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Folha de Oração Mensal

A oração é um dos pilares fundamentais da nossa missão. Sem a força que nos vem de Deus, não seríamos capazes de ajudar os Cristãos perseguidos e que sofrem por causa da sua fé. Para os ajudar, criámos uma grande corrente de oração e distribuímos gratuitamente a Folha de Oração Sementes de Esperança, precisamente porque queremos que este movimento de oração seja cada vez maior. Por favor, ajude-nos a divulgá-la na sua paróquia, grupo de oração, família, amigos e vizinhos.

Papa Francisco
JULHO
Intenção de Evangelização do Santo Padre

As nossas famílias
Rezemos para que as famílias de hoje sejam acompanhadas com amor, respeito e conselho.


Pe. Werenfried van Straaten, fundador da AIS

A história da Ajuda à Igreja que Sofre comprova que hoje, como ontem, a fé pode mover montanhas.

O Segredo diz respeito ao futuro e está a cumprir-se…

Na homilia que proferiu em Fátima, a 13 de Maio de 2010, o Papa Bento XVI disse esta frase: “enganam-se os que pensam que o segredo de Fátima diz respeito ao passado. O Segredo não diz respeito ao passado; diz respeito ao futuro!” Com esta afirmação, o Papa Bento XVI terá querido dizer – esta é a minha leitura – que o “segredo” tem uma dimensão profética: aponta para o sentido escatológico dos acontecimentos actuais da história. O “segredo” não é o mesmo que “predição”. O segredo recorda verdades fundamentais da fé que dão sentido aos acontecimentos da história.

Leitor atento de Santo Agostinho, Bento XVI dava muito valor ao “pecado original” e às suas consequências, nomeadamente a concupiscência na sua tríplice expressão: “concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida” (1Jo 2,16). Pelo baptismo somos “lavados” da mácula do pecado original, recebemos o Espírito Santo que faz de nós filhos. Se formos fiéis e seguirmos as suas inspirações, poderemos reorientar a concupiscência e fazer com que a “carne” e os “olhos” se orientem e adiram a Deus e a “soberba da vida” seja corrigida pela “humildade”, a virtude que nos torna disponíveis para a acção de Deus, porque nos reconhecemos o “pó” de que somos feitos e que Deus ama.

Dizia Santo Agostinho que “dois amores fazem duas cidades: o amor de si até ao desprezo de Deus faz a cidade terrestre; o amor de Deus até ao desprezo de si faz a cidade celeste”. Não basta referirmo-nos ao “amor” para dizer que está tudo bem, pois há um amor virtuoso e há um “amor libertino”. Este conflito entre os “dois amores” marca a história da Igreja, “peregrina na história entre as perseguições do mundo e as consolações de Deus”.

Bento XVI chegou a dizer que “os inimigos da Igreja estão dentro dela”. Alguns inimigos podem ter sido infiltrados, e esta é uma hipótese plausível. Mas tanto os infiltrados como os outros todos se deixam seduzir pelo maligno, pelo príncipe das trevas, pelo diabo, o qual está por trás de todo o mal que acontece na Igreja e no mundo, servindo-se daqueles que lhe vendem a alma, deixando-se seduzir pela mesma tentação que um dia fez a Jesus: “tudo isto te darei se prostrado me adorares” (Mt 4,9).

Parece que neste momento quem domina o mundo é o diabo. Mas ele não tem todo o poder. Ele está é desesperado, pois, como está escrito, o seu tempo é limitado: “ai dos que vivem na terra e no mar, porque o Demónio desceu sobre vós, cheio de furor, sabendo que já tem pouco tempo” (Ap 12,12). Depois desta pandemia o poder está a escapar-lhe das mãos. A Igreja está mais purificada depois desta provação, em que foi despojada de tudo, com as igrejas fechadas, sem os sacramentos… mas não a despojaram do que é mais importante: da sua fé, do seu Senhor, que lhe pediu um tempo de “jejum especial”.

Neste contexto, convido-vos a ler as Memórias da Irmã Lúcia sobre o que os Pastorinhos viram e ouviram no dia 13 de Julho de 1917: “Vistes o Inferno para onde vão as almas dos pobres pecadores; para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao Meu Imaculado Coração. Se fizerem o que Eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz. A guerra vai acabar. Mas, se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI começará outra pior. Quando virdes uma noite alumiada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá de que vai a punir o mundo dos seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre. Para a impedir, virei pedir a consagração da Rússia a Meu Imaculado Coração e a Comunhão reparadora nos primeiros sábados. Se atenderem a Meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz; se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas. Por fim o Meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-Me-á a Rússia que se converterá e será concedido ao mundo algum tempo de paz. Em Portugal se conservará sempre o dogma da fé, etc… Isto não o digais a ninguém. Ao Francisco, sim, podeis dizê-lo.

Quando rezardes o terço, dizei depois de cada mistério: ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno; levai as alminhas todas para o céu, principalmente aquelas que mais precisarem” (Mem IV, 163-167).

“…continuem a rezar o terço todos os dias, em honra de Nossa Senhora do Rosário, para obter a paz do mundo e o fim da guerra, porque só Ela lhes poderá valer” (Mem IV, 162).

Nestes meses de Verão, tomemos estas palavras de Nossa Senhora muito a sério – “Se fizerem o que Eu vos disser…” - porque o que ela em Fátima pediu foi o mesmo que disse aos servos nas bodas de Caná: “fazei o que Ele vos disser” (Jo 2,5). E no meio das tribulações actuais do mundo, poderemos sentir as “consolações de Deus”.

Pe. José Jacinto Ferreira de Farias, scj
Assistente Espiritual da Fundação AIS


ACN Portugal · Sementes de Esperança | Julho-Agosto 2020




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