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25-8-2009

Conferência Episcopal da Colômbia pede respeito pela vida dos sacerdotes


O Presidente da Conferência Episcopal Colombiana (CEC), D. Rubén Salazar, pediu aos grupos armados que respeitem a vida dos sacerdotes e religiosos, que são em muitos casos, a única esperança para as vítimas da guerra interna.


O prelado fez esse apelo depois de recordar que a Colômbia tem o número mais alto "de sacerdotes e bispos assassinados em conflitos armados". Segundo dados da Conferência, desde 1984 até Junho deste ano, foram assassinados dois bispos, 67 sacerdotes, 8 religiosos e religiosas, e três seminaristas.


Falando sobre esse tema, o secretário-geral da Comissão de Conciliação Nacional, Padre Darío Echeverri, disse que se deve reconhecer o trabalho dos sacerdotes nas áreas de conflito, porque também eles sofrem juntamente com a população civil e não podem desfalecer.


Citado pelo jornal «El Tiempo», o Padre Echeverri explicou que enquanto "os especialistas analisam o conflito a partir dos seus escritórios, os sacerdotes estão no meio da guerra colombiana, porque eles vivem-na".


Por isso, pediu aos grupos armados, como as FARC, que respeitem as mínimas normas do Direito Internacional Humanitário, na qual se insere também a missão sacerdotal.


O jornal divulgou os testemunhos de dois sacerdotes que realizam seu trabalho pastoral nas áreas de conflito. Padre José Alexander Londoño, pároco de Bebedó (Chocó), relatou que "viver num lugar como este implica encher-se de força espiritual para acompanhar e caminhar com o povo que sofrer e que tem medo". Ele disse que nunca foi ameaçado ou pressionado, e que o que mais inflama o conflito armado é a miséria.


Por sua vez, P. Heyler Giraldo, vigário paroquial de Reinera Pesquera (Arauca), disse que os sacerdotes acompanham "os deslocados e as vítimas das minas anti-pessoais". "Há lugares onde não existe um professor, um posto de saúde, mas ali está um sacerdote que não reza somente, mas realiza acções comunitárias e sociais", destacou.


Departamento de Informação da Fundação AIS - info@fundacao-ais.pt









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11-03-2010

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