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Almas do Purgatório


A liturgia de hoje é realista, concreta. Situa-nos nas três dimensões da vida, que até as crianças compreendem: o passado, o futuro, o presente.

Hoje é um dia de memória do passado, para recordar quantos caminharam antes de nós, que nos acompanharam, nos deram a vida. Recordar, fazer memória. A memória é aquilo que fortalece um povo porque se sente radicado num caminho, numa história, num povo. A memória faz com que compreendamos que não estamos sozinhos, somos um povo que tem uma história, um passado, uma vida. Memória de tantos que partilharam um caminho connosco e estão aqui [indica os túmulos ao redor]. Não é fácil fazer memória. Muitas vezes, temos dificuldade para voltar atrás com o pensamento ao que aconteceu na nossa vida, na nossa família, no nosso povo... Mas hoje é dia de memória que nos leva às raízes: às minhas raízes, às raízes do meu povo.

E é também um dia de esperança: a segunda Leitura mostrou-nos o que nos espera. Um céu novo, uma terra nova e a cidade santa de Jerusalém, nova. Linda imagem usada para nos fazer entender o que nos espera: “Vi descer do céu, de junto de Deus, a Cidade Santa, a nova Jerusalém, como uma esposa ornada para o esposo” (cf. Ap 21, 2). Espera-nos a beleza... Memória e esperança, esperança de nos encontrarmos, de chegarmos onde está o Amor que nos criou, o Amor que nos espera: o amor do Pai.

E entre memória e esperança há a terceira dimensão, a do caminho que devemos percorrer e que atravessamos. E como percorrer o caminho sem errar? Quais são as luzes que me ajudarão a não errar a estrada? Qual é o “navegador” que o próprio Deus nos concedeu para não errar o caminho? São as Bem-Aventuranças que no Evangelho Jesus nos ensinou. Estas Bem-Aventuranças — a mansidão, a pobreza de espírito, a justiça, a misericórdia, a pureza de coração — são as luzes que nos acompanham para não errarmos estrada: este é o nosso presente.

Neste cemitério existem as três dimensões da vida: a memória, podemos vê-la ali [indica os túmulos]; a esperança, que vamos celebrar agora na fé, não na visão; e as luzes para nos guiar no caminho de modo a não errarmos a estrada, que acabámos de ouvir no Evangelho: são as Bem-Aventuranças.

Peçamos hoje ao Senhor que nos conceda a graça de nunca perder a memória, jamais esconder a memória — memória de pessoa, de família, de povo — e que nos dê a graça da esperança, porque a esperança é um dom dele: saber esperar, olhar para o horizonte, não permanecer fechado diante de um muro. Olhar sempre para o horizonte e para a esperança. E que nos conceda a graça de compreender quais são as luzes que nos acompanharão no caminho para que não erremos e possamos chegar onde nos esperam com tanto amor.

Papa Francisco, Homilia, Cemitério Laurentino de Roma, 2 de Novembro de 2018


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