que, segundo uma certa tradição espiritual e mística, atinge as profundas concavidades da alma, o fundo último da alma aonde só Deus tem acesso -, S. José vive uma experiência de fé semelhante e paralela à de Nossa Senhora. Se Deus desde sempre no seu mistério insondável pensou a redenção que passaria pela incarnação do Seu Verbo e desse plano fazia parte ter uma mãe e por isso a Maternidade divina de Nossa Senhora estava inscrita no mistério insondável de Deus, esse mesmo plano divino acerca da incarnação e da maternidade divina de Maria, esse mesmo plano previa necessariamente a paternidade nutrícia de S. José, título apropriado com o qual a Igreja canta as maravilhas de Deus na vida deste “homem justo”. Por isso, S. José não pode ser visto como uma solução de recurso para a maternidade divina virginal de Maria, mas está incluído na mesma lógica. De facto, o anúncio a Maria é paralelo ao anúncio a José, pela mesma mediação angélica, em Maria, visível e audível, tanto da parte do anjo como de Nossa Senhora; em S. José, através de sonhos, que era uma forma de mediação já presente nos Patriarcas, por exemplo em Jacob (cf. Gn 28,19-22), e pela resposta pronta sem palavras. S. José cumpre assim a sua vocação e missão, paralela à de Maria, na mesma atitude de disponibilidade e obediência da fé e também de estilo de vida, casto e virginal.

Se é verdadeiro o adágio dos devotos de Maria que, desde S. Bernardo de Claraval, dizem de Maria nunquam satis, poderia dizer-se o mesmo de S. José, porque Maria e José são aqueles que, pela sua disponibilidade e obediência, oferecem o quadro para a realização do mistério da Incarnação redentora na história, na plenitude dos tempos (cf. Gl 4,4). Por isso a Igreja registou numa bela ladainha o seu sentir, cheio de gratidão e afecto, pelo santo guarda e protector de Maria – a Mãe e o Menino -, guarda e protector da Igreja, que neste ano a ele dedicado comos convidados a revisitar e a rezar: terror daemonum, ora pro nobis [terror dos demónios, rogai por nós].

Pe. José Jacinto Ferreira de Farias, scj
Assistente Espiritual da Fundação AIS


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