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Folha de Oração Mensal

A oração é um dos pilares fundamentais da nossa missão. Sem a força que nos vem de Deus, não seríamos capazes de ajudar os Cristãos perseguidos e que sofrem por causa da sua fé. Para os ajudar, criámos uma grande corrente de oração e distribuímos gratuitamente a Folha de Oração Sementes de Esperança, precisamente porque queremos que este movimento de oração seja cada vez maior. Por favor, ajude-nos a divulgá-la na sua paróquia, grupo de oração, família, amigos e vizinhos.

Papa Francisco
JUNHO
Intenção de Evangelização do Santo Padre

O caminho do coração
Rezemos para que aqueles que sofrem encontrem caminhos de vida, deixando-se tocar pelo Coração de Jesus.


Pe. Werenfried van Straaten, fundador da AIS

Deus foi-Se embora! Se expulsarmos da sociedade o Espírito de Deus, que tudo conduz e anima, então o mundo voltará ao caos... No entanto, cada pessoa é igualmente a porta através da qual Ele quer voltar. Outrora, voltou na pessoa de Jesus Cristo. Hoje, procura em milhões de pessoas a entrada para este tempo.

O confinamento e a distância social

Neste mês de Junho somos convidados a pensar e a cuidar do coração: do nosso e estarmos atentos ao coração dos outros, cujo pulsar se manifesta no seu olhar. Um provérbio muito conhecido reza assim: “o coração mai’los olhos são dois amigos leais; quando o coração está triste, logo os olhos dão sinais”.

O “coração” aqui é tomado em sentido simbólico: evoca a intimidade dos afectos, dos sentimentos, das emoções. Não é universal, todavia, o alcance simbólico do coração como sede dos sentimentos e das emoções. Na Sagrada Escritura, são as entranhas, os intestinos que são apontados como a sede das reacções emocionais que agitam o homem, nos momentos de alegria, de dor ou de desespero.

Seja o coração, sejam os intestinos ou até o fígado, como em algumas culturas asiáticas, os órgãos do nosso corpo que reagem mais directamente aos nossos estados de alma ou todos ao mesmo tempo, o mais importante é termos consciência de que o mistério do nosso ser é complexo, e os nossos estados de alma têm sempre, mais ou menos intensamente, uma manifestação sensível, de que o coração e as entranhas são os órgãos mais afectados. E, de facto, todos sentimos isso: em estados de ansiedade, são os intestinos que reagem; em estados de emoção, são as palpitações cardíacas mais aceleradas. Somos uma unidade de corpo, alma e espírito, e estas “partes” ou dimensões do nosso ser estão intimamente interligadas.

Não somos seres puramente espirituais; não somos seres puramente “animais”; não somos seres puramente “corporais e materiais”. Somos a síntese admirável disto tudo. Pela nossa alma espiritual sentimo-nos, conscientes ou não disso, vocacionados para nos encontrarmos com Deus. A nossa finalidade última, a razão pela qual viemos a este mundo é encontrarmo-nos face a face com Deus, vermos a Deus como Ele é. Por isso, nada do que é material, nenhuma coisa deste mundo consegue saciar-nos plenamente. Nenhum amigo por mais dedicado que seja, nenhuma esposa, nenhum marido, nenhum filho ou discípulo consegue preencher o vazio do coração, acalmar a ansiedade visceral, apagar este fogo que arde sem se ver, esta ferida que dói e não se sente, esta dor que desatina sem doer… (Camões).

Que fizemos nestes meses de “confinamento”? O distanciamento social, por causa do risco de contágio, pode ser uma ocasião para meditarmos e “sentirmos” que nem toda a proximidade física é salutar. Pensando nas indicações da DGS para os cuidados a termos na relação com o próximo, potencial risco de contágio de consequências imprevisíveis, vieram à minha memória as recomendações que na adolescência nos eram dadas pelos nossos formadores, para evitarmos todo o contacto físico com os outros: nem abraços, nem beijos, nem toques. Nada de “jogos de mão”, porque a proximidade física, a familiaridade era um perigo para a vivência da castidade, da pureza virginal que nos era proposta como ideal de santidade.

Esta educação moral foi depois, a partir dos anos 60, considerada repressiva e daí veio a liberalização dos costumes, em que tudo era permitido, nada era pecado, desde que fosse feito por “amor”. Mas agora, este vírus chinês, que representa uma ameaça invisível presente em toda a parte, conseguiu fazer valer o que fora abandonado. A saúde pública tornou-se o valor supremo (mesmo para a Igreja!), por amor do qual nos obrigaram a sacrificar tudo, mesmo a liberdade! Na revolução sexual dos costumes nos anos 60, deixámos de obedecer a Deus, aos seus mandamentos, sobretudo, neste caso, ao sexto e ao nono mandamento: guardar castidade nas palavras, nas obras, nos pensamentos e nos desejos. Ao proibir o adultério, o sexto mandamento vai muito mais longe. Indica o caminho para chegar à delicadeza do coração, cultivando o respeito e a pureza das relações humanas, purificadas de todo o interesse egoísta e pautadas pelo cuidado do bem do outro, que, em última instância, não é outra coisa senão conseguir concretizar a sua finalidade última: chegar à santa comunhão com Deus, à visão beatífica, contemplar a Deus tal como Ele é. Mas Deus serviu-se do “vírus chinês” para pôr um pouco de ordem no caos moral em que a humanidade se encontra!

Que fizemos durante este tempo de confinamento? Que vamos fazer depois? Aprendemos alguma coisa?

Neste mês do coração, vamos recordar e tomar a sério o que o Anjo disse aos Pastorinhos em Fátima, em 1916: “os Corações de Jesus e de Maria têm sobre vós desígnios de misericórdia. Oferecei constantemente ao Altíssimo orações e sacrifícios.” “Como nos havemos de sacrificar?”, perguntei. “De tudo o que puderdes oferecei um sacrifício em acto de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores. Atraí assim sobre a vossa pátria a paz. Eu sou o Anjo da sua guarda, o Anjo de Portugal. Sobretudo aceitai e suportai com submissão o sofrimento que o Senhor vos enviar”.

Acolhamos, como dirigidas a cada um de nós, estas palavras e façamos como os Pastorinhos, aceitando e suportando com submissão o sofrimento que o Senhor nos envia!

Pe. José Jacinto Ferreira de Farias, scj
Assistente Espiritual da Fundação AIS


ACN Portugal · Sementes de Esperança | Junho de 2020


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