Os bispos da Venezuela denunciaram a aprovação, rápida e sem debates, de novas leis, o encerramento de várias emissoras de rádio e a violência por parte de grupos que agem sem controlo. Por outro lado, referem os prelados, o país continua a assistir a perseguições e à aplicação de multas em que sobressai o recurso à força.
O diagnóstico consta de um comunicado assinado por quatro bispos da presidência da Conferência Episcopal da Venezuela, sob a liderança do arcebispo de Maracaíbo, D. Ubaldo Sequera.
O fecho de várias emissoras de rádio - lê-se na declaração - coloca em dúvida o pluralismo e a liberdade de expressão garantidos pela lei, além de atingir "centenas de venezuelanos e venezuelanas", que podem ficar sem trabalho e sem futuro para as suas famílias.
Os bispos manifestaram igualmente o seu desagrado pela aprovação da legislação sobre o sistema educativo nacional, feita "de um dia para o outro", sem "a necessária consulta" e sem ter em conta os pontos de vista de diversas organizações da sociedade civil. Para os prelados, esta posição do Governo "atenta contra a participação serena e dialogante dos cidadãos e dificulta a procura do bem comum da sociedade".
Por fim, a Conferência Episcopal pede ao Governo e aos cidadãos que "abram espaços de diálogo e entendimento", centrem "a atenção nos problemas mais urgentes da população, como a insegurança e instabilidade laboral" e convertam as férias num "tempo para alimentar o espírito com os valores superiores da caridade e da amizade".
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