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Corrente de Oração

19
Abr
19 - Abr

A Festa da Divina Misericórdia

A Festa da Divina Misericórdia

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O Papa João Paulo II beatificou e canonizou, no ano 2000, a sua compatriota Ir. Faustina Kowalska, uma santa religiosa que recebeu visões e revelações de Nosso Senhor Jesus Cristo a respeito da Divina Misericórdia. No seu famoso diário, Santa Faustina relata o momento em que Jesus lhe pediu a instituição da festa da Sua Misericórdia:

“A Minha imagem já está na tua alma. Eu desejo que haja a Festa da Misericórdia. Quero que essa Imagem, que pintarás com o pincel, seja benzida solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa, e esse domingo deve ser a Festa da Misericórdia.”

Atendendo ao apelo do próprio Jesus pelas palavras de Santa Faustina, João Paulo II estabeleceu o segundo Domingo da Páscoa – tradicionalmente conhecido como Dominica in Albis – como a festa da Divina Misericórdia.

A Ir. Faustina Kowalska, conhecida já em todo o mundo, apóstola da Misericórdia de Deus, é considerada pelos teólogos como fazendo parte de um grupo de notáveis místicos da Igreja.

Em 22 de Fevereiro de 1931, Jesus Cristo apareceu à jovem religiosa, onde pede à Ir. Faustina que pinte a imagem que conhecemos como Jesus Misericordioso.

“À noite, quando eu estava na minha cela, percebi a presença do Senhor Jesus vestido de uma túnica branca. Uma mão estava levantada a fim de abençoar, a outra pousava na altura do peito. Da abertura da túnica no peito saíam dois grandes raios, um vermelho e outro pálido. Em silêncio eu olhei intensamente para o Senhor; a minha alma estava tomada pelo espanto, mas também por grande alegria. Depois de um tempo, Jesus disse-me: ‘Pinta uma imagem de acordo com o que vês, com a inscrição, ‘Jesus, eu confio em Vós. Prometo que a alma que venerar esta Imagem não perecerá.”

Algum tempo depois, Nosso Senhor explicou-lhe o significado dos dois raios em destaque na imagem:

“Os dois raios representam o Sangue e a Água. O raio pálido representa a Água, que justifica as almas; o raio vermelho representa o Sangue, que é a vida das almas. Ambos os raios saíram das entranhas da minha Misericórdia quando, na Cruz, o Meu Coração agonizante foi aberto pela lança… Estes raios defendem as almas da ira do meu Pai. Feliz aquele que viver sob a protecção deles, porque não será atingido pelo braço da Justiça de Deus.”

“É meu desejo que esta imagem seja venerada primeiramente na vossa capela e depois em todo o mundo” (Diário 47).


Devoção à Divina Misericórdia

A mensagem de Santa Faustina traz novas formas à devoção à Misericórdia Divina. A sua essência é a atitude de confiança para com Deus e de misericórdia para com o próximo.

Jesus disse à Irmã Faustina:Desejo que a Festa da Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pobres pecadores. Neste dia estão abertas as entranhas da Minha Misericórdia. Derramo todo um mar de graças sobre aquelas almas que se aproximam da fonte da Minha Misericórdia. A alma que for à confissão e receber a Sagrada Comunhão obterá remissão total das culpas e das penas. Nesse dia estão abertas todas as comportas divinas, pelas quais se derramam as graças. Que nenhuma alma receie vir a Mim, ainda que os seus pecados sejam tão vivos como escarlate…" (Diário 699).

“Minha filha, declara que a Festa da Minha Misericórdia brotou das Minhas entranhas para consolação do Mundo inteiro” (Diário 1517).


A hora da Misericórdia

Às três horas da tarde”, disse Jesus à Ir. Faustina em Outubro de 1937, em Cracóvia, “implora a Minha Misericórdia de modo especial pelos pecadores.

Ao menos durante um momento concentra-te na Minha paixão, particularmente no Meu abandono durante a agonia. Esta é a hora da grande Misericórdia para todo o mundo
” (Diário 1320).

Jesus deseja que nessa hora, ainda que por breves momentos, se medite na Sua dolorosa paixão, na qual, de forma o mais completa possível, se revela o mistério da Sua misericórdia. O conhecimento desta conduz à oração de adoração e acção de graças, bem como à súplica pelas graças necessárias para todo o mundo, particularmente para os pecadores, “porque nesse momento foi a Misericórdia aberta plenamente para toda a alma”.

Jesus prometeu dar toda a espécie de graças a quem rezar na hora da Misericórdia. “Nesta hora”, disse, “não hei de recusar nada à alma que Me implore pela Minha paixão (Diário 1320). “Nessa hora podes requerer tudo o que peças por ti e para os outros” (Diário 1572). Cristo definiu três condições indispensáveis para o cumprimento das promessas: a oração deve ter lugar às 15h00, deve ser dirigida a Jesus e deve-se nela remeter para o valor e mérito da Sua paixão. Acima de tudo convém referir que o objecto da oração deve estar de acordo com a vontade de Deus e a própria oração deve ser feita com confiança, perseverança e unida a actos de misericórdia, que são condição da verdadeira devoção à Misericórdia Divina.

Jesus deu também indicações relativas à forma de rezar durante a hora da Misericórdia: “Procura nesta hora”, disse, “fazer a Via Sacra, quando os teus deveres to permitirem; e, se não puderes fazer a Via Sacra, ao menos entra por um momento na capela e venera o Meu Coração, pleno de Misericórdia, no Santíssimo Sacramento. Se não puderes sequer visitar a capela, mergulha-te na oração onde te encontrares, mesmo por pouco tempo” (Diário 1572).

Terço da Divina Misericórdia

No início:
Pai nosso, Ave Maria e Credo.

Nas contas grandes (1 vez):
Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e Sangue, Alma e Divindade
de Vosso muito amado Filho Nosso Senhor Jesus Cristo
em expiação dos nossos pecados e dos pecados de todo o mundo.

Nas contas pequenas (10 vezes):
Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e de todo o mundo.

No fim (3 vezes):
Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal,
tende piedade de nós e de todo o mundo.



Divulgação do culto à Misericórdia

Entre as novas formas de culto à Misericórdia Divina apresentadas pela Ir. Faustina enumera-se também a divulgação do culto à Misericórdia, pois as promessas de Jesus feitas a todas as pessoas que tenham estas práticas relacionam-se também com esta atitude.

Oh, se os pecadores conhecessem a Minha Misericórdia, confiou Jesus à Ir. Faustina,não se perderiam em tão grande número! Diz às almas pecadoras que não temam aproximar-se de Mim. Fala-lhes da Minha imensa Misericórdia (Diário 1396).

A esta tarefa Jesus atribuiu grande importância, uma vez que lhe associou promessas especiais. “Às almas que divulguem o culto da Minha Misericórdia, defendê-las-ei em toda a sua vida, como uma terna mãe ao seu filhinho, e na hora da morte não serei Juiz para elas, mas sim Salvador” (Diário 1075). Jesus dirige um incentivo particular aos sacerdotes, garantindo que “os mais endurecidos no pecado arrepender-se-ão logo que lhes falarem da Minha insondável Misericórdia, daquela Compaixão que tenho por eles no Meu coração” (Diário 1521).

As graças da Minha misericórdia”, disse, “colhem-se com o único vaso, que é a confiança. Quanto mais a alma confiar, tanto mais receberá” (Diário 1578)

Prometo ainda mais, a vitória sobre os inimigos já aqui na Terra e especialmente à hora da morte” (Diário 48).

As almas perdem-se, apesar da minha amarga paixão” “Estou a dar-lhes a última tábua de salvação, isto é, a Festa da Minha Misericórdia. Se não adorarem a Minha Misericórdia, perecerão por toda a eternidade” (Diário 965).

 


In https://cancaonova.pt/conheca-a-festa-da-divina-misericordia/
e  http://www.milosierdzie.pl/index.php/pt/devocao-a-misericordia-divina.html

Comentários

Total de 3 Comentário(s)
Carla Fernandes
Obrigada pela divulgação deste dia. Nos tempos difíceis que agora vivemos, nos apercebemos que o mais importante nos estava a faltar... Temos que ter fé que vai passar e o Senhor Jesus nos vai ajudar!
Luiz Maia
Sinto felicidade por ter chegado ao teor desta mensagem. A Misericórdia do Senhor não nos abandona. Recorramos a ela, invoquemo-la sempre, sem desânimo, "ela não se perderá", nela Esperemos.
Raquel Paisana
Obrigada por divulgarem esta festa.
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